mar 012012
 

Eu já abri mão de praticamente todos os serviços da Google há algum tempo, por uma série de motivos, entre eles a privacidade. Na verdade, sempre que possível, tento não me associar a serviços proprietários, especialmente aqueles nos quais não tenho controle sobre meus dados. E é interessante perceber que existem hoje várias alternativas livres a diversos serviços por aí na rede. Aí um conhecido me pediu para publicar algo sobre o assunto e resolvi então fazer a listagem abaixo.

Reparem que existem muitas outras alternativas além das que eu cito. As listadas abaixo são exclusivamente as que eu uso, pessoalmente ou no grupo Software Livre Educacional. Resolvi restringir a minha listagem porque sinto-me à vontade para indicar todos os softwares abaixo por experiência própria. É bom lembrar que estou citando softwares que estão instalados em uma hospedagem própria. Isso pode assustar as pessoas a princípio, mas hoje em dia está cada vez mais barato (e fácil) manter uma estrutura assim. E eu posso garantir que vale a pena ter seu próprio endereço web. Para uma listagem mais completa de alternativas, tem essa lista aqui, feita pelo projeto Debian.

Webmail: Roundcube – é um webmail muito versátil e com recursos interessantes, entre eles o de agrupar as mensagens pelo assunto (as chamadas threads, que o GMail chama de “conversas”). Como ele é o webmail padrão da Dreamhost (a hospedagem que eu uso atualmente), nem tive que me preocupar em instalar nada para uso próprio. Alternativa: SquirrelMail – outro excelente webmail, com uma cara simples, mas bastante recursos sob o capô. Infelizmente a versão instalada na Dreamhost é muito “capada”, por isso optei pelo Roundcube.

Sítio pessoal: WordPress – depois de muitos anos usando o Drupal, resolvi optar pelo WordPress pra manter a teia. Não que eu tenha alguma coisa contra o Drupal, muito pelo contrário (tanto é que o mantenho ainda no sítio do Software Livre Educacional), mas resolvi experimentar o WordPress porque estava procurando algo mais simples de gerenciar (eu adoro o painel de controle dele, que me permite uma visão geral do sítio). O legal do WordPress é que eles mantém um serviço de hospedagem gratuito, pra quem não tem hospedagem própria. Portanto, quando você ficar tentado a abrir um blog no Blogger, repense e abra no wordpress.com. Você não vai se arrepender. E se o seu blog já está lá no Blogger, não tem problema. O WordPress tem uma ferramenta interna que importa tudo do serviço da Google.

Agregador de publicações: Tiny Tiny RSS – quem é viciado no Google Reader não precisa se preocupar. O Tiny Tiny RSS tem um nome modesto, mas de “tiny” ele não tem nada. Esse agregador de publicações possui vários recursos e opções de configurações, entre eles: interface com vários elementos AJAX, que a tornam muito intuitiva e agradável de se usar; criação de filtros para pré-processamento dos artigos; definição de etiquetas; conexão com outras instâncias do Tiny Tiny RSS para compartilhamento de links populares e opção de se criar uma fonte RSS pública, onde são publicados os artigos que você definir. Ah, e de quebra ainda tem um cliente para Android, pra facilitar o acesso a ele. É uma farra.

Marcadores (Favoritos) públicos: aqui temos duas opções bem distintas: sabros.us e SemanticScuttle. O primeiro eu uso na minha coleção pessoal de links, lá na Biosfera. O segundo é usado lá na Bússola Educacional, coleção de links educacionais do Software Livre Educacional. O sabros.us é um serviço individual, ou seja, só é possível ter um usuário. Já o SemanticScuttle permite a inclusão de vários usuários que, colaborativamente, montam uma grande coleção de links (mas nada impede que esse software seja usado somente por uma pessoa).

Microblog: StatusNet – o identi.ca é um serviço de microblogagem cheio de recursos e uma alternativa interessante ao famoso Twitter. E o bacana é que ele funciona sobre uma plataforma livre chamada StatusNet, que pode ser instalada por qualquer pessoa. Mais interessante ainda é que as instâncias do StatusNet “conversam” entre si, usando um padrão de interoperabilidade de redes chamado “federação“. Ou seja, você pode instalar uma rede pessoal e acompanhar pessoas de qualquer outra rede com StatusNet no mundo.

