out 182012
 

É uma pena que no Latinoware desse ano (2012) vários avanços na discussão sobre o papel das mulheres na tecnologia foram jogados na lata do lixo deixados de lado, por conta de atividades paralelas à programação oficial. Nas tardes dos dia 17 e 18 foram organizados “concursos” para escolher a meninas que dançassem melhor. Mas entre os critérios de escolha estavam a idade e se elas tinham namorado. E entre as músicas escolhidas, o “repertório” variava do funk aos forrós com letras de duplo sentido. No dia 18 teve uma diferença, é que também teve uma parte masculina. Com dois detalhes. Aos homens não se perguntava se tinham namoradas e as músicas selecionadas faziam clara alusão ao homossexualismo (“YMCA“, “I will survive”  e “Robocop Gay“). Inclusive o critério de “seleção” era quem tinha maior “viadagem”.

Aí você vai falar, mas qual o problema disso? É só um farra, as meninas aceitavam dançar e até teve dança com os homens também. Mas considerar isso “só” uma farra é onde começa o problema. Não vou me alongar no problema das “brincadeiras” de conotação machista. A Lola faz isso com maestria, muito melhor do que eu. Mas acho importante destacar alguns pontos que indicam o problema.

  • Esse é um evento de software livre, um movimento que, em sua essência, deveria tratar todas as pessoas com igualdade e respeito. Colocar mulheres para rebolar e homens para dançar pejorativamente como homossexuais é o contrário disso. É reforçar estereótipos.
  • Em um evento como esse os “concursos” deveriam valorizar a inteligência e a criatividade das pessoas e não seu corpo, sua idade, seus relacionamentos nem o seu grau de “viadagem”.
  • Mostrar que mulheres são boas para rebolar e homens só podem se apresentar fingindo ser homossexuais reforça a ideia de que os homem (no sentido “macho” da palavra) tem o controle da situação e nunca é subjugado. Afinal os homens não estavam se apresentando como homens, mas sim como paródias homossexuais. Ou seja, eles não são assim, só estavam fingindo. Já as mulheres estavam no papel delas. A elas não foi pedido que agissem como lésbicas, mas como mulheres, cujo papel (na cabeça dessas pessoas) é rebolar, ser bonita e disponível para os machos presentes.
  • E o pior de tudo é tratar isso como “brincadeira”. Quando se adiciona o componente lúdico, além de desconstruir o discurso da crítica (afinal de contas, quem é contra “brincadeiras” é chato e resmungão), cria-se um precedente de que, quando é de brincadeira, vale tudo. O que me lembra uma série de “piadas” às quais não acho a melhor graça.

Portanto, acho que é hora de superarmos isso. Fazer mais do que simplesmente defender o software livre com falas, mas começar a fazê-lo também com ações. Inclusive nas cotidianas.

Atualização (21/10/2012): quero reforçar aqui, para evitar qualquer interpretação errada, que, como disse no início do texto, essas atividades que eu descrevi não faziam parte da programação oficial do evento. Eram atividades em paralelo que estavam acontecendo no espaço físico do evento. Além disso, como sei que nem sempre as pessoas leem os comentários, recomendo essa resposta que dei ao comentário do Alberto, uma vez que ela serve como complemento ao que eu escrevi aqui.

  31 Responses to “Como desconsiderar mulheres e homossexuais (de uma só vez) brincando em eventos”

  1. Concordo que o Sílvio pegou pesado nas brincadeiras e nas piadas utilizadas, mas acho que também estão pegando pesado.

    Em momento algum a intenção dele foi rebaixar as mulheres ou incentivar qualquer tipo de preconceito, o objetivo dele foi animar o pessoal, brincar, fazer piadas.

    O Volume do som não era adequado, o lugar não era adequado, mas creio que ele apenas se empolgou, quem conhece o Sílvio sabe que ele é brincalhão e gosta de fazer os outros darem rizadas… só isso.

    Não estou defendendo um lado nem outro, só acho que esse tipo de assunto deveria ter sido conversado entre ele , a organização e os que se sentiram diminuidos ou agredidos com a situação.

    Jogar isso na GRANDE TEIA, não resolve nada, só acaba piorando as coisas.

