Belo Horizonte… Belos horizontes, para a KDE, no LaKademy 2017

Publicando um pouco atrasado, mas não podia deixar de comentar como foi a experiência de participar de mais um LaKademy, especialmente por ter sido aqui em BH. Não sabe o que é o LaKademy? Dá uma olhada nessa publicação que eu fiz por conta do início das atividades.

Bom, se antes estava na expectativa de como seria o evento, nesse momento eu só tenho satisfação. Foram quatro dias de trabalho intenso, mas que valeram a pena. O evento foi muito produtivo e tudo funcionou dentro do esperado.

Um feriado prolongado inteiro trabalhando, enfurnado em uma sala do CEFET… E sem ganhar nada por isso… É assim que o software livre funciona, meu amigo. Ou você acha que ele dá em árvore? ;-)

Como na edição anterior, foquei na parte de tradução e de promo. E nesse ano demos um salto importante em ambas as áreas. Em relação à tradução, desde o ano passado estávamos com a ideia de adotarmos o Vocabulário Padrão (VP) como referência para nossas traduções, bem como migrar sua página para dentro da infra da KDE. E acabamos decidindo migrá-lo para o Drupal, que é o CMS utilizado pela KDE para a hospedagem das suas páginas. Mas tínhamos um desafio que era o de transportar todos os vocábulos já cadastrados no VP para o Drupal, caso contrário teríamos que digitar tudo novamente. Pra se ter uma ideia do tamanho desse problema, são mais de 15.600 (!!!) vocábulos atualmente… Mas depois de muito bater cabeça com testes de módulos para o Drupal (e uma atenção primorosa da equipe técnica responsável por esse CMS na KDE), conseguimos finalmente colocar o VP no ar. Ainda estou trabalhando em alguns detalhes relativos à sua visualização e formas de interação, mas o resultado atual já pode ser visto aqui.

Tela do sítio do KDE Brasil exibindo um trecho do Vocabulário Padrão

O novo Vocabulário Padrão em seu estágio inicial de configuração.

E aproveitando que estávamos mexendo nos módulos para colocar o VP no ar, resolvi dar uma geral na parte digital da KDE Brasil. Em primeiro lugar, junto com o Filipe Saraiva, reativamos o agregador de blogs da nossa comunidade. Antigamente esse agregador funcionava à parte em um Planet, mas ele foi desativado. E uma vez que era a partir dele que as mídias sociais da KDE Brasil era alimentadas, isso virou um problema. Com isso, resolvemos reativar o agregador, mas, dessa vez, também dentro do Drupal da KDE Brasil. E agora isso também está funcionando. Dessa forma, é possível acompanhar, em um único lugar, toda a publicação em português de quem contribui com a KDE.

Em segundo lugar, resolvemos pensar o sítio web como um todo. Pra isso estou trabalhando na reestruturação dos menus e estamos produzindo novos conteúdos e adequando os antigos para essa nova estrutura. Então, em breve (eu espero) o nosso sítio terá novas informações e uma nova estrutura. E com a entrada da Ângela Cunha, que trabalha com design, e do Farid Abdelnour, que está envolvido diretamente no desenvolvimento do Kdenlive, e também tem experiência com a parte gráfica, quem sabe não temos também uma alteração mais significativa em nosso visual?  ;-)

Por fim, trabalhei junto à Aracele, Bianca e Camila na revisão tradução para o inglês do sítio do LaKademy. Agora só falta conseguirmos uma alma caridosa pra fazer a tradução pro espanhol.  :-)

Foram tiradas muitas fotos ao longo do evento. Então, quem quiser ter uma ideia de como funcionavam nossos trabalhos, é só acessar a galeria de fotos do LaKademy 2017 no Flickr. Rolou até um GIF animado amador…  ;-)

GIF animado com os participantes do LaKademy 2017

E claro que também tivemos a tradicional foto oficial do evento:

Foto com os participantes do LaKademy

Olha o povo bacana da KDE aí!

Agora é nos prepararmos pra trabalhar bastante, implementando tudo o que foi planejado. E já pensarmos no próximo LaKademy!

Um texto meu lá no Caldeirão de Ideias

O atropelo dos últimos dias, nas vésperas das (frustantes) eleições aqui de BH, me mantiveram ocupado demais e eu não comentei aqui que meu amigo Robson Freire, que mantém o genial blog Caldeirão de Ideias me convidou para escrever um artigo a ser publicado lá. E o texto foi ao ar na sexta passada, dia 5 de outubro. O seu título é Educação e software livre: ética e técnica de mãos dadas e pode ser lido aqui.

Em breve eu o replicarei também aqui na teia e no SLEducacional, mas vou deixar um tempo exclusivamente no Caldeirão para não desviar as visitas de lá.

Mais uma vez agradeço o convite e o espaço gentilmente oferecido pelo Robson. É um prazer e uma honra poder aparecer em um espaço que eu respeito tanto quanto o Caldeirão de Ideias.

