jun 022010
 

Um dos maiores problemas que temos para avaliar o impacto de catástrofes ambientais é a noção da sua abrangência. Por exemplo, quando ouvimos que "quatro estádios de futebol são cortados por dia na Amazônia", até temos uma noção geral do que é isso, mas, ainda assim, a ideia acaba ficando meio vaga. Se considerarmos eventos de proporções maiores, como o grande vazamento de petróleo da British Petroleum no Golfo do México, isso fica ainda mais complicado.

Foi pensando especificamente nesse caso que o sítio If it was my home (algo como "E se fosse a minha casa") foi criado. Ele utiliza a tecnologia do Google Maps para colocar a mancha de petróleo sobreposta a um mapa da sua cidade (que o sítio descobre baseado no endereço IP da sua conexão). Um recurso interessante é que você pode deslocar a mancha para outros locais, o que ajuda ainda mais na comparação. Só agora, depois de ver no mapa, eu tive real dimensão da tragédia. E fiquei mais horrorizado do que já estava.  🙁

O If it was my home é uma ideia simples, mas bastante eficiente no que se propõe. Algo a ser considerado em outras campanhas e divulgações de notícias que envolvam eventos de dimensões maiores.

jan 062009
 

Existem diversos serviços de mapas disponíveis na Internet. Dois dos mais famosos são o Google Maps e o Yahoo! Local. Logotipo do OpenStreetMapEntretanto, as informações disponíveis nesses mapas possuem restrições legais. Por isso não podem ser utilizadas livremente.

Dessa forma surgiu o projeto OpenStreetMap. Ele é um wiki, com um recurso de exibição de mapas do mundo todo. Esses mapas são alteráveis pelos seus usuários e o nível da alteração varia, desde a inserção de detalhes, como, por exemplo, a localização de postos de gasolina nas estradas ou nomes de ruas e avenidas até a criação do mapa de uma região inteira. Tudo feito de maneira colaborativa, ao estilo wiki.

Algumas pessoas podem afirmar que isso pode gerar mapas errados. Entretanto, os chamados mapas "oficiais" também podem apresentar erros. Inclusive alguns apresentam erros propositais, como forma de rastrear possíveis cópias ilegais desses mapas. Além disso, alguns locais não são mapeados ou possuem mapeamento precário. Por exemplo, existe um projeto de mapeamento da Faixa de Gaza, para gerar mapas acurados (e livres) para serem utilizados por agências das Nações Unidas, ONGs e sítios web que estão cobrindo a atual crise.

Para começar a trabalhar nos mapas, é necessário fazer um cadastro nessa página. Caso deseje colaborar no wiki do projeto, faça o cadastro nessa página. Após preencher os dados, será enviado uma mensagem para o endereço de e-mail que você cadastrou. É necessário clicar no link de confirmação de cadastro que vai nessa mensagem para o seu usuário ser reconhecido. Feito isso, já é possível editar os mapas.

Caso deseje enviar mapas inteiros ou atualizações de GPS, o ideal é consultar a documentação presente no wiki. Existem um guia para iniciantes e um com mais detalhes.

Agora, se o que você quer é fazer pequenas alterações ou indicar pontos nos mapas já existentes, o caminho é mais fácil. Na caixa de busca (Search), localizada à esquerda da página, digite o nome da rua ou cidade que deseja editar. Será exibido, à direita, o mapa da região. Localize o ponto que deseja alterar e clique na aba Edit. A partir daí a tela muda, mostrando como fundo uma imagem da região, que servirá como referência para as edições. Nessa tela também encontramos três opções:

  • Start: inicia a edição do mapa. As alterações são enviadas instantanemente para o servidor, portanto, cuidado quando fizer as edições.
  • Play: se você quiser praticar um pouco antes de começar a edição de verdade, clique nessa opção. Nenhuma alteração que você fizer será enviada para os servidores do projeto.
  • Help: abre a página de ajuda do programa de edição, no wiki.

Durante a edição (ou o treino) é possível alterar as opções do programa. Para isso clique no ícone . Na janela que se abre é possível, entre outras coisas, selecionar a imagem a ser utilizada como fundo para a edição (caixa de seleção Background). Essa imagem é somente uma referência. As edições são feitas em uma camada que fica acima dela. Como o editor possui vários recursos de uso, recomenda-se dar uma lida em seu manual, que também é acessível através da opção Help, citada acima.

O OpenStreetMap é realmente um projeto muito bacana e abre algumas perspectivas interessantes de uso na educação. Por exemplo, pode-se trabalhar com os alunos para que eles mapeiem a região onde moram e acrescentem os detalhes no mapa, como nomes das ruas e pontos de referência. Além disso, caso tenha algum GPS disponível, é possível fazer trabalhos ainda mais elaborados, como, por exemplo, verificar se as informações das ruas estão corretas ou mesmo mandar informações mais precisas sobre os pontos de referência. Uma excelente oportunidade para se fazer um trabalho interdisciplinar nas escolas.