“Pintando una canción”: um maravilhoso uso do Flash

Eu nunca fui muito fã do Flash (a tecnologia, não o personagem dos quadrinhos; desse último eu gosto).  Na verdade eu acredito que a web seria bem melhor sem esse recurso. Mas de vez em quando eu sou surpreendido por algumas utilizações dele que quase fazem com que eu me arrependa desse meu desgosto. Quase…

E hoje fui brindado com uma dessas felizes surpresas, graças a uma "twittada" do Karlisson (criador da geniais tirinhas do Nerdson). O nome da página é "Pintando una canción" e é um dos componentes do sítio da cantora espanhola Labuat (de quem eu nunca tinha ouvido falar até 15 minutos atrás). Nessa página, enquanto vai tocando a música Soy tu aire (que é tão açucarada que até agora estou tirando as formigas do meu fone de ouvido), uma linha vai passando pela tela (na verdade a tela vai "rolando" ao fundo) e se transformando e vários elementos relacionados à letra da música. Até aí nada demais, mas existem duas características muito bacanas: primeira, a "ponta" da linha responde aos movimentos do mouse, assim, você literalmente "pinta" com a linha (entenderam o porquê do nome Pintando una canción?) e segunda, ao final da música você tem a opção de ouvi-la novamente, mas assistindo aos movimentos que você fez. Ou seja, ele grava a sua interação e a reproduz depois. O efeito é bem mais interessante ao vivo do que nessa explicação, por isso, dêem uma passada lá pra experimentar.

Aliás o sítio da Labuat é muito bacana e explora bem as potencialidades da web. Tem até um widget pra colocar em blogs e redes sociais (isso é coisa pra fã nenhum botar defeito)! Quem sabe os outros artistas não aprendem e começam a prestar mais atenção nisso? Ah, e um detalhe interessante. Apesar de não estar explícito no sítio, deem uma olhada em seu código-fonte e vocês vão ver que ele foi feito no Drupal, o mesmo CMS livre que serve de base pra teia. Não é legal descobrir que o sítio de um artista usa o mesmo software que o seu? 

Wordle e a poesia concreta

Pra variar, aprendi mais uma com a Miriam Salles e seu blog genial. Dessa vez ela me mandou para o mundo das artes. 

Graças a essa publicação,  conheci o serviço web chamado Wordle. Basicamente o que ele faz é pegar uma sequência de palavras e montar uma nuvem de etiquetas (também conhecido como tag cloud), muito comum em muitos sítios por aí (inclusive você vê uma no canto superior direito aqui da teia, a Taxonomia). A diferença é que o Wordle cria essa nuvem de forma mais "artística", rotacionando algumas palavras e com várias opções de fontes. Com isso ela ganha um ar de poesia concreta. E eu ADORO poesia concreta, o que significa que eu, agora, ADORO o Wordle (e já estou pensando em algumas coisinhas que posso fazer com ele)…  

O sítio aceita três formas de alimentação: sequência de palavras (que podem ser soltas ou em um texto), o endereço de algum alimentador Atom ou RSS (onde ele pega o texto disponibilizado nessa página) ou então o seu usuário do del.icio.us (onde ele vai pegar as etiquetas dos seus marcadores).

Abaixo, a nuvem das minhas etiquetas do del.icio.us (clique na imagem para ver em tamanho maior). Usei o botão Randomize e acabei chegando a esse formato, que ficou bem parecido com uma nuvem de verdade. E pra melhorar o caráter "nebuloso", dei um leve tratamento no Gimp…    (o original está nessa página da galeria do Wordle)

Nuvem de etiquetas

Portanto, obrigado à Miriam pela dica e já estou repassando. Ah, e quem experimentar o serviço, por favor, compartilhe o que produzir lá. Afinal de contas, arte é pra ser divulgada…    E quem quiser deixar aqui nos comentários os endereços das nuvens que fizerem, serão muito bem-vindos.

Displacements, uma interessante manifestação artística

Displacements é o tipo de arte que eu gosto. Primeiro porque é uma instalação (e eu adoro instalações!) e segundo porque o autor parte de uma idéia aparentemente simples para gerar um resultado inusitado.

O seu idealizador, Michael Naimark, montou, no local da exposição, uma típica sala de estar estadunidense e filmou a interação de pessoas com o ambiente usando uma câmera fixa em um pedestal giratório, que ficava no meio da sala. Depois a sala e TODOS os elementos dela foram pintados de branco. A partir daí, usando o mesmo pedestal giratório, o filme produzido era projetado no ambiente, que se tornava uma "tela de projeção 3D", gerando um efeito interessantíssimo. Entrem na página do trabalho e dêem uma olhada pra entender melhor o processo.

Existem duas edições desse trabalho. A primeira, realizada entre 1980 e 1984, os protagonistas eram um jovem casal. A segunda edição, realizada em 2005, mostra o mesmo casal, agora na meia idade, junto com a filha adolescente.

Existem também outros trabalhos na página projects. E tem umas coisas bem interessantes por lá. Vou olhar com mais calma depois. Quem sabe não viram outros artigos aqui na teia?