Primeira reunião on-line da Federação LibrEdu

No Fórum Internacional de Software Livre (FISL) de 2011, através de uma discussão entre membros de grupos de educação e software livre, surgiu a ideia de se criar um coletivo latino-americano que tratasse da questão do uso educacional de softwares livres em seus mais diversos níveis. Surgiu aí a iniciativa LibrEdu.

Algumas pessoas desse grupo se reencontraram na X Conferência Latino-Americana de Software Livre (Latinoware), também em 2011, e avançaram na discussão das propostas e estruturação. Até que, no FISL de 2012, mais especificamente nos dias 27 e 28 de julho, foi feita a primeira assembleia do grupo, aberta à participação de qualquer pessoa interessada. A ata dessa reunião, com os objetivos do grupo e propostas de encaminhamentos, pode ser encontrada aqui:

http://miniurl.org/libredu1

No próximo sábado, dia 15 de setembro de 2012, às 17 horas (horário de Brasília/Buenos Aires e UTC-3), será realizada a primeira reunião on-line do LibrEdu. Todos os interessados em discutir propostas e encaminhamentos para o grupo estão convidados a participar.

A reunião vai acontecer em uma sala de IRC do servidor Freenode. Participantes que já usam o IRC podem entrar diretamente na sala #libredu em qualquer servidor da rede Freenode. Já as pessoas que não estão habituadas com essa tecnologia (ou não possuam um cliente IRC disponível no computador que estão utilizando) podem entrar na sala usando a seguinte interface web (já personalizada para abrir a sala #libredu):

http://pitit.in/chatlibredu

Ao abrir a página, coloque no campo Nickname: o nome que irá identificá-lo na sala. Esse pode ser seu nome real ou um apelido, mas é fundamental que você não use nem espaços em branco e nem acentuação, pois o servidor não aceita. A opção Channels: já deve estar preenchida com o nome #libredu. Deixe-a exatamente como está. Em seguinda preencha o campo abaixo do reCAPTCHA: com as duas palavras/números que aparecem na imagem. Muitas vezes a imagem não está muito legível, por isso, caso não dê certo da primeira vez, tente novamente. Não existe limite para o número de tentativas. Por fim, clique no botão Connect e você estará na sala.

Imediatamente após entrar na sala, você verá uma série de mensagens e, depois de um tempo, uma tela de bate-papo com os nomes das pessoas presentes no lado direito. Se você for a primeira pessoa a entrar no canal, deverá ver pelo menos o nome @ChanServ. Caso isso não aconteça, ocorreu algum problema com sua conexão. Para tentar resolvê-lo, clique no botão de recarregar a página do seu navegador e, caso apareça uma janela perguntando se você quer permanecer na página ou sair, escolha a opção de sair. Após isso você será levado novamente à página inicial, onde poderá reiniciar o processo. Geralmente erros de conexão estão ligados a algum problema com o nome de usuário, portanto preste atenção se você não colocou nenhum espaço em branco nem acento no nome. Caso você escolha um nome de usuário que já exista, será acrescentado um “_” ao final do seu nome.

Esperamos vocês na reunião de sábado!

Alternativas livres para softwares das nuvens

Eu já abri mão de praticamente todos os serviços da Google há algum tempo, por uma série de motivos, entre eles a privacidade. Na verdade, sempre que possível, tento não me associar a serviços proprietários, especialmente aqueles nos quais não tenho controle sobre meus dados. E é interessante perceber que existem hoje várias alternativas livres a diversos serviços por aí na rede. Aí um conhecido me pediu para publicar algo sobre o assunto e resolvi então fazer a listagem abaixo.

Reparem que existem muitas outras alternativas além das que eu cito. As listadas abaixo são exclusivamente as que eu uso, pessoalmente ou no grupo Software Livre Educacional. Resolvi restringir a minha listagem porque sinto-me à vontade para indicar todos os softwares abaixo por experiência própria. É bom lembrar que estou citando softwares que estão instalados em uma hospedagem própria. Isso pode assustar as pessoas a princípio, mas hoje em dia está cada vez mais barato (e fácil) manter uma estrutura assim. E eu posso garantir que vale a pena ter seu próprio endereço web. Para uma listagem mais completa de alternativas, tem essa lista aqui, feita pelo projeto Debian.

Webmail: Roundcube – é um webmail muito versátil e com recursos interessantes, entre eles o de agrupar as mensagens pelo assunto (as chamadas threads, que o GMail chama de “conversas”). Como ele é o webmail padrão da Dreamhost (a hospedagem que eu uso atualmente), nem tive que me preocupar em instalar nada para uso próprio. Alternativa: SquirrelMail – outro excelente webmail, com uma cara simples, mas bastante recursos sob o capô. Infelizmente a versão instalada na Dreamhost é muito “capada”, por isso optei pelo Roundcube.