Rede social: toda essa discussão sobre a Google acabou eclipsando uma ainda mais séria que é a invasão de privacidade das redes sociais, em particular o Facebook. E a boa notícia é que temos alternativas bem robustas de softwares livres para redes sociais. Seguindo a lógica de um ambiente centralizado com várias contas temos uma iniciativa brasileira, que é o Noosfero, o software que mantém, entre várias outras, a rede da Associação Software Livre, e o Elgg, usado há bastante tempo pela USP em sua rede Stoa. Temos também uma outra linha, de redes individuais que conversam entre si por federação (no mesmo estilo do software StatusNet). Nessa linha existe a atualmente badalada (e eternamente em desenvolvimento alfa) Diaspora* e a (muito melhor estruturada) friendica. Atualmente eu mantenho meu perfil social em uma instância da friendica, acessível nesse link. A rede social do grupo Software Livre Educacional também usa esse software e pode ser acessada aqui. E eu escrevi um pouco sobre a friendica aqui.

Galeria de imagens: Gallery – eu adoro fotografia e o Gallery é um software perfeito para montar álbuns tanto de fotos informais quanto profissionais. Ele possui diversos recursos que podem ser ativados sob demanda. Assim, você pode montar desde um álbum simples de fotos até uma estrutura complexa, com vários usuários, diferentes “portas” de entrada, diversos níveis de acesso e até mesmo recursos comerciais. É lá que eu mantenho a Galeria da teia (que, por sinal, eu pretendo dar mais atenção esse ano).

Comunicador instantâneo: apesar da quase onipresença do MSN Messenger e do Google Talk, existe uma alternativa livre também para o bate-papo eletrônico individual: é a rede Jabber. Ela é baseada no protocolo XMPP, o mesmo utilizado pelo Google Talk. Isso permite que essas duas redes sejam interconectáveis. Ou seja, usuários de uma rede Jabber podem conversar com outros da rede Google Talk. A rede Jabber também tem um caráter distribuído. Assim, qualquer um pode ter um servidor próprio e conversar com pessoas de qualquer outro servidor. Eu já fiz alguns testes (bem satisfatórios) de montagem de um servidor Jabber usando o software ejabberd. Mas hoje, para me poupar do trabalho, mantenho minha conta principal na (excelente!) rede Jabber-BR.

Bom, como eu disse no início, esses são os softwares que eu uso. A ideia aqui era passar um breve panorama das alternativas existentes a diversos serviços web. Entretanto, existe todo um conjunto de alternativas que podem atender melhor a determinadas demandas (mais uma vez, vale a pena visitar a lista mantida pelo projeto Debian, citada no alto desse artigo). E vocês, utilizam algum serviço/software livre na web?

Atualização em 02/03/12: Esqueci de comentar no texto acima que é possível fazer pesquisas na Internet sem ser rastreado pela Google. O startpage utiliza a própria base da Google, mas sem os cookies de rastreio dela, nem registro de IP (mais detalhes da política de privacidade deles aqui). Tem também o Duck Duck Go, que é ainda mais completo, pois a busca deles é independente. Eles afirmam ser muito preocupados com a privacidade individual. Ambos tem opção de serem acrescentados às buscas do Firefox/Iceweasel. Tenho usado os dois há algum tempo e os resultados são bem satisfatórios.

jul 102011
 

Nesses tempos em que as redes sociais digitais ocupam um espaço importante não só na vida das pessoas como na mídia em geral, deveríamos estar cada vez mais preocupados com a privacidade e a segurança dos nossos dados. Afinal de contas, ao assinar um serviço oferecido por uma empresa, estamos sujeitos às regras dela, em uma relação do tipo “aceite ou saia fora”. Com isso, muitas pessoas abrem mão de sua privacidade em troca de um espaço na web. Experimente ler o item 11 dos Termos de Serviço do Google pra entender melhor do que você abre mão ao assinar qualquer serviço dessa empresa, como o Orkut, o Blogger e agora o Google+ (e aproveite para entrar em pânico). 🙂

Softwares livres para redes sociais já existem há um tempo. O Elgg e o Noosfero são bons exemplos. Entretanto, eles ainda seguem o modelo padrão de uma instalação onde várias pessoas se conectam em uma instância única. O StatusNet (e a sua rede mais famosa, a identi.ca) começa a quebrar com esse modelo, ao usar uma rede federada, ou seja, instalações diferentes do StatusNet conversam entre si. Dessa forma, cada um pode ter a sua própria instância do software, sem perder a conectividade com outras pessoas, que participam de outras instâncias.

