Pesquisa sobre o KDE Education

O projeto KDE Education tem por objetivo desenvolver aplicações educacionais livres, baseadas na tecnologia do KDE. Atualmente o projeto conta com 18 aplicações disponíveis, que abrangem as áreas de Matemática, Ciências, idiomas e Geografia, além de outras áreas não específicas. E o melhor é que, mesmo usando tecnologia do KDE, ele pode ser utilizado em qualquer gerenciador de ambientes, como o Gnome, o XFCE e outros.

E se você é um usuário de qualquer aplicação do KDE Education, seja como professor, aluno ou simplesmente apreciador, existe uma forma bacana de contruibuir com o projeto, mesmo sem saber programar ou traduzir. Foi criada uma pesquisa para avaliar os problemas que as pessoas estão encontrando com essas aplicações, bem como recolher propostas de uso. É rapidinho de responder e é muito importante para os desenvolvedores poderem orientar seus trabalhos.

A pesquisa esta disponível neste link.

Chyrp, um blog pra quem gosta de simplicidade

Tumblelog é uma modalidade diferente de blog, focado na publicação ágil e na variedade de mídias (além de textos inclui também fotos, vídeos e áudios). O enfoque na agilidade é reforçado pela ausência de comentários e pela possibilidade de publicar a partir de vários meios, inclusive mensagens eletrônicas. Um dos serviços mais famosos de tumblelog (e que acabou virando sinônimo do mesmo), é o Tumblr.

Procurando um software livre para montar um "blog de bobagens" – um local onde eu pudesse fazer publicações rápidas de coisas que normalmente ficariam deslocadas aqui na teia – encontrei o Gelato, um software de tumblelog que está associado ao sabros.us, que é o gerenciador de marcadores sociais que eu uso na Biosfera. No início ele me atendia razoavelmente bem. Contudo, a ausência de opções de personalização (ele permitia somente mudar os temas) e o péssimo gerenciamento de comentários (que o transformou em um verdadeiro "hotel de spams") começaram a me incomodar e resolvi procurar outro programa.

Foi aí que conheci o Chyrp. Ele não é uma aplicação de tumblelog, mas sim de blogs. Entretanto sua estrutura básica é tão simples que ele é perfeito pra esse tipo de atividade.

Instalar o Chyrp é muito fácil. Basta baixar o arquivo, descompactá-lo no diretório onde ele vai ficar, renomeá-lo para o nome mais adequado, criar um banco de dados e acessá-lo pela Internet. A partir daí, ele irá abrir a página de configuração. Nessa página você irá indicar as configurações do banco de dados, título, descrição e fuso horário do seu blog e os dados da conta de administrador. Após clicar no botão "Install", seu blog já estará pronto para publicar. Na tela seguinte ele dá algumas dicas de uso, apontando os endereços de onde é possível baixar módulos, temas e feathers (um termo utilizado pelo programa, cuja tradução literal é penas). E é justamente esse último item o grande diferencial do Chyrp.

Os feathers são diferentes tipos de conteúdo que podem ser instalados no blog. É um conceito simples, mas bastante poderoso. Usando as feathers é possível deixar o blog pronto para receber qualquer tipo de conteúdo (e mídia). Você não precisa se preocupar com nenhuma formatação extra. Isso fica a cargo do Chyrp. Por exemplo, imagine que você quer colocar o trecho de uma conversa de bate-papo no seu blog. Se isso for colocado como uma publicação normal do blog ele vai mostrar um bloco de texto comum, entretanto, se você usar um feather de bate-papo, ele irá colorir e formatar o texto de modo a destacar a conversa. O Chyrp vem com dois feathers básicos: texto e página (como todo blog), mas existem vários outros que você pode baixar a partir do sítio oficial. Inclusive um dos disponíveis lá chama-se Tumblr pack e é justamente um pacote com as sete opções de publicações do Tumblr: áudio, bate-papo, link, foto, citação, texto e vídeo. Ou seja, o seu Chyrp fica com a cara Tumblr (com a vantagem de ter, nativamente, suporte a comentários e pingbacks). Além disso, existe também uma série de módulos e temas, que permitem uma personalização ainda mais fina do seu blog. E a instalação desses itens é bem fácil. Basta baixar os que lhe interessarem e descompactar nos diretórios correspondentes (feathers, modules ou themes). Feito isso, é só entrar na interface administrativa do programa e habilitá-los.

Para os programadores (e aspirantes), algumas boas notícias. Além de ser livre e, portanto passível de alterações, o Chyrp é muito bem documentado e possui uma API de intereração. Isso significa que é possível fazer outros programas "conversarem" com ele. Por exemplo, é possível publicar ou obter publicações remotamente. Infelizmente ainda não é possível fazê-lo por e-mail, mas nada impede que esse recurso seja adicionado no futuro.