Sítio pessoal: WordPress – depois de muitos anos usando o Drupal, resolvi optar pelo WordPress pra manter a teia. Não que eu tenha alguma coisa contra o Drupal, muito pelo contrário (tanto é que o mantenho ainda no sítio do Software Livre Educacional), mas resolvi experimentar o WordPress porque estava procurando algo mais simples de gerenciar (eu adoro o painel de controle dele, que me permite uma visão geral do sítio). O legal do WordPress é que eles mantém um serviço de hospedagem gratuito, pra quem não tem hospedagem própria. Portanto, quando você ficar tentado a abrir um blog no Blogger, repense e abra no wordpress.com. Você não vai se arrepender. E se o seu blog já está lá no Blogger, não tem problema. O WordPress tem uma ferramenta interna que importa tudo do serviço da Google.

Agregador de publicações: Tiny Tiny RSS – quem é viciado no Google Reader não precisa se preocupar. O Tiny Tiny RSS tem um nome modesto, mas de “tiny” ele não tem nada. Esse agregador de publicações possui vários recursos e opções de configurações, entre eles: interface com vários elementos AJAX, que a tornam muito intuitiva e agradável de se usar; criação de filtros para pré-processamento dos artigos; definição de etiquetas; conexão com outras instâncias do Tiny Tiny RSS para compartilhamento de links populares e opção de se criar uma fonte RSS pública, onde são publicados os artigos que você definir. Ah, e de quebra ainda tem um cliente para Android, pra facilitar o acesso a ele. É uma farra.

Marcadores (Favoritos) públicos: aqui temos duas opções bem distintas: sabros.us e SemanticScuttle. O primeiro eu uso na minha coleção pessoal de links, lá na Biosfera. O segundo é usado lá na Bússola Educacional, coleção de links educacionais do Software Livre Educacional. O sabros.us é um serviço individual, ou seja, só é possível ter um usuário. Já o SemanticScuttle permite a inclusão de vários usuários que, colaborativamente, montam uma grande coleção de links (mas nada impede que esse software seja usado somente por uma pessoa).

Microblog: StatusNet – o identi.ca é um serviço de microblogagem cheio de recursos e uma alternativa interessante ao famoso Twitter. E o bacana é que ele funciona sobre uma plataforma livre chamada StatusNet, que pode ser instalada por qualquer pessoa. Mais interessante ainda é que as instâncias do StatusNet “conversam” entre si, usando um padrão de interoperabilidade de redes chamado “federação“. Ou seja, você pode instalar uma rede pessoal e acompanhar pessoas de qualquer outra rede com StatusNet no mundo.

Rede social: toda essa discussão sobre a Google acabou eclipsando uma ainda mais séria que é a invasão de privacidade das redes sociais, em particular o Facebook. E a boa notícia é que temos alternativas bem robustas de softwares livres para redes sociais. Seguindo a lógica de um ambiente centralizado com várias contas temos uma iniciativa brasileira, que é o Noosfero, o software que mantém, entre várias outras, a rede da Associação Software Livre, e o Elgg, usado há bastante tempo pela USP em sua rede Stoa. Temos também uma outra linha, de redes individuais que conversam entre si por federação (no mesmo estilo do software StatusNet). Nessa linha existe a atualmente badalada (e eternamente em desenvolvimento alfa) Diaspora* e a (muito melhor estruturada) friendica. Atualmente eu mantenho meu perfil social em uma instância da friendica, acessível nesse link. A rede social do grupo Software Livre Educacional também usa esse software e pode ser acessada aqui. E eu escrevi um pouco sobre a friendica aqui.

Galeria de imagens: Gallery – eu adoro fotografia e o Gallery é um software perfeito para montar álbuns tanto de fotos informais quanto profissionais. Ele possui diversos recursos que podem ser ativados sob demanda. Assim, você pode montar desde um álbum simples de fotos até uma estrutura complexa, com vários usuários, diferentes “portas” de entrada, diversos níveis de acesso e até mesmo recursos comerciais. É lá que eu mantenho a Galeria da teia (que, por sinal, eu pretendo dar mais atenção esse ano).

Comunicador instantâneo: apesar da quase onipresença do MSN Messenger e do Google Talk, existe uma alternativa livre também para o bate-papo eletrônico individual: é a rede Jabber. Ela é baseada no protocolo XMPP, o mesmo utilizado pelo Google Talk. Isso permite que essas duas redes sejam interconectáveis. Ou seja, usuários de uma rede Jabber podem conversar com outros da rede Google Talk. A rede Jabber também tem um caráter distribuído. Assim, qualquer um pode ter um servidor próprio e conversar com pessoas de qualquer outro servidor. Eu já fiz alguns testes (bem satisfatórios) de montagem de um servidor Jabber usando o software ejabberd. Mas hoje, para me poupar do trabalho, mantenho minha conta principal na (excelente!) rede Jabber-BR.

Bom, como eu disse no início, esses são os softwares que eu uso. A ideia aqui era passar um breve panorama das alternativas existentes a diversos serviços web. Entretanto, existe todo um conjunto de alternativas que podem atender melhor a determinadas demandas (mais uma vez, vale a pena visitar a lista mantida pelo projeto Debian, citada no alto desse artigo). E vocês, utilizam algum serviço/software livre na web?