É aí que entra o Friendica. Este é um software livre para estruturação de redes sociais digitais que, inicialmente, não se diferencia muito de outras redes como a Facebook. Nele é possível publicar imagens, vídeos, textos e. atualmente, até agendamentos. Além disso, você pode acrescentar outras pessoas para acompanhar o que elas estão publicando. Entretanto, o Friendica tem alguns diferenciais interessantes.

O primeiro é que as redes montadas com ele são federadas. Ou seja, os usuários conseguem procurar (e se conectar) a pessoas de qualquer outra instalação do Friendica ou mesmo de outras redes federadas, como a identi.ca, por exemplo. Isso abre algumas perspectivas bacanas. Uma delas é que você não precisa confiar seus dados a uma empresa ou outra pessoa. Pode ter a sua instalação do Friendica em um servidor próprio (ou em alguma hospedagem), com controle total sobre tudo o que é seu, mas sem se isolar das outras pessoas, pois você não fica restrito somente às pessoas do seu servidor, ou mesmo de outras redes Friendica, pois é possível se comunicar com integrantes de qualquer outra rede federada. Na prática ainda existem algumas dificuldades para conexões plenas, mas os maiores problemas estão sendo resolvidos com o tempo e os resultados já são bem promissores. Já é possível hoje, pelo menos, acompanhar tudo o que as pessoas publicam nas outras redes.

E é nesse aspecto do software que reside outra característica muito interessante, que está na própria essência do software. A abordagem do Friendica, conforme anunciado no sítio do projeto, é que a Internet é uma rede social e o que o software faz é agregar várias conexões em um lugar só. Assim, conforme já falei acima, é possível, a partir de uma instalação do Friendica, acompanhar pesoas em várias outras redes, como Twitter, Facebook e identi.ca. Mais do que isso, é possível acompanhar até mesmo sítios que tenham fontes RSS e listas de discussão. Ou seja, com o Friendica, você tem não só uma rede social, mas também um agregador de toda a sua vida social na rede. E uma vez que essas conexões são gerenciadas a partir de plugins, é possível, literalmente termos conexões com qualquer recurso web que possua alguma interface de interação. Basta alguém produzir o plugin para isso.

O Friendica também tem um recurso que é particularmente interessante pra quem compartilha coisas diferentes entre grupos distintos. Nele, além do perfil público, visível para todos, é possível criar diversos outros perfis restritos e associá-los a contatos específicos. Dessa forma, cada contato visualiza somente aquilo que foi disponibilizado no perfil ao qual ele faz parte. E o legal é que os contatos podem fazer parte de mais de um perfil, o que facilita ainda mais o compartilhamento de conteúdos direcionados. Uma situação de uso direto desse recurso seria para o caso de professores, que querem manter um perfil social na web, mas gostariam de separar os assuntos entre seus amigos e alunos.

Com todos esses recursos (e vários outros que vêm surgindo constantemente na versão em desenvolvimento), o Friendica é um software que pode fazer uma grande diferença na forma como as pessoas se conectam na web. Resta-nos experimentá-lo e colaborar com o seu desenvolvimento, seja codificando, traduzindo, testando e informando sobre erros e recursos. Pra quem quiser experimentar, mas não tem hospedagem própria, já existem alguns servidores públicos disponíveis. Além desses, o grupo Software Livre Educacional está mantendo uma instância de testes: o Pátio, que ainda está aberto a novos cadastros. E quem quiser se conectar comigo, meu perfil público está aqui. Aguardo o contato de vocês. 🙂

(Publicação atualizada para alterar o nome do software, de Friendika, seu nome original, para Friendica, seu nome atual. O motivo está aqui.)

maio 112010
 

E acharam mais um bug no Twitter. Ontem (10 de maio de 2010) vários usuários começaram a reclamar que suas listas de seguidores e seguidos estavam zeradas. Detalhe, esse não era o bug, mas a correção dele. 🙂

Twitter mortoO que aconteceu é que foi divulgada uma falha no Twitter que permitia que você acrescentasse qualquer pessoa à sua lista de seguidores. Bastava digitar accept nome_do_usuário e esse usuário automaticamente se tornava seu seguidor, sem nenhuma necessidade de confirmação por parte dele.

