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Chamada de trabalhos para o FLISoL-BH 2010

Quer apresentar um estudo de caso de migração para software livre? Ou contar a sua experiência de como o utiliza na sua escola? Que tal um mini-curso ensinando a editar imagens usando aplicações livres? Está aberta a chamada de trabalhos para o FLISoL-2010 e esses e outros temas podem fazer parte da grade do evento. Depende somente de vocês.

Se você tem alguma proposta de palestra ou minicurso sobre softwares livres está convidado a enviá-la para nós. As melhores propostas serão selecionadas para serem apresentadas ao longo do dia 24 de abril, data em que acontecerá o FLISoL em BH (e várias outras cidades da América Latina).

Vale a pena destacar que software livre não está presente somente no sistema operacional GNU/Linux. Também é possível falar sobre o uso e o desenvolvimento dessas aplicações nos sistemas operacionais proprietários. O que importa é falar sobre o software livre, independente de onde ele está sendo utilizado. O único ponto importante é planejar palestras para um público leigo ou iniciante, que é o foco principal do evento. Além de palestras, podem também ser propostos minicursos e oficinas, já que teremos laboratórios com computadores à nossa disposição. Os minicursos podem ter um caráter mais técnico e ter como público-alvo usuários avançados.

Para enviar a sua proposta, por favor utilize o formulário de contato e informe os seguintes dados:

  • Nome completo
  • Endereço de e-mail
  • Escreva no assunto “Proposta de palestra” ou “Proposta de mini-curso”, de acordo com o tipo de proposta
  • No campo “Sua mensagem”, escreva o nome da palestra ou mini-curso/oficina com um resumo detalhando a atividade. No caso de mini-cursos/oficinas, especifique também a quantidade máxima de participantes. Por fim, escreva sua disponibilidade de horário.

Dúvidas também podem ser enviadas pelo formulário de contato. Contamos com a participação de todos os interessados em divulgar o software livre ou aprender mais sobre o assunto.

Como o contágio pode salvar vidas

Sempre que a palavra "contágio" é mencionada, imediatamente a associamos a coisas ruins: doenças, morte, invalidez.... Mas e se o sentido dessa palavra fosse subvertido para passar uma mensagem positiva? E se fosse possível contaminar pessoas com um "vírus" capaz de melhorar suas vidas? Essa é a mensagem que a indiana Kiran Bir Sethi nos transmite em sua fala no TED.

É uma apresentação valiosa pois nos mostra como iniciativas simples podem fazer uma grande diferença. E o detalhe mais importante dessa história é que não estamos falando de países como a França, Alemanha, Reino Unido ou Estados Unidos, mas sim da Índia, um país cheio de contrastes (e bem mais próximo da nossa realidade). Com a segunda maior população do planeta, eles são, segundo dados da Wikipédia, o 134º país do mundo na classificação do IDH, 139º em esperança de vida, 143º em mortalidade infantil e 147º em alfabetização. A título de comparação, para o Brasil, esses números são: 75º no IDH, 92º em esperança de vida, 106º em mortalidade infantil e 95º em alfabetização. Além disso, existem 23 idiomas nacionais (os mais importantes são o hindu e o inglês) e mais de 1600 (!!!) dialetos locais. E mesmo com todos essa diversidade e dificuldades, a Kiran conseguiu realizar um trabalho maravilhoso de valorização das crianças em um país reconhecido mundialmente pelos seus problemas com trabalho infantil.

Mas aí vem as perguntas fatais. E no Brasil? Por que não fazemos algo desse tipo? Por que ao invés de esperar um novo projeto do governo não fazemos, nós mesmo esse trabalho de valorização das crianças? Por que ao invés de campanhas anuais de mega-arrecadação de dinheiro não trabalhos propostas simples, mas que durarão para sempre? Como diz a palestrante, foi preciso somente um homem (o Gandhi) para mudar toda uma nação. Será que não podemos mudar nem ao menos a realidade que nos cerca? Ficam os questionamentos (e o incômodo)...

(a dica do vídeo veio dessa publicação, do blog do Fábio Prudente)

E lá se vai 2009, ao som da Sinfonia da Ciência...

Uma ideia aparentemente sem sentido. Pegar trechos de falas de grandes cientistas e tranformar em música. Mas o resultado obtido pelo projeto The Symphony of Science ficou tão bonito que resolvi utilizar um de seus vídeos como minha mensagem de fim de ano aqui da teia. O projeto é uma ótima iniciativa pra mostrar como a ciência pode ser bela, poética e emocionante.

O vídeo escolhido foi "We are all connected", que apresenta falas do Carl Sagan, Richard Feynman, Neil deGrasse Tyson e Bill Nye. Vamos ao vídeo.

Escolhi esse vídeo porque tem muito a ver com o que eu desejo para o ano de 2010. Acredito que quando nos dermos conta de que estamos todos conectados, independente de raça, credo ou reino biológico, aprenderemos a respeitar todas as formas de vida. Se almejamos algum futuro nessa esfera azul, essa é a nossa única saída.

Como disse o Carl Sagan no vídeo, o cosmos também está em nós, pois somos todos feitos da mesma matéria das estrelas. Saibamos usar bem essa nossa herança...

Um feliz 2010 a todos, com muita luz, harmonia, paz, solidariedade, amor e liberdade. Smile

Você não controla mais a informação. E isso é bom!

O título desse artigo é a tradução de um slide que aparece na apresentação abaixo, originalmente obtida sítio do TED. Ativem a legenda em inglês para entender melhor, pois ele fala muito rápido.

Em resumo, o Greenpeace queria um nome que representasse as baleias para uma campanha e, dentre os diversos nomes eruditos que apareceram, surgiu um, em tom de brincadeira: "Mister Splashy Pants". É algo intraduzível para o português, mas basicamente brinca com a onomatopeia "splash" e o sentido de respingo, gerando algo similar a "Senhor Calças Respingadas".

O interessante é que o nome pegou e começaram a surgir diversas campanhas em prol dessa escolhas. O Greenpeace chegou a estender a votação por mais uma semana, pois achou que aquilo era só uma brincadeira. Mas a situação não mudou e o resultado final foi a vitória de "Mister Splashy Pants", com 78% dos votos (o segundo lugar ficou com somente 3%).

Voltando ao título do artigo, a lição principal que fica dessa história é justamente que você não controla aquilo que coloca na Internet. Se você abrir uma enquete, permitir que os usuários façam comentários em suas publicações, pedir por colaborações online, ou abrir espaço para qualquer outro tipo de interação, esteja preparado para qualquer coisa. E saiba que qualquer pessoa tem tanto poder quanto você na Internet. E isso não é ruim! Mesmo que existam os vandalismos, mesmo que possam surgir bobagens, o verdadeiro sentido da informação online é justamente esse: todos estão no mesmo nível e todos podem participar. É isso que apavora a grande mídia e é por isso que eles tentam, a todo custo, deter essa produção de informações.

Sei que vivemos momentos de medo, com blogueiros sendo processados em um ritmo cada vez mais intenso. Mas isso não deve ser utilizado como justificativa para impedirmos a participação das pessoas em nossas publicações. Quando fazemos isso, a Internet fica mais pobre, pois perde um importante componente que é a interação. Tentemos ser maiores que o nosso medo. Os resultados positivos podem não ser imediatos, mas com certeza estaremos contribuindo para a construção de uma Internet mais bacana.

Quando estava fechando esse artigo, recebi a indicação do Sérgio Lima sobre um artigo do blog do Glaydson Lima bem interessante que explica, de maneira bem clara, a questão legal dos comentários em blogs. Vale a leitura.

Nova legislação genérica do Senado, dessa vez contra jogos eletrônicos

Diga não ao seu videogame - imagem extraída de: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:P_videogame_controller.svgCom tanta coisa acontecendo na casa, a Comissão de Educação do Senado teve tempo de aprovar um projeto de lei (170/06), de autoria do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que criminaliza a fabricação, importação e distribuição (ou seja, tudo) de jogos que sejam considerados ofensivos "aos costumes e às tradições dos povos, aos seus cultos, credos, religiões e símbolos". Ou seja, (mais) uma decisão absolutamente inócua de um Senado que insiste em legislar sobre itens que não conhece muito bem.

Inócua porque, primeiro, já tentaram fazer isso antes: Doom, BloodMortal Kombat, Duke Nuken, Requiem, Postal, Counter Strike e Everquest (entre outros) já foram proibidos. Aí as lojas esperam um pouquinho e relançam os mesmos produtos (ou uma versão atualizada deles) sem problema nenhum. Citando dois exemplos, com o lançamento do Doom 3 eles relançaram o Doom original (e suas continuações) e o Counter Strike pode ser encontrado em qualquer prateleira de jogos.

Em segundo lugar, já existe uma classificação da faixa etária indicada para cada jogo, feita pela Secretaria Nacional de Justiça desde 2001. Assim, se o jogo for inadequado ou ferir algum "costume, credo, religião, símbolo" ou sei lá mais o que, é muito simples: não compre o jogo. Além de simples, é muito mais econômico. Smile

E na rede, não vai nada? (imagem extraída de: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:P2P-network.svg)Terceiro, mais uma vez o Senado demonstra desconhecer algumas coisas bem simples como mídias de armazenamento (pendrive, DVD, etc.) e uma tal de Internet. Proibiu a venda? No dia seguinte alguém disponibiliza o jogo em uma (ou várias) das fontes citadas acima. Aliás, já se conseguem jogos dessa forma sem nem mesmo proibir. Smile Ou seja, quem vai realmente se lascar com essa decisão são os revendedores.

Por fim (e esse talvez seja o entrave mais sério), quais serão os critérios para considerar o jogo "ofensivo" e quais culturas serão consideradas em "povos"? Será que eles vão considerar todos os povos (todos mesmo)? Ou estão achando que "povo" é somente o famoso padrão: homem, cristão, branco e ocidental? Porque se forem considerar todo mundo (conforme está escrito na lei), vai sobrar muito pouco jogo nas prateleiras.Estará a pobre patinadora infringindo a nova lei, caso seja aprovada? Pra citar somente um exemplo, o inocente Deca Sports, um jogo de atividades esportivas para o Wii, apresenta mulheres em roupas incondizentes com os preceitos de vestuário do Islã. Isso porque elas usam maiôs e colantes ou seja, roupas que "delineiam as partes do corpo". Dessa forma, esse jogo teria que ser proibido, pois "agride a tradição islâmica". E islamitas são povo como qualquer outro (apesar de algumas outras religiões discordarem disso). Tá vendo o problema de se fazer leis genéricas, senhores senadores? Não aprenderam com o projeto do Azeredo?

Agora, o meu maior incômodo nesse projeto é o fato dele me cheirar a motivação religiosa. Isso porque ele usa quatro termos relacionados ao tema: "cultos, credos, religiões e símbolos". Pra que toda essa ênfase? Isso me preocupa porque vivemos, em teoria, em um estado laico. Com isso, decisões públicas não deveriam ser baseadas em crenças religiosas de qualquer tipo, justamente para evitar discriminações e injustiças contra qualquer credo. Ou seja, por mais contraditório que possa parecer, um estado realmente laico garante maior liberdade religiosa do que um não laico. Um bom (na verdade, mau) exemplo de interferência religiosa em decisões políticas foi visto recentemente com a discussão em torno o projeto de lei de criminalização do preconceito contra homossexuais. Curiosamente, o argumento, em ambos os casos (dos homossexuais e dos jogos), são as "agressões ao credo" das pessoas. Estamos diante de um padrão emergente? Facções religiosas começararão a direcionar nossas leis? Sempre fiquei muito incomodado com o aumento exponencial de deputados e senadores ligados diretamente a cultos religiosos. Infelizmente meu medo parece está se justificando.  Sad

Pesquisa sobre o KDE Education

O projeto KDE Education tem por objetivo desenvolver aplicações educacionais livres, baseadas na tecnologia do KDE. Atualmente o projeto conta com 18 aplicações disponíveis, que abrangem as áreas de Matemática, Ciências, idiomas e Geografia, além de outras áreas não específicas. E o melhor é que, mesmo usando tecnologia do KDE, ele pode ser utilizado em qualquer gerenciador de ambientes, como o Gnome, o XFCE e outros.

E se você é um usuário de qualquer aplicação do KDE Education, seja como professor, aluno ou simplesmente apreciador, existe uma forma bacana de contruibuir com o projeto, mesmo sem saber programar ou traduzir. Foi criada uma pesquisa para avaliar os problemas que as pessoas estão encontrando com essas aplicações, bem como recolher propostas de uso. É rapidinho de responder e é muito importante para os desenvolvedores poderem orientar seus trabalhos.

A pesquisa esta disponível neste link.

Nuvens incríveis

Não. Esse título não é uma metáfora para falar de alguma nova aplicação "nas nuvens". São as nuvens de verdade mesmo, aquelas coisas estranhas que ficam flutuando no céu. Pois bem, eu sempre tive fascinação por essas estruturas. Acho fantásticas as formas que elas assumem (e sempre achei meio bruxaria cair água delas). Smile

Pois bem, um dos meus hobbies é justamente fotografar nuvens (qualquer dia eu faço uma exposição lá na galeria). Imaginem então a minha alegria ao encontrar esse artigo com uma galeria de nuvens bem diferentes. Elas são simplesmente geniais!

Então deem uma passada lá pra conferir e maravilhem-se também com o que a natureza consegue fazer quando tem tempo e condições adequadas. Vocês vão ver que as nuvens do céu são muito mais legais que as da computação.  Wink

"Filhos do [GNU/]Linux" ajudam no debate da mudança de paradigmas

Acabei de assistir a uma matéria no Olhar Digital em que eles colocaram duas crianças (de 7 e de 9 anos) que sempre utilizaram o GNU/Linux para usar o Windows (será que isso pode ser considerado abuso infantil?   Smile ). As falas das crianças ao longo do processo são ótimas:

“No Linux é fácil, mas eu não sei como o meu pai sabe mexer tanto assim no Windows. É mais difícil, tem várias coisas diferentes desse aqui para o outro (Linux)”

“O Linux não pergunta tantas coisas como este aqui (Windows)”

“Os jogos não são mais legais do que o do Linux. Se eu pudesse escolher, eu ia escolher o Linux”

E a matéria chega à conclusão que o melhor sistema operacional é aquele ao qual você está acostumado. Isso porque já haviam sido feitas duas matérias anteriores, em que usuários do Windows foram colocados pra trabalhar com o MacOS e com o GNU/Linux.

Tudo bem que não é nenhuma avaliação formal, mas essa pesquisa apresenta pelo menos dois problemas. O primeiro é que foram utilizados usuários de faixas etárias e conhecimentos diferentes. Por exemplo, para experimentar o MacOS, foram usados dois editores do Olhar Digital, para o GNU/Linux, dois usuários jovens e para o Windows, duas crianças. O segundo problema, mais sério na minha opinião, foram os critérios da avaliação. No caso do MacOS e do Windows eles experimentaram a operação da máquina. Já com o GNU/Linux, eles fizeram o processo inteiro, desde a instalação. Entretanto, apesar de terem avaliado mais aspectos, isso não ganha nenhum destaque na matéria, que ressalta apenas que eles tiveram dois problemas: o plugin do Flash e o uso do software aMSN. Ainda bem que, pelo menos, eles fizeram uma segunda matéria mostrando que o problema estava na forma que os usuários escolheram pra resolver os problemas e não no sistema em si. Mas bem que eles podiam ter destacado que o Flash é um software proprietário que não pode ser distribuído junto com o GNU/Linux (a não ser que se faça um contrato de distribuição junto à Adobe) e que a Microsoft vive mudando detalhes do protocolo da rede MSN justamente para dificultar que outros clientes conectem-se a ela.

Contudo, no frigir dos ovos, mesmo com todos os problemas de procedimentos e apresentação dos resultados, matérias desse tipo são importantes pelo menos para ajudar no debate de que qualquer mudança de paradigma é complicada, independente delas estarem em comportamentos pessoais ou no sistema operacional que utilizamos. Falta agora fazer uma avaliação mais séria de usabilidade e torná-la pública para que as pessoas percebam que um bom sistema operacional não é aquele ao qual elas estão acostumadas.