Por essas e outras, esse software é uma opção interessante para quem quer manter um blog/tumblelog simples ou mesmo um mais elaborado, mas com pouca complicação. Ele não possui o componente social presente nas hospedagens de serviços, como o Tumblr, mas para uso pessoal ele é ótimo. Ah, e para vê-lo funcionando como um tumblelog, basta visitar o Papo de Aranha

Executando aplicações AIR sem instalar o Adobe AIR no GNU/Linux

A Adobe lançou, há algum tempo, uma nova tecnologia chamada Adobe AIR. Explicando rapidamente, é um ambiente de execução que permite o desenvolvimento de aplicações web, mas independentes do navegador. Ele funciona mais ou menos como o Java, da Sun. Ou seja, você desenvolve uma aplicação AIR e precisa da máquina virtual pra ela poder funcionar.

Como a idéia é ser multiplataforma (será que escrevi isso corretamente? essa alteração do português está me matando… ), eles lançaram versões da máquina virtual para o Windows, Macintosh e GNU/Linux. Até aí tudo bem. As pessoas podem até comemorar isso como um avanço, por uma empresa ter se lembrado do pinguim (essa eu sei que escrevi direito… ). Porém, o instalador do GNU/Linux possui uma peculiaridade: ele precisa de privilégios de root para instalar. Isso mesmo. Você não pode instalá-lo em seu espaço de usuário. Só no sistema como um todo. Incômodo a parte, isso não seria problemático se não tivesse mais um pequeno detalhe. As aplicações AIR também exigem privilégios de root para serem executadas! Ou seja, se você quiser instalar qualquer aplicação, mesmo pra testes, precisar dar a ela privilégios de superusuário. Isso, no GNU/Linux, é algo quase insano. Instalar ou não uma aplicação com privilégio de root deveria ser opcional e não obrigatório. Tal prática pode até ser comum em outros (chamados) sistemas operacionais. Mas aqui na terra do pinguim isso beira a heresia. Uma explicação (com demonstração) desse problema pode ser encontrada nesse artigo (em inglês) no blog splitbrain.org.

Mas aí eu descobri uma publicação no blog do Logan Buesching que ensina como executar aplicações AIR sem ter que instalar nem a máquina virtual nem a aplicação. Ou seja, funciona tudo no seu espaço de usuário, sem problema algum. O restante desse artigo é uma tradução livre do original (que está em inglês).

Segundo o Logan, para que os aplicativos AIR funcionem, basta seguir os seguintes passos:

  1. baixe o AIR SDK;
  2. crie um diretório no lugar que você quiser e descompacte o arquivo dentro desse diretório;
  3. baixe uma aplicação AIR (uma sugestão para testes é o Spaz, um excelente cliente de código aberto para o Twitter);
  4. mais uma vez, crie um diretório no lugar que você quiser e descompacte o arquivo .AIR (isso mesmo, apesar da terminação, esse é na verdade um arquivo zipado);
  5. digite o comando baseado no seguinte modelo:

<caminho_do_air_sdk>/adl -nodebug <caminho_da_aplicação_air>/META-INF/AIR/application.xml <caminho_da_aplicação_air>

(esse comando deverá ficar todo em uma linha só)

Por exemplo, imagine que você descompactou o AIR SDK em um diretório air_sdk, dentro da raiz seu diretório de usuário (home) e o Spaz dentro de um diretório spaz, também dentro do seu diretório de usuário. Dessa forma, o caminho para o AIR SDK será ~/air_sdk e para o Spaz, ~/spaz (~ é um atalho que significa a raiz do diretório de usuário atual). Assim, o comando acima ficaria da seguinte forma:

~/air_sdk/bin/adl -nodebug ~/spaz/META-INF/AIR/application.xml ~/spaz/

Eu fiz uns testes aqui e funcionou. A aplicação rodou meio lenta, mas estou atribuindo isso ao fato da necessidade da máquina virtual (aplicações Java também não são um primor de velocidade aqui). Mas façam o teste e vejam o que acham. Se alguém quiser colococar nos comentários o resultado obtido com essa e outras aplicações, será de grande valia…  

Controle o consumo de IO da sua máquina com o iotop

Essa dica veio do sítio The Gay Bar (não se deixem enganar pelo título, lá tem ótimas dicas de tecnologia). Especificamente desse artigo.

Quem usa muito o console do GNU/Linux já conhece o aplicativo top. Esse pequeno programa mostra, em tempo real, a situação do consumo de CPU, memória e outros recursos do sistema. Eu particularmente prefiro a sua "versão anabolizada", o htop, que mostra as mesmas informações com alguns recursos extras.

Entretanto, algumas vezes a sua máquina pode estar lenta não pelo consumo de CPU ou memória, mas sim de IO, ou seja, as transferências de dados entre as aplicações e o disco (IO vem do inglês input/output). Na prática, esse problema ocorre quando existe uma grande transferência de dados entre um processo e o seu disco rígido. Se ele não for rápido o suficiente para processar a requisição, o sistema dá uma breve "congelada" enquanto ele termina sua tarefa.

Uma forma de verificar isso é através do programa iotop. Ele mostra a lista de processos em execução e como está a taxa de transferência deles para o HD. Junto com o htop, forma uma boa dupla para diagnóstico de "surtos de lentidão" no computador. Em tempo, o iotop faz parta da lista de pacotes de toda grande distribuição GNU/Linux.