Agora o mais divertido foi a forma como o erro foi descoberto: por puro acidente. Isso mesmo. Segundo o sítio Mashable, um usuário turco, fã da banda de heavy metal Accept, publicou em seu Twitter a mensagem "Accept pwnz", como uma homenagem à banda (pwnz é uma expressão de exaltação, maiores detalhes no Urban Dictionary). Então ele percebeu que o usuário @pwnz passou a fazer parte da sua lista de seguidores. O descobridor do problema publicou em seu blog (em turco) o feito e aí um monte de gente passou a colecionar seguidores. Foi aí que a equipe do Twitter interviu, corrigiu o erro e zerou todas as contas, para poder restaurar ao estado anterior. Nesse momento começou caos entre as pessoas, que achavam que tinham perdido seus contatos. Mas tudo está bem agora (até o próximo problema, claro).  😉

Quando uma rede social do porte do Twitter deixa passar um bug, no mínimo primário, como esse, é sinal que alguma coisa não está muito certa. Pelo jeito o pessoal anda bem relaxado lá no viveiro do passarinho azul…

Ah, nem preciso comentar que o identi.ca, não possui esse problema, além de ter mais recursos que o Twitter e estar traduzido pro nosso (e vários outros) idioma, né? Então, o que você está esperando pra experimentar um microblog que funciona de verdade? E que tal me acompanhar lá?  😉

mar 202009
 

É com grande alegria que eu anuncio que o novo sítio do projeto Software Livre Educacional (do qual sou um dos coordenadores), acaba de entrar no ar. O antigo era baseado em Drupal (como a teia) e, apesar de funcionar muito bem como divulgador de atividades, era pouco interativo, pois seguia mais a linha "publicação/comentário". O novo é baseado no CMS de redes sociais Elgg e permitirá uma atuação muito mais direta dos seus integrantes.

O projeto Software Livre Educacional (ou SLEdu, como é mais conhecido entre seus membros), surgiu com o propósito de traduzir e documentar softwares livres utilizáveis na área de educação. A idéia é quebrar um pouco o paradigma técnico e começar a produzir material didático para o uso dessas ferramentas. E pretendemos dinamizar esse objetivo com o uso do novo sítio.

Ele funcionará como qualquer outra rede social, permitindo a publicação de artigos de blog, documentação na forma de páginas e a criação de grupos e associações entre usuários. A diferença é que o seu conteúdo será totalmente livre e aberto para qualquer pessoa, mesmo os não participantes do projeto.

Interessados em conhecer o sítio ou participar do projeto podem visitar a nova página. Quem quiser atuar mais diretamente, pode também participar das nossas listas de discussão. Para isso, basta visitar a página com a relação das listas, cadastrar-se em uma delas e, após aprovação, apresentar-se, dizendo seu nome e proposta de atuação. Mais uma vez, a participação de todos é livre.

fev 102009
 

Conforme definição do sítio que está organizando o evento aqui no Brasil,

O Dia da Internet Segura (“Safer Internet Day”) é uma iniciativa anual da INSAFE, rede de organizações patrocinada pelo programa Safer Internet Plus, da Comissão Européia. O objetivo geral da rede e da data é promover o uso ético e seguro da Internet e outras tecnologias, por meio da difusão de informações, recursos e guias de boas práticas. 

No ano passado participaram do evento 56 países. Neste ano, já existem 65 com atividades marcadas. Aqui no Brasil a organização coube à ServerNet Brasil, uma ONG bastante séria e envolvida há algum tempo com a questão de abusos na Internet, e ao Ministério Público Federal.

E essa é uma discussão não só necessária como urgente. Quando se fala em segurança no uso de computadores, a maioria das pessoa logo pensa em antivírus e firewall. Mas esquecem-se que um perigo muito maior encontra-se justamente na chamada engenharia social, que é justamente a "arte" de conseguir informações importantes a partir da enganação e exploração das pessoas.

