fev 062009
 

A teia e os outros sítios pessoais que eu mantenho estão hospedados na Dreamhost. É uma empresa que, apesar de despertar a ira de alguns, nunca me decepcionou. E a relação custo-benefício deles é ótima e ficou famosa: banda, armazenamento, bancos de dados e domínios ilimitados mais acesso via ssh por 120 dólares anuais. Encontrei alguns poucos problemas de indisponibilidade temporária, que se sanaram bem rapidamente. Mas como eu só mantenho sítios de uso pessoal lá, isso nunca me gerou nenhuma dor de cabeça.

Pois agora o pessoal resolveu inovar ainda mais. Lançaram um serviço de hospedagem de aplicações totalmente gratuito: o DreamHost Apps. E não é nenhuma hospedagem meia-boca não. Ao assinar o serviço, você ganha uma instalação de cada um dos seguintes softwares:

Além disso, o usuário ganha também os serviços disponibilizados pela Google no pacote GoogleApps: Gmail, Google Talk, Google Agenda e Google Docs. Isso tudo personalizado no seu endereço web (com direito a mais 49 contas além da sua). Tá bom ou quer mais? 

Um detalhe interessante é que você pode usar o endereço deles ou registrar um próprio. No primeiro caso, seu endereço vai ser alguma_coisa.dreamhosters.com (por exemplo, zezinho.dreamhosters.com). A segunda opção é bem mais interessante porque além de ter um endereço de Internet próprio (o que é bem mais charmoso) você também passa a ter um endereço de e-mail exclusivo seu. E uma vez que você pode criar até 50 contas, pode ter e-mails para atividades diferentes. Por exemplo, vamos supor que você registre o endereço soubacana.com.br. Você pode ter endereços do tipo listas@soubacana.com.br somente para assinar listas de discussão e pessoal@soubacana.com.br somente para e-mails pessoais. Claro que esses exemplos foram simplórios, mas servem bem pra ilustrar as potencialidades que se abrem.

E registrar um domínio é fácil. Caso você queira algum que termine em .br, vá até registro.br, faça o seu cadastro, veja se o endereço desejado está disponível e faça o seu registro. Os registros custam 30 reais por ano, com exceção do .nom.br, que custa 10. Agora, se não fizer questão do .br, pode registrar pelo próprio DreamHost Apps ao custo de 9,95 dólares anuais.

Portanto, o que você está esperando? Vai lá garantir o seu, porque o número de inscrições é limitado. E quem quiser divulgar a nova "casa" aqui nos comentários, fique à vontade. 

Agora, se ao invés de assinar o DreamHost Apps você estiver interessado na hospedagem DreamHost, basta, durante o preenchimento do cadastro, informar o código TEIA (tudo em maiúsculo) e você ganha, na hora, um desconto de 30 dólares na sua assinatura. Para maiores informações, é só entrar em contato.

jan 062009
 

Existem diversos serviços de mapas disponíveis na Internet. Dois dos mais famosos são o Google Maps e o Yahoo! Local. Logotipo do OpenStreetMapEntretanto, as informações disponíveis nesses mapas possuem restrições legais. Por isso não podem ser utilizadas livremente.

Dessa forma surgiu o projeto OpenStreetMap. Ele é um wiki, com um recurso de exibição de mapas do mundo todo. Esses mapas são alteráveis pelos seus usuários e o nível da alteração varia, desde a inserção de detalhes, como, por exemplo, a localização de postos de gasolina nas estradas ou nomes de ruas e avenidas até a criação do mapa de uma região inteira. Tudo feito de maneira colaborativa, ao estilo wiki.

Algumas pessoas podem afirmar que isso pode gerar mapas errados. Entretanto, os chamados mapas "oficiais" também podem apresentar erros. Inclusive alguns apresentam erros propositais, como forma de rastrear possíveis cópias ilegais desses mapas. Além disso, alguns locais não são mapeados ou possuem mapeamento precário. Por exemplo, existe um projeto de mapeamento da Faixa de Gaza, para gerar mapas acurados (e livres) para serem utilizados por agências das Nações Unidas, ONGs e sítios web que estão cobrindo a atual crise.

Para começar a trabalhar nos mapas, é necessário fazer um cadastro nessa página. Caso deseje colaborar no wiki do projeto, faça o cadastro nessa página. Após preencher os dados, será enviado uma mensagem para o endereço de e-mail que você cadastrou. É necessário clicar no link de confirmação de cadastro que vai nessa mensagem para o seu usuário ser reconhecido. Feito isso, já é possível editar os mapas.

Caso deseje enviar mapas inteiros ou atualizações de GPS, o ideal é consultar a documentação presente no wiki. Existem um guia para iniciantes e um com mais detalhes.

Agora, se o que você quer é fazer pequenas alterações ou indicar pontos nos mapas já existentes, o caminho é mais fácil. Na caixa de busca (Search), localizada à esquerda da página, digite o nome da rua ou cidade que deseja editar. Será exibido, à direita, o mapa da região. Localize o ponto que deseja alterar e clique na aba Edit. A partir daí a tela muda, mostrando como fundo uma imagem da região, que servirá como referência para as edições. Nessa tela também encontramos três opções:

  • Start: inicia a edição do mapa. As alterações são enviadas instantanemente para o servidor, portanto, cuidado quando fizer as edições.
  • Play: se você quiser praticar um pouco antes de começar a edição de verdade, clique nessa opção. Nenhuma alteração que você fizer será enviada para os servidores do projeto.
  • Help: abre a página de ajuda do programa de edição, no wiki.

Durante a edição (ou o treino) é possível alterar as opções do programa. Para isso clique no ícone . Na janela que se abre é possível, entre outras coisas, selecionar a imagem a ser utilizada como fundo para a edição (caixa de seleção Background). Essa imagem é somente uma referência. As edições são feitas em uma camada que fica acima dela. Como o editor possui vários recursos de uso, recomenda-se dar uma lida em seu manual, que também é acessível através da opção Help, citada acima.

O OpenStreetMap é realmente um projeto muito bacana e abre algumas perspectivas interessantes de uso na educação. Por exemplo, pode-se trabalhar com os alunos para que eles mapeiem a região onde moram e acrescentem os detalhes no mapa, como nomes das ruas e pontos de referência. Além disso, caso tenha algum GPS disponível, é possível fazer trabalhos ainda mais elaborados, como, por exemplo, verificar se as informações das ruas estão corretas ou mesmo mandar informações mais precisas sobre os pontos de referência. Uma excelente oportunidade para se fazer um trabalho interdisciplinar nas escolas.

jan 122007
 

Se você mora no planeta Terra há mais de um ano, já ouviu falar da Wikipédia , a famosa enciclopédia livre, editável por qualquer um. Mas talvez não saiba que um dos seus fundadores, Jimmy Wales, mantém um outro site, o Wikia Inc. , que possui fins lucrativos e é agrega uma coleção de comunidades, construídas usando o mesmo software da Wikipédia, o Wikimedia. O Wikia possui um acervo bem interessante de comunidades, de sites da área de saúde, como comunidades de psicologia e diabetes, a comunidades voltadas para o entretenimento, como enciclopédias sobre a Marvel e a DC, as duas mais famosas editoras de quadrinhos dos Estados Unidos.

E agora Jimmy inova mais uma vez (na verdade, mais duas vezes 🙂 ).

Em primeiro lugar, a Wikia lançou um serviço chamado Openserving , que é um serviço de hospedagem baseado ao máximo na filosofia do software livre. No Openserving, além de hospedar as páginas gratuitamente, usando uma versão enxuta do Mediawiki, (que é o software onde roda a Wikipédia e o Wikia), toda a receita gerada pelo site pertence ao seu dono e não à Wikia. Isso é uma mudança radical nesse tipo de modelo, uma vez que os outros hospedeiros gratuitos recebem o dinheiro gerado por anúncios nos sites hospedados.

O outro anúncio, ainda mais instigante, é o anúncio da criação de uma ferramenta de busca, que será software livre e editável pelos usuários, na forma de um Wiki. Uma das queixas (e inspirações) para a criação dessa ferramenta, além da óbvia relevância de se possuir algo assim como software livre, é a ordenação dos resultados, há muito questionada, e que é baseada na quantidade de links apontando para aquela página. Dessa forma, páginas muito relevantes, mas pouco citadas, acabam ficando atrás de sites muitas vezes medíocres ou manipulados (sim, é possível trapacear no Google e muita gente sabe como fazê-lo). O projeto já tem site oficial e nome: Wikiasari, mas ainda está embrionário. A idéia é excelente, mas se ela vai vingar ou não, só o tempo vai dizer.