Atualização em 02/03/12: Esqueci de comentar no texto acima que é possível fazer pesquisas na Internet sem ser rastreado pela Google. O startpage utiliza a própria base da Google, mas sem os cookies de rastreio dela, nem registro de IP (mais detalhes da política de privacidade deles aqui). Tem também o Duck Duck Go, que é ainda mais completo, pois a busca deles é independente. Eles afirmam ser muito preocupados com a privacidade individual. Ambos tem opção de serem acrescentados às buscas do Firefox/Iceweasel. Tenho usado os dois há algum tempo e os resultados são bem satisfatórios.

Friendica: liberdade e privacidade levadas à sério

Nesses tempos em que as redes sociais digitais ocupam um espaço importante não só na vida das pessoas como na mídia em geral, deveríamos estar cada vez mais preocupados com a privacidade e a segurança dos nossos dados. Afinal de contas, ao assinar um serviço oferecido por uma empresa, estamos sujeitos às regras dela, em uma relação do tipo “aceite ou saia fora”. Com isso, muitas pessoas abrem mão de sua privacidade em troca de um espaço na web. Experimente ler o item 11 dos Termos de Serviço do Google pra entender melhor do que você abre mão ao assinar qualquer serviço dessa empresa, como o Orkut, o Blogger e agora o Google+ (e aproveite para entrar em pânico). :-)

Softwares livres para redes sociais já existem há um tempo. O Elgg e o Noosfero são bons exemplos. Entretanto, eles ainda seguem o modelo padrão de uma instalação onde várias pessoas se conectam em uma instância única. O StatusNet (e a sua rede mais famosa, a identi.ca) começa a quebrar com esse modelo, ao usar uma rede federada, ou seja, instalações diferentes do StatusNet conversam entre si. Dessa forma, cada um pode ter a sua própria instância do software, sem perder a conectividade com outras pessoas, que participam de outras instâncias.

É aí que entra o Friendica. Este é um software livre para estruturação de redes sociais digitais que, inicialmente, não se diferencia muito de outras redes como a Facebook. Nele é possível publicar imagens, vídeos, textos e. atualmente, até agendamentos. Além disso, você pode acrescentar outras pessoas para acompanhar o que elas estão publicando. Entretanto, o Friendica tem alguns diferenciais interessantes.

O primeiro é que as redes montadas com ele são federadas. Ou seja, os usuários conseguem procurar (e se conectar) a pessoas de qualquer outra instalação do Friendica ou mesmo de outras redes federadas, como a identi.ca, por exemplo. Isso abre algumas perspectivas bacanas. Uma delas é que você não precisa confiar seus dados a uma empresa ou outra pessoa. Pode ter a sua instalação do Friendica em um servidor próprio (ou em alguma hospedagem), com controle total sobre tudo o que é seu, mas sem se isolar das outras pessoas, pois você não fica restrito somente às pessoas do seu servidor, ou mesmo de outras redes Friendica, pois é possível se comunicar com integrantes de qualquer outra rede federada. Na prática ainda existem algumas dificuldades para conexões plenas, mas os maiores problemas estão sendo resolvidos com o tempo e os resultados já são bem promissores. Já é possível hoje, pelo menos, acompanhar tudo o que as pessoas publicam nas outras redes.

E é nesse aspecto do software que reside outra característica muito interessante, que está na própria essência do software. A abordagem do Friendica, conforme anunciado no sítio do projeto, é que a Internet é uma rede social e o que o software faz é agregar várias conexões em um lugar só. Assim, conforme já falei acima, é possível, a partir de uma instalação do Friendica, acompanhar pesoas em várias outras redes, como Twitter, Facebook e identi.ca. Mais do que isso, é possível acompanhar até mesmo sítios que tenham fontes RSS e listas de discussão. Ou seja, com o Friendica, você tem não só uma rede social, mas também um agregador de toda a sua vida social na rede. E uma vez que essas conexões são gerenciadas a partir de plugins, é possível, literalmente termos conexões com qualquer recurso web que possua alguma interface de interação. Basta alguém produzir o plugin para isso.

O Friendica também tem um recurso que é particularmente interessante pra quem compartilha coisas diferentes entre grupos distintos. Nele, além do perfil público, visível para todos, é possível criar diversos outros perfis restritos e associá-los a contatos específicos. Dessa forma, cada contato visualiza somente aquilo que foi disponibilizado no perfil ao qual ele faz parte. E o legal é que os contatos podem fazer parte de mais de um perfil, o que facilita ainda mais o compartilhamento de conteúdos direcionados. Uma situação de uso direto desse recurso seria para o caso de professores, que querem manter um perfil social na web, mas gostariam de separar os assuntos entre seus amigos e alunos.

Com todos esses recursos (e vários outros que vêm surgindo constantemente na versão em desenvolvimento), o Friendica é um software que pode fazer uma grande diferença na forma como as pessoas se conectam na web. Resta-nos experimentá-lo e colaborar com o seu desenvolvimento, seja codificando, traduzindo, testando e informando sobre erros e recursos. Pra quem quiser experimentar, mas não tem hospedagem própria, já existem alguns servidores públicos disponíveis. Além desses, o grupo Software Livre Educacional está mantendo uma instância de testes: o Pátio, que ainda está aberto a novos cadastros. E quem quiser se conectar comigo, meu perfil público está aqui. Aguardo o contato de vocês. :-)

(Publicação atualizada para alterar o nome do software, de Friendika, seu nome original, para Friendica, seu nome atual. O motivo está aqui.)

Biologia, educação, software livre e o Campus Party Brasil 2011

Esse ano, pela primeira vez, participarei do Campus Party Brasil. Apresentarei duas palestras e participarei de um painel e de uma oficina sobre educação e software livre, juntamente com outros membros do grupo Software Livre Educacional. A programação completa encontra-se abaixo:

Palestra: Software livre e a extinção dos dinossauros
Horário: 20 de janeiro (quinta) – 09:30/10:15
Descrição: Um paralelo entre as características do movimento de software livre e alguns conceitos da Biologia, indicando alguns interessantes pontos em comum, especialmente no que diz respeito à evolução e à ecologia.

Palestra: Nuvens livres nos céus das escolas
Horário: 20 de janeiro (quinta) – 16:30/17:15
Descrição: O atual uso da Internet (e a "computação nas nuvens") nas escolas, apontando-se os riscos muitas vezes ignorados e apresentando alternativas livres para os serviços mais comuns na rede.

Painel: Software livre e a educação participativa e de qualidade
Horário: 21 de janeiro (sexta) – 09:30/11:15
Descrição: Discussão sobre o uso do software livre nas escolas e outros ambientes educacionais. A ideia é apresentar diferentes visões de utilização desses softwares nos diversos níveis e ambientes de ensino.
Participantes: Daniervelin Renata Marques Pereira, Frederico Gonçalves Guimarães (eu!), Marinez Siveris,  Simone Garófalo Carneiro

Oficina: Quem quer usar software livre na escola levante a mão!
Horário: 21 de janeiro (sexta) – 20:30/22:30
Descrição: Uma oficina para apresentar uma série de opções de softwares livres educacionais, apresentando características gerais e usos pedagógicos de cada um deles.
Participantes: Ana Cristina Geyer de Moraes, Frederico Gonçalves Guimarães (eu de novo!), Marinez Siveris

As palestras e o painel ocorrerão no Palco Software Livre. Já a oficina vai acontecer na Bancada 1 – Software Livre. Maiores detalhes e informações podem ser obtidos na página de agenda do evento.

Então, quem estiver procurando atividades para participar no Campus Party, agora já tem quatro opções.  ;-)  Aguardo vocês lá!

Confusão, desinformação e superficialidade em defesa do software proprietário

Por indicação da acris do Texto Livre, eu cheguei nessa publicação do blog do evento Universidade, EaD e Software Livre, relativa a um artigo chamado “Software Livre: uma visão capitalista e sensata“. Claro que, com um título desses, eu tinha que dar uma olhada.  :-)

Comecei a ler o artigo e a cada parágrafo ficava mais estarrecido com a confusão de conceitos e desinformação. Ia escrever um comentário lá no blog mesmo. Mas o texto acabou ficando tão grande que resolvi publicar aqui na teia minha resposta e indicar o link nos comentários lá no blog. Peço desculpas caso ele tenha ficado maçante. Mas não queria deixar de argumentar os pontos colocados pelos autores. Para entender essa publicação, recomendo, primeiro, a leitura do artigo.

Em primeiro lugar, os autores afirmam que os defensores do software livre são “fanáticos” e afirmam que vão abordar as “vantagens e desvantagens” dos modelos livre e proprietário. Mas não é isso o que acontece. Ao contrário, assumem o mesmo papel que criticam e apontam somente as desvantagens do software livre (isso soa levemente como fanatismo pra mim).  :-)  Assim, logo de cara, o artigo peca pela contradição.

Os autores erram também no contexto histórico. Em primeiro lugar, dos “antigos nerds” que são citados no texto, somente Bill Gates, Steve Ballmer e Steve Jobs ficaram bilionários. Será que não tinha nenhum outro nerd na época? Ou (mais logicamente) os outros milhares de nerds foram excluídos pelo sistema capitalista? Esse argumento de que basta ser nerd e ter uma boa ideia para virar um milionário é mesma visão romântica de milhões de jovens brasileiros que sonham em jogar futebol para ganhar muito dinheiro. Mas quantos realmente se dão bem?

Outro erro histórico, Richard Stallman não criou “outra maneira de distribuição de software”. O que ele fez foi resgatar a forma como as coisas funcionavam antes de se iniciar o comércio de softwares. Pois é. Se os autores tivesse pesquisado um pouquinho mais, teriam visto que, nos primórdios da computação, os softwares eram, normalmente, trocados livremente entre as pessoas, justamente porque, como é inclusive falado no artigo, o que importava era o hardware. Logo, o que Stallman fez foi um resgate do modelo original de desenvolvimento de softwares, onde a informação fluia mais livremente.