Mas engana-se que a engenharia social é utilizada somente para obter senhas de acesso ou informações confidenciais de empresas. Essas técnicas já são utilizadas há algum tempo por criminosos para obter informações sobre suas vítimas, em especial, estupradores e pedófilos. E a Internet, com seu alcance e velocidade de divulgação de informações, é um prato cheio para essas pessoas atuarem não só na obtenção de informações como também na divulgação de seus "resultados".

Engana-se também quem pensa que bloquear determinados sítios (prática comum em alguns ambientes educacionais) consegue impedir esse tipo de prática. Existem diversas maneiras de contornar a maioria dos bloqueios e é literalmente impossível bloquear todo conteúdo potencialmente perigoso sem impedir o acesso a outros conteúdos que possam ser úteis. Portanto, a melhor forma de combater as ameaças digitais ainda é o bom e velho diálogo. Discutir com as pessoas os perigos às quais elas estão expostas e orientar crianças e adolescentes dos problemas que eles podem enfrentar é uma opção mais educativa e honesta.

Seguem abaixo dicas (algumas bem óbvias, mas nem por isso menos importantes) de como agir para ter um comportamento mais seguro na rede:

  • Use o GNU/Linux. Pode parecer uma sugestão radical, mas vai te manter livre da maioria absoluta de vírus e spywares.
  • Caso use algum sistema proprietário, prefira o Firefox ao invés do Internet Explorer e o Thunderbird ao invés do Outlook Express. Além de aumentar consideravelmente a sua segurança contra vírus e spywares você terá muito mais opções de uso, por meio das extensões, e estará usando ferramentas que seguem padrões internacionais da web.
  • Caso você use o Microsoft Windows, nunca abra anexos de e-mail sem ter certeza absoluta de que ele é aquilo que se diz ser. E mesmo nesses casos, nunca abra arquivos com extensão .scr, .exe, .com e .pif.
  • Se você é usuário de alguma rede social ou comunidade virtual, nunca divulgue dados pessoais como endereço, telefone, e locais onde trabalha/estuda e frequenta normalmente. Se possível evite divulgar também seu e-mail. Oriente outras pessoas a fazerem o mesmo, especialmente crianças e adolescentes.
  • Caso marque um encontro físico com alguém que conheceu via Internet, faça-o em um local público.
  • Grande parte das redes sociais, como o Orkut, possuem restrição de cadastro para maiores de 18 anos. Por isso, não utilize essas redes para trabalhos educativos que envolvam menores de idade, nem estimule a participação deles nessas redes. Se você ensina a uma criança que ela pode mentir a idade para entrar em um sítio, ela está aprendendo que pode mentir em outras ocasiões também. Prefira o uso de redes autogeridas, que você mesmo pode criar e manter, ou que tenham regras que não precisem ser burladas. O serviço de criação de redes sociais Ning é uma alternativa bem interessante, pois permite criar sua própria rede social e já possui algumas bem bacanas.
  • Lembre-se sempre (e reforce nas pessoas) que a Internet não é um "mundo à parte". As pessoas com as quais interagimos lá, existem de verdade, portanto difamações e ofensas "virtuais" atingem pessoas "reais". Assim como no mundo físico, tenha sempre em mente que brincadeiras digitais de mau-gosto podem fazer um estrago bem grande.
  • Converse, converse, converse. Um diálogo franco e aberto com as crianças e adolescentes que você tem contato, seja membros da sua família, alunos ou conhecidos, tem um valor inestimável na educação deles. Seja humilde para reconhecer que não conhece determinados assuntos e proponha que vocês pesquisem juntos. E evite as "respostas prontas" e atitudes do tipo "não pode e pronto". Isso só estimulará a insistência no assunto por parte deles.

Alguns sítios de referência que você pode consultar sobre o assunto:

E, por fim, um vídeo interessante do Child Exploitation and Online Protection (CEOP) Centre, disponível no YouTube. Inclusive eles possuem um canal no YouTube com outros vídeos na mesma linha.

E você? Como colabora para manter a Internet mais segura e utilizável? Lembre-se que pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença.