Saiu a versão 3.1.0 do Claws Mail

Já está disponível para download a nova versão do Claws Mail (o melhor cliente de e-mail do mundo! ®), de número 3.1.0.

  • melhorias no suporte ao NNTP;
  • implementação do GnuTLS como alternatia ao OpenSSL;
  • possibilidade de selecionar um novo diretório de configurações ao iniciar o programa;
  • possibilidade de ordenar as etiquetas alfabeticamente e unificação dos janelas de diálogo;
  • substituição da forma de indicar a "conta padrão": ao invés de usar uma coluna, ela é indicada em negrito.
  • possibilidade de anexar arquivos aos modelos e mudança das opções do modelo para uma janela com abas;
  • implementações no livro de endereços: eliminação de duplicatas; definição de imagens para os usuários, com a incorporação de imagens Face ou X-Face automaticamente; adição de um script para importação de dados no formato CSV; suporte a livros de endereços dos programas Becky e Thunderbird;
  • agrupamento das codificações de caracteres em sub-menus;
  • suporte a impressão aprimorado, utilizando a biblioteca GTK+, o que elimina a necessidade do plugin libnomeprint caso a versão da GTK+ seja maior ou igual a 2.10;
  • retorno da opção "Gerar Message-ID" nas contas dos usuários;
  • melhor apresentação das preferências da barra de ferramentas;
  • exibição do número de anexos no título da aba, na janela de composição;
  • salvar os arquivos temporários gerados pelas opções de visualização de anexos como "somente leitura", por medida de privacidade;
  • alterações no IMAP: adição de um botão com opção para descartar caches locais; melhorias no gerenciamento de erros; otimização na obtenção de mensagens que já estão no cache;
  • suporte de leitura a campos jpegPhoto do LDAP;
  • opção de incluir mensagens com Bcc na linha de comando;
  • opção de ativar uma "lista branca" para exibição de imagens remotas no Dillo, baseada no livro de endereços;
  • "lista branca" baseada no livro de endereços para o plugin SpamAssassin;
  • habilitação do Maemo 4.0 (Chinook);
  • remoção de algumas dicas inúteis para o MAEMO;

Além de uma série de correções de bugs. O anúncio oficial (em inglês) você encontra aqui. E o programa (e seus plugins) podem ser baixados aqui.

Como criar um efeito de “quebra-cabeça” em imagens

O Gimp e o Inkscape são dois softwares livres fantásticos para a área de design gráfico. E se a pessoa tem seus “dons artísticos” desenvolvidos, ela pode produzir resultados realmente muito interessantes.

É o caso desse tutorial, escrito pelo romeno Nicu Buculei. Ele ensina como gerar um efeito de “quebra-cabeça” em imagens. Veja o resultado final:

Foto de exemplo do efeito de quebra-cabeça

 

O legal é que ele também possui vários outros tutoriais com os mais diversos efeitos. Pra quem gosta da área é um prato cheio.

Distribuições GNU/Linux: diversidade e genealogia

Pra quem é recém-chegado do mundo Windows, o conceito de distribuição (mais conhecido entre os usuários GNU/Linux como distro), pode parecer meio exótico. E pior, acabam confundindo distribuição com versão e, com isso, julgam que existam distribuições "mais novas" ou que sejam "atualizações" de outras distribuições. Só que, na verdade, não é bem assim.

Devemos entender distribuição como conjunto, pois elas nada mais são do que isso, um conjunto de softwares "empacotados" juntos. Explicando um pouco melhor, aquilo que chamamos de Linux, nada mais é do queo núcleo do sistema, tecnicamente conhecido como kernel. Falando de maneira bem genérica, é a parte do sistema que faz o "meio-de-campo" entre o hardware e o software. Uma explicação mais detalhada pode ser encontrada na Wikipédia (infelizmente em inglês pois o verbente em português está marcado para revisão, portanto, pouco confiável). Pois bem, o kernel sozinho seria de pouca utilidade para o usuário final, pois ele nada faria. Pra isso são criados os programas que funcionam "sobre" esse componente. Esses sim, são utilizados pelos usuários. São os interpretadores de comandos, interfaces gráficas, navegadores, editores de texto, etc., etc., etc…

Como a diversidade de aplicações para o GNU/Linux é ENORME (como parâmetro de dimensão, apenas na versão testing da Debian existem hoje, 27.296 pacotes disponíveis) esses pacotes podem ser combinados das mais diversas maneiras. É aí que entram as distribuições. Na prática, ao se criar uma distribuição, junta-se um kernel, mais uma coleção de pacotes e coloca-se isso de maneira organizada. As distribuições mais elaboradas incluem também um gerenciador de pacotes, que é uma ferramenta (ou conjunto delas) que gerenciam a instalação/desinstalação dos programas no sistema, de forma a evitar conflitos entre eles e facilitar a vida dos usuários. Assim, resumidamente, uma distribuição é:

kernel + programas + (opcionalmente) gerenciador de pacotes

Dessa forma, é possível elaborar distribuições tanto genéricas, que visem uma gama ampla de usuários, como específicas (por exemplo, distribuições voltadas para a área educacional ou para a produção multimídia). E existe MUITAS distribuições GNU/Linux. Considerando-se todas as derivações, temos atualmente mais de 150. E o número não para de crescer.

Para orientar os interessados, existe, na Wikipédia, uma "linha do tempo" que mostra a "genealogia" das distribuições mais famosas disponíveis atualmente (bem como aquelas que já desapareceram). Vale a pena dar uma olhada, nem que seja para entender um pouco da história das distribuições.

Tutoriais para o Inkscape em vídeo

O Inkscape é um software livre de criação de imagens vetoriais muito bom e cheio de recursos. Com ele é possível fazer trabalhos de alta qualidade, no mesmo nível de outras aplicações proprietárias disponíveis no mercado. Para se ter uma idéia, basta dar uma olhada na galeria de imagens do site da comunidade brasileira de usuários do Inkscape, o Inkscape Brasil.

Entretanto, programas desse tipo geralmente são muito complexos de serem manipulados, justamente por possuirem muitos recursos. Existem vários sítios com tutoriais espalhados pela rede, mas um em especial chama a atenção por ter um diferencial: seus tutoriais são apresentados na forma de vídeos. Dessa forma, pode-se ver exatamente quais procedimentos devem ser realizados para se obter determinado efeito. O nome do sítio é também o seu endereço: screencasters.heathenx.org. E apesar do tamanho exagerado dos vídeos, é uma boa dica para quem está iniciando agora pela trilha do desenho vetorial.

BR-Linux divulga lista de compatibilidade Linux

O site de notícias BR-Linux (presente já há algum tempo na lista de recomendações ao lado) prepara, anualmente, uma pesquisa entre os usuários para montar uma lista de compatibilidade de hardwares para o GNU/Linux. É uma iniciativa muito interessante, especialmente porque a pesquisa é realizada entre os USUÁRIOS. Dessa forma, a compatibilidade, pelo menos em teoria, é comprovada pelo uso. Eu mesmo já recorri a versões anteriores dessa lista e nunca fiquei na mão.

O resultado da pesquisa desse ano já está no ar e dessa vez o BR-Linux vem com uma novidade: premiação para quem ajudar a divulgar a lista. Dessa forma, além de colaborar na divulgação dessa importante pesquisa, as pessoas ainda podem ganhar prêmios e colaborar com a Wikipédia e o WordPress. Veja o anúncio deles abaixo:

Ajude a divulgar a lista brasileira de equipamentos e serviços compatíveis com Linux

…e concorra a MP4 e MP3 players, mochilas Targus, períodos de VoIP grátis e até a ventiladores USB – além de contribuir automaticamente para doações para a Wikipedia e o WordPress! O BR-Linux coletou mais de 12.000 registros de compatibilidade de equipamentos e serviços (webcams, scanners, notebooks, …) na sua Pesquisa Nacional de Compatibilidade 2007, e agora convida a comunidade a ajudar a divulgar o resultado. Veja as regras da promoção no BR-Linux e ajude a divulgar – quanto mais divulgação, maior será a doação do BR-Linux à Wikipedia e ao WordPress.

Entrevista com Linus Torvalds, na ComputerWorld

Linus Torvalds é uma figura controversa no mundo do software livre. Apesar de ser o criador do Linux, muita gente o olha com ressalvas, pois o considera meio alheio ao movimento do software livre em si. Mas eu, particularmente, gosto muito dele. Primeiro pelo fato dele ter criado o Linux e liberado para o mundo. E segundo pelo seu lado bastante objetivo em relação ao desenvolvimento do sistema. Eu considero ele e o Richard Stallman os “dois lados da mesma moeda”, que é o movimento de software livre: Stallman é o lado ideológico, fundamental para a manutenção das liberdades inerentes ao software livre e Torvalds é o lado pragmático, técnico.

E os posicionamentos dele ficam muito claros em uma entrevista que concedeu à ComputerWorld. Eu ia colocar a entrevista aqui, mas como respeito à política de direitos autorais do site, que proíbe qualquer reprodução “sem expressa autorização por escrito do IDG Brasil Ltda”, vou indicar somente o link para o sítio. É muito engraçado, em plena Internet, alguém exigir autorização por escrito, mas, fazer-se o que, né? 😉

Apesar de extensa, vale a pena a leitura da entrevista, pra entender melhor o que se passa na cabeça do “pai do pingüim”. O link para acessá-la é:

http://computerworld.uol.com.br/mercado/2007/08/09/idgnoticia.2007-08-08.5994055076/

Como instalar o driver proprietário da nVidia do “jeito Debian”

Existem duas formas básicas de se utilizar uma placa de vídeo nVidia em uma máquina com o GNU/Linux. Uma delas é usando o instalador oficial, que pode ser baixado no próprio site da fabricante. Outra é compilar o fonte disponível para a Debian. Eu prefiro a segunda maneira, pois me permite um maior controle da versão do pacote de drivers instalado.

Antes que a expressão "compilar o fonte" assuste alguém, existe na Debian um programa muito interessante chamado module-assistant. Com ele é possível compilar módulos do kernel, previamente preparados para isso, de maneira simples e rápida. E é graças a esse programa que iremos instalar o driver da nVidia sem nenhuma complicação.

Antes algumas informações. Todos os procedimentos executados nesse tutorial devem ser feitos com a conta de super-usuário (root). Uma vez que serão feitas alterações no ambiente gráfico, é interessante que esse processo seja feito no console, fora do ambiente gráfico (e com ele desativado). Por fim, eu uso o aptitude ao invés do apt-get. Mas, para esse caso, qualquer um dos dois funciona perfeitamente. Por isso, todos os comandos aptitude abaixo podem ser substituídos por apt-get sem problema.

Em primeiro lugar, certifique-se de que os repositórios contrib e non-free estão ativados no seu sources.list. Para isso, abra o /etc/apt/sources.list e veja se ao final da linha do repositório principal existem as palavras contrib e non-free. A título de exemplificação, no meu sources.list a linha está dessa forma:

deb http://sft.if.usp.br/debian testing main contrib non-free

Caso não constem as palavras, altere, acrescentando-as, salve e feche o arquivo.

Em seguida, instale o pacote module-assistant:

aptitude install module-assistant

Após isso, devemos "preparar" o module-assistant para funcionar. Isso significa baixar todos os pacotes básicos para compilação. Para isso, basta usar o comando:

m-a prepare

Assim ele irá fazer o download dos pacotes básicos. Uma das coisas interessantes do module-assistant é que, na hora em que for compilar qualquer módulo ele baixa todas as dependências necessárias à essa compilação. Ou seja, preocupação zero na hora de preparar o módulo.

Agora começa a farra… 🙂 Utilize o comando abaixo:

m-a a-i nvidia

Esse comando (que na verdade significa module-assistant auto-install) irá baixar o fonte e todos os pacotes necessários para a compilação, compilar o pacote, gerar o .deb, resolver as dependências e instalar tudo. Quem disse que compilação é complicado? 😉

Após isso, é necessário instalar mais um pacote, que é o que provê aceleração OpenGL:

aptitude install nvidia-glx

Feito isso, o sistema está pronto pra funcionar. Basta informar isso para o gerenciador gráfico. Isso é feito alterando-se o arquivo de configuração do xorg (/etc/X11/xorg.conf). Essa alteração pode ser feita de duas formas: manual e automática. A forma automática é efetuada instalando-se o pacote nvidia-xconfig e executando-o em seguida. Mas caso você tenha feita alguma alteração manual no xorg.conf (ou, como eu, tenha alguma restrição a coisas automáticas), o ideal é usar a alternativa manual. É importante destacar que essas alterações só precisam ser feitas uma vez. Ou seja, uma vez efetuadas as alterações, quando atualizar seu sistema ou o driver, NÃO é necessário fazer isso de novo. Para fazer as alterações, abra o arquivo /etc/X11/xorg.conf e procure pela seção de módulos (Section "Module"). Aqui você encontra uma lista de módulos a serem carregados pelo xorg. Caso tenha alguma linha onde esteja escrito Load "GLcore" ou Load "dri", comente-as, acrescentando o sinal de #. Dessa forma, essas linhas (caso existam), ficarão dessa forma:

# Load "GLcore"
# Load "dri"

Caso não existam, não é necessário acrescentá-las. Em seguida adiciona a seguinte linha, nessa mesma seção:

Load "glx"

Procure agora por um trecho parecido com o abaixo:

Dection "Device"
Identifier "<nome da placa de vídeo>"
Driver "<driver da placa>"
EndSection

Essa seção pode estar diferente, dependendo da sua configuração. O que interessa é o parâmetro depois de Driver. Normalmente ele vai estar como "nv" ou "vesa". Basta mudá-lo para "nvidia". No exemplo acima, ficaria:

Section "Device"
Identifier "<nome da placa de vídeo>"
Driver "nvidia"
EndSection

Por fim, verifique se existe o seguinte trecho nesse arquivo de configuração:

Section "DRI"
Mode 0666
EndSection

Caso exista, exclua-o.

Feito isso, o sistema já está todo pronto para usar a aceleração 3D da placa. Agora basta reiniciar o servidor gráfico e tudo estará bem. Um indício de que o sistema está carregando o módulo correto é aparecer o logo da nVidia na hora em que o servidor gráfico iniciar.

Agora já pode se divertir com seu novo ambiente com aceleração 3D… 😉

Adoção de software livre na Itália

Acabei de receber a indicação de um vídeo do YouTube, acerca de uma reportagem da RAI, canal de televisão italiano. Esse vídeo, que é de programa ou bloco de jornal (não fica claro) chamado GoodNews (por que será que um canal italiano escolheu um nome em inglês?). Pelo que eu entendi, a idéia é apresentar uma "boa notícia" (provavelmente para contrapôr a enxurrada de "más notícias" que os jornais geralmente apresentam).

Pois esse programa apresenta justamente a adoção de software livre na província de Bolzano, na Itália. Gostei disso ter sido considerado uma "boa notícia"… 🙂

Apesar do foco da reportagem ser muito a questão financeira e a economia gerada pela adoção do software livre, vale a pena assisti-la, pelas informações apresentadas e a forma como o processo ocorreu. Mais interessante ainda é que logo no início da reportagem aparece uma sala de aula repleta de computadores, todos eles rodando o software educacional GCompris! Minha alegria se deve ao fato de eu estar coordenando o projeto GCompris Brasil, responsável pela tradução e divulgação desse maravilhoso software. Bom saber que ele é um bom exemplo de adoção de software livre. 😉

Pra quem não fala italiando, não tem problema. Ele está legendado… em espanhol… 😉

O link para a reportagem é: http://www.youtube.com/view_play_list?p=3513ADF9F4A1F163

Notícias do FISL 8

Participei pela primeira vez do FISL – Fórum Internacional de Software Livre, realizado em Porto Alegre e já em sua 8ª edição. Dizer que foi uma experiência única é pouco. Estar imerso, por três dias, em um ambiente onde o software livre faz parte de tudo é simplesmente maravilhoso. Melhor ainda foi ver tudo o que está acontecendo hoje em nosso país nessa área. Migrações enormes, como o Banco do Brasil, a Caixa e o governo do estado do Paraná, políticas públicas voltadas para o software livre… Claro que tinha também as picaretagens. Empresas que vão no vácuo do SL para se auto-promoverem, discordâncias entre fala e prática e outras coisinhas do gênero. Mas nada disso foi suficiente para apagar o brilhantismo de tudo de bom que está acontecendo nessa seara.

O meu principal objetivo no encontro foi falar um pouco do software educacional GCompris, que é um dos projetos de localização nos quais eu estou envolvido, e do projeto GCompris Brasil. A palestra foi muito boa, com a sala bem cheia e uma audiência bastante atenta. Pra completar, encontrei com o brankinhu, que já colaborou com o site GCompris Brasil através do artigo "Software livre na educação de crianças". Foi um encontro muito produtivo, que acabou por gerar uma reunião com várias pessoas, onde lançamos o embrião de um projeto nacional de uso pedagógico do software livre. Estaremos articulando o grupo ao longo dessa semana e, assim que tiver mais novidades, anuncio com mais detalhes aqui no site.

Saiu a nova versão da Debian!

Depois de alguns adiamentos, finalmente saiu a nova versão estável da distribuição Debian GNU/Linux, a 4.0, codinome Etch. Ela está bem atualizada em relação ao que está disponível e bastante estável, como manda o figurino do projeto Debian.

Entre os principais pacotes disponíveis, temos:

  • Kernel Linux 2.6.18;
  • K Desktop Environment (KDE) 3.5.5a;
  • GNOME 2.14;
  • Xfce 4.4;
  • Xorg 7.1;
  • OpenOffice.org 2.0.4a;
  • GIMP 2.2.13;
  • Iceweasel (uma versão sem marca do Mozilla Firefox) 2.0.0.3;
  • Icedove (uma versão sem marca do Mozilla Thunderbird) 1.5;
  • Iceape (uma versão sem marca do Mozilla Seamonkey);
  • PostgreSQL 8.1.8;
  • MySQL 5.0.32;
  • GCC 4.1.1;
  • Apache 2.2.3;
  • Samba 3.0.24;
  • Python 2.4.4 e 2.5;
  • Perl 5.8.8;
  • PHP 4.4.4 e 5.2.0
  • e mais de 18.000 (!) outros pacotes…

Além disso, existem outras novidades menores, como um instalador gráfico (pra quem gosta de brincar com o mouse) e um applet que avisa quando existem atualizações do sistema, ao estilo do que funciona no Ubuntu. Sem dúvida, uma grande atualização, que vale a pena ser conferida conferida.

Mais detalhes podem ser obtidos nesse anúncio no site do projeto Debian.