Aí os autores caem na mesma armadilha de várias pessoas, ao afirmar que o software livre não tem mecanismos que “defendam o interesse do autor”. Ao contrário, o software livre garante muito mais esse direito, ao assegurar que caso qualquer pedaço de código de um software livre utilizado na construção de qualquer outro software não só torne o novo software livre, como também indique a origem daquele código. Não entendi muito bem o que eles quiseram dizer com “interesses do distribuidor”, mas por que alguém que não teve nenhum papel na criação do software deveria ter algum direito sobre ele? Essa é a lógica do software e da cultura proprietária, onde os “atravessadores” muitas vezes ganham mais dinheiro que os autores. E isso está errado.

Ocorre também uma confusão em determinado trecho do artigo, ao afirmar que “versões do UNIX que possuem seu código-fonte fechado e deve-se pagar para adquiri-las”. Por que isso está sendo usado como referência de software livre? Se o código é “fechado”, então ele não é livre. É proprietário.

Também utilizam um argumento que eu acho muito divertido, em relação ao custo. Afirmam que um dos “custos ocultos” do software livre é o treinamento de pessoal. Ora, por acaso as pessoas nascem sabendo como utilizar software proprietário? Será que nunca é necessário capacitar ninguém no uso desses softwares? E, por favor, não me venham com o argumento ridículo de que o software proprietário é mais simples. Se assim o fosse, eu, que trabalho com computadores desde 1988, não gastaria quase 5 minutos pra descobrir onde a Microsoft escondeu a opção de “Salvar como…” no Microsoft Office 2007. Isso deveria ser algo intuitivo. Portanto, treinamento é necessário para ambos os tipos de software. E ao afirmar que é necessário “manter uma equipe de programadores que adapte, desenvolva e atualize os softwares” fica bem claro que vocês não tem a menor ideia de como funcionam os softwares livres. Você só adapta programas se quiser. A maioria deles atende muito bem às demandas das pessoas. E a atualização desses softwares, ao contrário do softwares proprietários, não precisa de nenhum técnico para ser feita. Usando o GNU/Linux como exemplo, o próprio sistema avisa, com um ícone na área de notificação, toda vez que aparecer uma atualização para qualquer software instalado no sistema (ao contrário do Windows, que só avisa sobre as atualizações dos softwares da Microsoft). Aí, basta você clicar nesse ícone, digitar a senha de administração e clicar em um botão autorizando a atualização. O software conecta-se à Internet, baixa os pacotes necessários, instala e configura, sem te fazer nenhuma pergunta (a não ser em pacotes usados em máquinas servidoras). Ah, e sabe o mais legal? A não ser que você atualize o kernel do sistema ou o ambiente gráfico (que é coisa rara de acontecer) você nem precisa reiniciar a máquina. Pra que técnico? Não é bem mais simples que no Windows?  ;-)

No item segurança, os argumentos são tão divertidos que fica até difícil contra-argumentar. Beiram o bizarro. Em primeiro lugar, a clássica frase de que o software proprietário é “mais visado por hackers”? De onde vem essa afirmação? Existe alguma pesquisa sobre o assunto? Inclusive aqui cabe um parênteses. Os autores também não sabem o que é um “hacker”. Hackers não invadem sites nem atacam softwares. Hackers são pessoas com um grande conhecimento sobre determinado assunto e que estão sempre interessadas em aprender e compartilhar seu conhecimento. Quem provoca ataques são “crackers” e confundir os dois termos indica uma profunda ignorância da chamada “cultura digital”. Inclusive, ser considerado um hacker é um dos maiores elogios que uma pessoa da área de tecnologia pode receber. Mas voltando ao ponto, se o argumento de que o software proprietário é mais visado está ligado à ideia de que é mais utilizado, é sempre bom lembrar que o servidor web mais utilizado no mundo é o Apache, um software livre. Se ele é o mais utilizado (e, portanto, deveria ser o mais visado) porque tem menos brechas de segurança que os softwares proprietários equivalentes?

E nesse ponto surge um dos meus argumentos prediletos, de que, como o software livre tem o código aberto, fica mais fácil encontrar erros. Pois é, eu concordo com os autores. Fica tão mais fácil que ele são corrigidos muito mais rapidamente do que no software proprietário. Além disso, quando um erro é detectado, não é necessário esperar sair a nova versão do software (que é o que obrigatoriamente acontece no software proprietário). Você mesmo pode fazer a correção, caso queira. E aqui os autores caem em contradição de novo. Se é mais difícil encontrar os erros no software proprietário, então porque eles são mais visados? Não seria mais inteligente acertar um alvo mais fácil? E, como citado no artigo, em relação às extensões, é possível fazer algum código malicioso? Sim, com certeza. Mas aí voltamos ao argumento anterior de que esse código poderá ser detectado mais rapidamente. Isso, na verdade, já aconteceu, quando tentaram fazer um descanso de tela para o Gnome que tinha código malicioso. Mas o problema foi descoberto e destruído no mesmo dia. Enquanto isso, a Microsoft demora 7 anos pra corrigir uma brecha de segurança séria no Windows (isso pra citar somente um problema de uma empresa de software proprietário)…

Em relação às vantagens, de onde os autores tiraram a ideia absurda de que não existem empresas e pessoas que prestam assistência técnica? Existem várias empresas e pessoas físicas que prestam esse tipo de serviço. A diferença é que, no caso da assistência ao software livre, o dinheiro, ao invés de ser repassado para empresas multinacionais, fica no próprio país, alimentando a economia local. Portanto, uma boa pesquisa antes de fazer afirmações desse tipo é sempre muito saudável.  :-)   Além disso, os autores também defendem a ideia de que software proprietário tem “garantia”? Isso só vale para aqueles que você paga para ser desenvolvido (e olhe lá!). Os softwares de “caixinha”, como o Windows, inclusive, são bem claros na EULA (sabe aquele contrato que um monte de gente concorda sem ler? pois é, é ele), afirmando que não se responsabilizam por nenhum problema que o software possa gerar. Portanto, o software proprietário não oferece nenhuma garantia de que tudo vai funcionar corretamente. Chocante isso, né? E eu estou rindo muito aqui da afirmação de que “na maioria das vezes, o software proprietário traz consigo manuais detalhados que explicam como configurar e utilizar o software”. Na boa, se os autores realmente acreditam nisso, então eu acho que eles nunca leram um manual de software original. Além dos manuais geralmente serem ruins e pouco explicativos, na maioria das vezes eles nem vêm impressos mais: estão digitalizados, na própria mídia do software.

E a conclusão do artigo é a cereja do bolo. Em primeiro lugar, comparar software com Coca-Cola é assustador, especialmente se considerarmos que os autores são do Departamento de Computação. Coca-Cola é um produto consumível. Se você bebe o refrigerante ele acaba. Software não. Ele não acaba se você ficar usando. E você pode fazer quantas cópias quiser sem prejudicar o original. A lógica é completamente inversa. Quanto à receita da Coca-Cola, meus amigos, se a gente consegue saber a constituição de uma estrela que está a anos-luz da Terra, vocês acham que não é possível saber os componentes de um refrigerante? Saber a constituição química da Coca-Cola não é difícil. A questão não é a receita (supostamente) secreta. Mas o fato de direitos autorais. Você não pode simplesmente fabricar Coca-Cola e vender, por infração de direitos. Só isso. E em relação ao “brilhantismo” do Bill Gates, só se for relativo à sua habilidade em vender coisas (nisso ele realmente é muito bom). Uma boa pesquisada na Internet mostra que a Microsoft comprou praticamente todos os produtos que recebem a sua marca (inclusive a primeira versão do MS-DOS, que era o QDOS renomeado). Portanto, muito mais “geniais” são os desenvolvedores de software livre que, além de trabalharem pessoalmente em seus projetos (lembre-se de que Bill Gates era um executivo e não um programador da Microsoft), ainda dedicam o tempo livre para disponibilizar aplicações que todos nós podemos utilizar. Isso sim, é genialidade. É pensar coletivamente. É colaborar para o avanço do conhecimento mundial como um todo (lembre-se de que todo o conhecimento produzido com software livre pertence ao mundo inteiro). Portanto, não vejo nenhuma genialidade em pessoas como o Bill. Vejo apenas alguém ganhando a fama em cima do trabalho dos programadores da Microsoft.

E pra fechar com chave de ouro, uma afirmação terrorista de que para manter a “ordem social” precisamos ter os dois tipos de software. Como assim? O que significa essa tal “ordem social”? Ou perguntando mais além, será que tanto o modelo capitalista como a chamada “ordem social” atendem a todas as pessoas do planeta? Ou o que os autores defendem é um sistema excludente que permite que pessoas vivam em condições miseráveis porque alguns devem ser “melhores que os outros”? Eu, sinceramente, prefiro pensar em um cenário melhor para o mundo, onde valores como liberdade e igualdade de condições sejam mais valorizados que o dinheiro que elas carregam consigo.

Pesquisa sobre o KDE Education

O projeto KDE Education tem por objetivo desenvolver aplicações educacionais livres, baseadas na tecnologia do KDE. Atualmente o projeto conta com 18 aplicações disponíveis, que abrangem as áreas de Matemática, Ciências, idiomas e Geografia, além de outras áreas não específicas. E o melhor é que, mesmo usando tecnologia do KDE, ele pode ser utilizado em qualquer gerenciador de ambientes, como o Gnome, o XFCE e outros.

E se você é um usuário de qualquer aplicação do KDE Education, seja como professor, aluno ou simplesmente apreciador, existe uma forma bacana de contruibuir com o projeto, mesmo sem saber programar ou traduzir. Foi criada uma pesquisa para avaliar os problemas que as pessoas estão encontrando com essas aplicações, bem como recolher propostas de uso. É rapidinho de responder e é muito importante para os desenvolvedores poderem orientar seus trabalhos.

A pesquisa esta disponível neste link.

Chamada de trabalhos para o Encontro Mineiro de Software Livre (prazo prorrogado!)

O Encontro Mineiro de Software Livre acontece anualmente em Minas Gerais. Esse evento foi criado em 2004 com o objetivo de fomentar a aproximação e o intercâmbio entre os vários grupos que utilizam o software livre no estado, assim como incentivar seu uso por novos grupos. O encontro desse ano acontecerá entre os dias 13 a 17 de outubro de 2009 nas dependências da Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI.

A organização do evento convida a comunidade a enviar trabalhos até o dia 20 de agosto de 2008 (prazo prorrogado!) através do sítio http://emsl.softwarelivre.org/participe/.

Em 2008 o evento inovou na forma de avaliação dos trabalhos, incluindo uma fase de aprimoramento. Nessa fase, qualquer pessoa pode contribuir com o aprimoramento de palestras através de comentários feitos pelo sítio do EMSL. Os palestrantes, por sua vez, podem modificar suas propostas para aproveitar os comentários que julguem pertinentes. Esse ano, as propostas ficarão disponíveis para aprimoramento a partir da data de submissão até o dia 30 de agosto.

Os trabalhos serão avaliados considerando, inclusive, a fase de aprimoramento e os palestrantes serão comunicados do resultado até o dia 5 de setembro. Eles deverão ser registrados em uma das seguintes trilhas:

Iniciantes: palestras e mini-cursos para o público iniciante: introdução ao software livre; por que usar e contribuir com software livre; introdução a licenças, patentes; por onde começar, onde pedir ajuda; softwares para iniciantes usarem; como contribuir.

Negócios/Governo: palestras dirigidas ao público de negócios e governo: casos de uso e desenvolvimento de software livre em órgãos do governo ou empresas; apresentação de softwares livres para gestão; padrões adotados pelo governo; e demais palestras que possam ajudar o empresariado e governo a se beneficiarem e contribuírem com software livre.

  • Sessão Técnica: palestras e mini-cursos voltados ao público com experiência técnica em software livre, nas seguintes subdivisões:
    Desenvolvimento: ferramentas para o desenvolvimento de software livre; bibliotecas; linguagens de programação; palestras de como contribuir e desenvolvimento de software básico.
    Administração de sistemas e segurança: softwares/sistemas de monitoramento; segurança utilizando software livre; protocolos de gerenciamento e banco de dados.
    Computação gráfica: licenciamento de arte; ferramentas livres para criação de arte livre; padrões abertos.
    Documentação e tradução: ferramentas, procedimentos e projetos para documentação e tradução de software livres.
  • Acadêmico: palestras para a apresentação de trabalhos acadêmicos: estudo sobre o software livre, comunidade, modelo de desenvolvimento, qualidade de software; trabalhos que resultaram em produção de software livre, protocolos ou padrões abertos.
  • Filosofia/Cultura: questões sobre direito intelectual para desenvolver software livre; modelo de desenvolvimento de software livre; interação com comunidade de desenvolvedores de software livre, uso de licenças; entre outros.

Dia da Cultura Livre em Belo Horizonte

Anotem na agenda: o dia 17 de agosto de 2009 será dedicado à divulgação de iniciativas e movimentos que buscam a socialização do conhecimento de forma ampla. É o Dia da Cultura Livre, que vai acontecer na Faculdade de Letras da UFMG.

Este evento pretende ser um momento de interação entre projetos sociais, comunidades de software livre e pessoas interessadas em entender temas atuais como: o copyright e os direitos autorais, a licença creative commons, software livre e questões relacionadas.

Para fazer esse debate foram convidados grupos inseridos no conceito de Cultura Livre, tais como Texto Livre, Software Livre Educacional, A Tela e o Texto, A Taba Eletrônica, Português Livre, Italiano Libero, Español Libre e representantes das comunidades do Ubuntu e BrOffice.org entre outros que desejarem aproveitar o espaço para divulgar suas propostas.

Os representantes desses projetos ficarão disponíveis durante todo o evento, de 9h às 21h no espaço da Faculdade de Letras da UFMG. Além disso, ao longo do dia contaremos com a seguinte programação:

9:00h-10:50h – Projeção do filme "Ameaça Virtual"

12:10h – Apresentação de dança livre

11:20h-12:50h – workshop sobre o Moodle

14:20h-15:10h – Videoconferência sobre o Project Wonder Land (com membros da Sun)

17:20h – Apresentação de dança livre

18:00h-19:50h – Projeção do filme "Ameaça Virtual"

20:20h-21:50h – workshop sobre o Moodle

Softwares livres poderão ser instalados durante todo o evento; por isso, você pode trazer seu notebook. Não tenha vergonha se ele tiver Windows. Os instaladores têm estômago forte e conseguirão lidar com eles. 

Haverá também projeção de diversos vídeos diversos sobre Cultura Livre nos intervalos entre as atividades.

Ah, e vai ter café e pipoca nos intervalos do evento!