    My US$0,02

    Rodrigo Padula

    • Olá Padula. Repare que, em momento algum, citei nomes no artigo (tirando o do evento, para contextualizar). Justamente porque essa foi uma publicação para relatar o que houve e não um ataque direto a ninguém. Esse não é um artigo difamatório, mas a denúncia de algo que, de tanto acontecer em diversos eventos, achamos normal. Mas não deveria ser…

      De novo, não estou fazendo nenhuma avaliação das pessoas envolvidas, mas sim da situação que foi produzida (até mesmo porque não foi uma atividade de uma pessoa só). O que eu fiz foi escrever sobre algo que me incomodou, assim como já escrevi sobre outros incômodos antes. Acredito que é pra isso que sirvam nossos espaços digitais, não? 🙂

  2. Pessoal, publiquei um artigo sobre o assunto em minha coluna no Dicas-L: http://dicas-l.com.br/brod/brod_201210251141.php onde coloco um link para esta discussão aqui e tento um pedido de desculpas em nome dos caras-pálidas. Abraços a tod@s!

  3. No primeiro dia até dei alguns adesivos de brindes para as brincadeiras que seriam feitas, estava com um clima legal mas logo que negócio foi ganhando audiência, começou a baixaria. Não era um concurso de dança, não foi usado nenhum critério técnico para o julgamento. Ganhava a mais gostosa, que rebolasse mais… o que poderia ser uma brincadeira bacana, ao meu ver, não foi bem conduzida e acabou mal. Muitas inocentes foram lá tentando ganhar de fato um brinde, mas não sabiam elas que estavam sendo usadas para satisfazer a luxúria de alguns.

  4. Essas “brincadeiras” de mal gosto ao meu ver não eram necessárias, não acrescentam em nada o fantástico evento que é o Latinoware.
    Não tiro a culpa também das homens e mulheres que se prestaram a isso, ninguém foi obrigado a fazer nada, a atividade foi proposta e qualquer um poderia participar, mas mais uma vez reforço a idéia, pra que isso? O que isso tem a ver com um evento de SL?
    Brincadeiras são legai, atividades/sorteios para distribuição de brindes fazem parte… mas precisa ser assim??

    Vamos curtir de forma saudável e sem preconceitos galera!! 😉

    • Enquanto existir pessoas que se submentam a tal “brincadeira” esse tipo de coisa vai continuar sendo explorada. Sempre terá um público pronto a “aplaudir” essas ações.

      Mas acredito (e torço para que sim) que a organização não teve participação nisso e que isso partiu de algum “animador” de eventos.

      Mas não acredito q a participação feminina tenha sido jogada no lixo, existem pessoas sérias e que vão contribuir para o avanço da participação feminina e só tende a crescer. Não vai ser um “ato falho” de alguem q vai impedir isso.

      • Pois é. A questão da lata do lixo realmente ficou pesada. Resolvi mudar a expressão, deixando o original como referência do que eu havia escrito.

  5. Gle, Cris e Lidu, obrigado pelos seus comentários também.

  6. É uma pena que um evento como o Latinoware, tenha permitido uma programação desse tipo. Pelo relato do Fred o” showzinho” reforça a idéia de que nós mulheres só possuimos invólucro, e não conteúdo e estimulando também a homofobia. Atitudes discriminatória devem ser denunciadas, repudiadas.

    • O relato do Fred condiz com a INTERPRETAÇÃO muito “peculiar” dele diga-se de passagem da realidade, não com a realidade em si, então vamos tomar cuidado aqui ao criticar a organização da Latinoware sobre esse assunto, até porque, essa atividade era extra-oficial

      • Em relação à organização do evento, o Alberto está corretíssimo. No início da minha publicação está colocado que eram atividades paralelas (inclusive resolvi colocar uma atualização para reforçar isso e deixar bem claro). Tenho muito carinho e respeito pelo Latinoware e seus organizadores e, em momento algum, quis criticar o evento.

        Agora um detalhe, Alberto. O que eu descrevi não foi uma interpretação (e não entendi muito bem o peculiar entre aspas). Tudo o que eu descrevi aconteceu. A seleção de músicas foi intencional (porque elas não dançaram, por exemplo, as mesmas músicas que os homens, ou vice-versa?), a elas era perguntado se eram “casadas ou felizes” (e isso também não foi perguntado aos homens) e a situação aconteceu na sala onde ficavam os stands durante a realização do evento. Inclusive várias pessoas que passaram em frente ao stand onde eu estava (que ficava ao lado do local da dança) também discordavam do que houve. Infelizmente (com poucas exceções) não se manifestaram publicamente e fica parecendo que só eu achei aquilo ruim. Pessoas que participavam do Latinoware pela primeira vez (inclusive algumas que eu convidei) perguntavam se isso acontecia sempre, pois não estavam entendendo o que aquilo tinha a ver com tecnologia e software livre. Portanto Alberto, desculpe-me, mas aquilo que eu descrevo no texto foi a realidade sim.

        Mas você pode argumentar que entendi errado e aquilo não é uma manifestação machista. Bom, aí entra um problema que é o nosso filtro social, onde esse tipo de atividade é “normal”. Pois é, fazemos coisas machistas muitas vezes sem perceber. Ou seja, não estou dizendo que quem organizou e quem participou da atividade (ou mesmo você, ao destacar em maiúsculas que meu texto é “interpretativo”) o fizeram como um “ato machista” consciente de afronta às mulheres. Não. Eu penso que essas pessoas realmente acreditam que aquilo não tem nada a ver, que é uma brincadeira e que estou exagerando. Mas o problema é que tem a ver sim. Quer ver uma forma bem simples de entender isso? Aprendi com o César Brod uma técnica que chamo de “filtro da mãe”: pegue qualquer situação que envolva exposição feminina (como esse caso) e imagine sua mãe (ou pode ser qualquer mulher da sua relação próxima: irmã, filha, namorada, esposa, amiga, etc.) fazendo aquilo. Qual seria a sua reação? Aquilo continuaria sendo uma brincadeira inocente?

        Conforme citei no texto, Alberto, uma figura que muito admiro é a Lola, que tem um blog muito “didático” sobre feminismo (além de tratar de outras questões sociais também). E ele tem me feito pensar muito sobre os meus preconceitos cotidianos, refletir sobre coisas banais que eu faço, mas que podem estar ofendendo ou oprimindo outras pessoas. E uma frase que ela divulgou outro dia no Twitter (que ela traduziu do inglês) foi o principal motivador pra essa publicação: “homens que querem ser feministas não precisam de espaço no feminismo; precisam pegar o espaço que têm na sociedade e torná-lo feminista”. Daí pegar esse meu espaço e escrever sobre isso.

        Relendo o texto agora, vejo que ele pode passar um tom meio de raiva. Provavelmente porque o escrevi no calor do momento (o “concurso” estava acontecendo naquela hora). Mas minha intenção não era escrever um texto “nervoso”, nem “culpar” ninguém sobre o ocorrido (inclusive não citei nomes propositalmente) e sim mostrar algo que me incomodou profundamente e que achei importante chamar a atenção. Mesmo assim, mantenho cada palavra publicada aqui. Afinal, se protestamos contra o software proprietário, contra a PIPA, contra a Lei de Azeredo, devemos protestar também contra o racismo, a homofobia e a desigualdade de gêneros. A minha defesa do software livre faz parte do meu posicionamento contra qualquer tipo de opressão seja ela digital ou física. Ainda tenho muito o que aprender (e muitas atitudes a mudar), mas vou avançando. Um passo de cada vez. E esse texto é um desses passos.

        • Fred,

          Bom, não quero ficar me alongando aqui, só pontuar alguns pontos. Veja bem eu acho que todos tem direito a sua opinião, e que da soma dessas opiniões e percepções, é formada a sociedade. Tendo dito isso, foi o que eu quis dizer com INTERPRETAÇÃO. Veja bem, essa (sua opinião) foi a SUA percepção e interpretação dos eventos. Outras pessoas tiveram outras entende? Muita gente conhece minha opinião a respeito desse assunto, e ela mora em um meio termo entre a sua e a do próprio Sílvio.

          Em partes concordo com os dois, é uma brincadeira? SIM, Podia ser conduzida de maneira diferente? Talvez, mas se o fosse, talvez não tivesse tanta adesão popular. Veja bem, tenho certeza absoluta que você (em partes eu também) acha um assinte a imagem feminina, programas como o do Gugu, Zorra Total, Celso Portioli, etc… Esse pensamento ecoa entre as mentes de muitas pessoas um pouco mais esclarecidas, mas eles são sucessos absolutos de público.

          Cabe a nós fazer um exercício de convivência e entender que nem tudo pode ser exatamente como nós queremos, dentre os participantes da Latinoware está toda classe de pessoa, e até por isso muitas gostam da brincadeira exatamente como ela estava sendo feita, Haja visto a enorme concentração que ela proporciona. Não sei se você me entende, não estou dizendo que você esta 100% errado e deve ficar calado, muito pelo contrário, estou dizendo que por um lado eu entendo seu protesto, mas convido você a “pensar de fora da caixa”, vestir o sapato da outra pessoa. Meu avo costumava dizer que em toda história a três verdades, a minha a sua, e a verdadeira. Isso vem do que falei no ínicio, cada um de nós percebe o mundo a nossa volta de maneira diferente.

          O fato é que sou contra QUALQUER tipo de fanatismo, tenho discussões homéricas com os xiitas do Software Livre e até mesmo com os fanáticos religiosos. Essa área do feminismo também conta com muitos fanáticos (não estou dizendo que você seja um) e por esse motivo, as vezes acaba perdendo alguns apoiadores.

          Pra encerrar, talvez o principal motivo de meu comentário, talvez ter parecido um pouco ríspido, foi que pela maneira como você escreveu o texto, deu uma impressão que isso jogou no lixo todo um trabalho enorme realizado pelo evento, quando não foi verdade, para algumas pessoas essa brincadeira foi inadequada, para dezenas de outras foi super legal, tanto que os vídeos já começaram a pipocar no Youtube. https://www.youtube.com/watch?v=jSZihkP52BY

          Então veja bem, tudo é uma questão de percepção, eu entendo e respeito a sua opinião, convido você a fazer o mesmo pelos que discordam.

          • Em primeiro lugar, não considerei o seu comentário ríspido. Muito pelo contrário! Você veio aqui e manifestou sua opinião, apresentando os argumentos que você defende. Quer eu concorde ou não com eles, sempre defendo o debate quando ele é baseado em argumentos. Discordar é saudável e não necessariamente é falta de respeito. 🙂 Falta de respeito seria eu excluir seu comentário. 😉 Inclusive, justamente por considerar a opinião alheia, refleti sobre o “peso” da minha afirmação inicial, por isso resolvi alterá-la, deixando o original lá como referência.

            Mas gostaria de comentar duas coisas em sua resposta. Primeiro a questão da audiência. Concordo que devemos sim, tentar promover a audiência de eventos, até mesmo para despertar o interesse de pessoas que estão ali pela primeira vez. Mas eu não concordo em “audiência a qualquer custo”. Se fosse assim, eu ia dar palestras sobre programação Java e videogames, ao invés de falar de educação. Garanto que minha audiência seria muito maior do que a de hoje. 🙂 Mas eu faço apresentações não pra “atrair” muita gente e sim para divulgar o que eu acredito. Os programas de TV que você citou (e os quais não assisto nenhum), fazem as coisas que fazem porque o objetivo é prender o telespectador naquele canal naquele momento. Por mais que eu os deteste, eles estão no papel deles, que é o de reter a audiência (mas isso não quer dizer que sejam bons). O Zorra Total, por exemplo, é declaradamente um programa de humor (mesmo que questionável, na minha opinião). As pessoas assistem a esse programa esperando um programa de humor. Entretanto, estávamos em um evento de tecnologia em geral e software livre em particular. A “brincadeira” não tinha nada a ver com nenhum desses temas. Ao contrário, como ela estava acontecendo simultaneamente com a programação oficial, ela acabou desviando parcialmente a atenção do foco principal do evento, pois as pessoas deixavam de participar de palestras e de visitar os stands para assistir o “concurso”. Ou seja, isso acabou gerando um efeito ao contrário do desejado, pois tirou as pessoas dos lugares que tinham efetivamente a ver com o evento.

            A segunda coisa é a questão de “pensar fora da caixa”. Eu fiz isso justamente ao me colocar no lugar das mulheres do evento. Pense bem, uma mulher vai a um evento da área de tecnologia, uma área em que, segundo várias estatísticas, elas ainda são minoria, esperando algo diferente, afinal de contas o software livre tem toda uma fala de igualdade e de pensar um mundo diferente (teve até a mesa das Nerds de Batom, pra discutir a representação da mulheres na tecnologia). Aí, quando chega lá, vê acontecendo a mesma coisa que acontece não só em outros eventos como na TV: outras mulheres dançando e sendo “avaliadas” por homens, segundo critérios de “gostosura”, idade e relacionamento. Pois é, usando a sua metáfora (que por sinal eu gosto), você já experimentou calçar esse “sapato”? O da decepção de ver “mais do mesmo”? O de ver que o papel da mulher é sempre “dar show” pra outros homens? Claro que para várias outras pessoas (homens, diga-se de passagem) foi super legal! Mas é sempre bom lembrar que o fato de muita gente ter gostado não quer dizer que aquilo seja algo bom. Quer um exemplo na mesma linha do seu raciocínio? Além dos vídeos do Latinoware, o YouTube tem, por exemplo, esse vídeo de uma briga de colégio: http://www.youtube.com/watch?v=QOUxZ7PFG4M. Sabe quantas visualizações ele teve? Mais de 160 mil (!!!). Ele foi colocado lá porque as pessoas acharam legal e assistido também por pessoas que acharam legal (ok, alguns foram pela curiosidade, mas 160.000 é um número muito grande pra ter só curiosos). E esse é um dos exemplos ruins do YouTube. Ou seja, ser considerado legal e estar no YouTube não deveria ser critério para aprovarmos determinada situação. Inclusive me preocupa a divulgação desses vídeos lá porque agora a exposição que as meninas tiveram no evento ganha proporções mundiais. E você já reparou os três comentários que apareceram só nesse vídeo que você indicou? Já estão pedindo Facebook das meninas e perguntando se é feira de dança. É realmente essa a imagem do Latinoware que queremos passar para os outros? Com certeza não é a que eu quero.

          • Só me metendo um pouco na discussão aqui…
            Alberto, o fato de muita gente ter participado não significa que seja bom ou respeitoso ou ético; e não significa que seja saudável as pessoas gostarem desse tipo de “brincadeira”. Muita gente apoiava a escravidão dos negros, muitas pessoas apoiaram o holocausto, muitas pessoas há 50 anos atrás apoiavam a morte de mulheres adúlteras para “limpar a honra” dos maridos traídos e por aí vai. Só porque a maioria apoiava não significa que era certo. Se pouca gente apoiasse atitudes machistas não sofreríamos tanto, é por isso que precisam ser combatidas, por que são praticadas por muitos, em vários lugares e muitas pessoas fazem quase em perceber, no automático, porque acham que é uma simples brincadeira inofensiva.
            Pois bem, eu estava lá no Latinoware e me incomodei bastante com tudo isso. Não acho legal num evento de software livre as mulheres serem tratadas mais uma vez como objetos sexuais, já chega né? A gente tava ali pra mostrar trabalho, falar de projetos, não pra mostrar a bunda e rebolar, tratar a mulher assim é um equívoco e é sim um machismo dos mais óbvios!

          • Bom, como os comentários de vocês [abaixo] tiveram mais ou menos o mesmo teor, vou responder aqui para os dois.

            Vejam bem, eu concordo em partes com vocês dois, só acho que vocês estão falhando em ver o todo. Veja bem Aracele, você esta comparando bananas com maçãs, comparar padrões de comportamentos com genocídios como a escravidão e o holocausto é um disparate. Vocês batem na tecla de que essa não é uma diversão saudável, ética e respeitosa. Me perdoem, mas vendo seu comentário não pude deixar de rir e me lembrar da Dona Dorotéria de Gabriela, a guardiã da moral e dos bons costumes! Digamos que essa realmente não fosse, ou não seja, uma diversão “saudável” então se não é a maioria que determina o que é ou não uma diversão seria quem? Vocês dois? Ou quem concorde com vocês? Não. Nem eu! Amigos o que estou tentando dizer aqui é que vocês precisam respeitar as liberdades individuais, pois elas formam a liberdade do coletivo. Eu posso não concordar com nada do que vocês dizem, mas vou morrer lutando pela liberdade de vocês fazerem isso. Assim como vou lutar pela liberdade das pessoas que quiseram participar daquela diversão. Isso porque embora eu tenha direito a minha OPINIÃO sobre o assunto, eles tem o direito de se divertirem da maneira que acharem melhor, e nós não temos o direito de impedir!

            Em nossa cultura ocidental, o casamento monogâmico é o “correto” Na cultura árabe, um homem pode ter várias esposas, e antes que a Aracele infarte ali, existem várias tribos africanas onde a mulher pode ter vários maridos. Quem está certo? Nenhum? Todos? E eu não vou nem entrar na ciranda das religiões aqui ok? Então amigos, o que estou querendo dizer é que muito me espanta que vocês venham com o discurso de “isso é um absurdo num evento de software livre, que preza pela liberdade, igualdade etc” Mas vem tentando enfiar a OPINIÃO de vocês guela abaixo. Isso não pode acontecer.

            Finalizando, Aracele, eu até acredito que você tenha se sentido incomodada com a brincadeira, mas para citar com exemplos e não com palavras, eu não gostei nem um pouquinho de ter que ficar quase DUAS HORAS paparicando os políticos na abertura. Na verdade houve alguns discursos ali que me deram vontade de subir no palco e arrancar o crânio de alguns indivíduos, tamanha a cara-de-pau, mas eu sei que nessa vida, nem tudo funciona da maneira como nós queremos, e as vezes (na verdade muitas vezes) precisamos aceitar as coisas como elas são.

            Por isso eu estava lá, como o recruta do Madagascar, só no sorria e acene, sorria e acene! porque sei que sem eles a gente não faz o evento. Transpondo essa linha de raciocínio para nossa discussão atual, eu acho que se vocês não gostaram da diversão do pessoal, tudo bem. Tem gente que gosta de jogar RPG, eu acho um saco. Nem por isso eu vou sair por ai, falando que quem joga RPG é um bando de maluco desocupado, que brinca de cartas e imagina coisas e por isso devemos banir o RPG.

            A diversidade cultural é multi lateral, sou um defensor da liberdade! Eu sou heterosexual, gosto de mulheres, agora se o meu colega é homosexual e gosta de homens, o problema é dele! Quem sou eu pra apontar o dedo e dizer, isso é uma vergonha! Você esta indo contra a moral e o bons costumes! Isso que você faz não é saudável!

            E me perdoem, mas vocês que dizem defender as causas das minorias ou dos “oprimidos” estão agindo como opressores dessa maneira. Estão se revelando fascistas, onde a única opinião que importa é a de vocês, onde se alguém não concorda com o que vocês acham, então essa pessoa esta errada, onde vocês determinam o que é certo e o que é errado, quando na verdade não é nada disso. Não é bem por aí!

            Bom mais já falei demais,

            Tudo de bom pra vocês

          • É muito comum as pessoas acusarem feministas de fascistas, extremistas e blá blá blá. Sinceramente você está longe de me conhecer para me acusar de algo tão grave como ser fascista ou coisas do tipo. Não se trata de impor nossa opinião, nunca se tratou disso! Nos manifestamos em relação a esse episódio para deixar claro que esse tipo de postura machista é uma das coisas que afastam mulheres dos ambientes de TI e de que nem todo mundo aceita isso como algo “normal”. Se você é do tipo que se conforma com as coisas no mundo só porque a maioria faz, então aí o problema é com você. A discussão sobre machismo não é tão simples quanto gostar ou não de RPG, é algo que afeta milhares de mulheres em todo mundo, não é algo sobre moralismos, é sobre direitos, liberdade e igualdade, coisas pelas quais as mulheres ainda lutam. Agora estou encerrando a minha parte por aqui, porque se você já me rotulou como fascista, não tenho nada mais pra falar com você.

          • Pois é Aracele, embora você chamusque e apaixone um pouco o discurso, acho que também vou encerrar minha participação aqui, pois pra mim ficou claro que você é daquelas que pensa: o que EU penso é o certo e ponto final, se você discorda de mim, então você esta errado e eu não quero nem saber de nada! Desculpe se te rotulei, mas essa é uma das bases do fascismo.

            Qualquer pessoa que me conheça sabe que se conformar com as coisas e Alberto J. Azevedo não cabem na mesma frase 🙂

            A questão toda aqui, é que concordamos em discordar. Você defende indiscriminadamente o SEU ponto de vista. Eu defendo a liberdade, por vezes, em outras situações, até mesmo a sua liberdade. Não é uma questão de certo ou errado. Como disse eu posso não concordar com nada do que você diz, mas vou morrer defendendo o seu direito de faze-lo.

            Entretanto como já percebi que não vou convencer você, muito menos você me convencer, penso que esse assunto deve morrer por aqui.

          • Pois é. Tava indo bem. Mas quando a coisa descamba pro “fascismo”, aí fica difícil argumentar, né? Só queria colocar três coisas aqui.

            Em momento algum eu defendi “minorias” ou “oprimidos” (essas palavras não aparecem aqui nos meus textos em momento algum). Mesmo porque o que eu defendo são igualdades (social, de gênero, etc.) e essas palavras já são excludentes em sua concepção.

            Todos nós (além de mim e da Aracele tivemos mais sete comentários aqui, mas você os ignorou e está considerando só os nossos) estávamos discutindo (estávamos porque agora perdeu a graça). Então não é curioso que quando você argumenta é em defesa da liberdade e quando nós argumentamos estamos sendo opressores? 😉

            Por fim, quem apelou aqui foi você Alberto. 🙂 Foi você quem falou que somos fascistas, mesmo não tendo sido rotulado ou censurado aqui em momento algum (como disse antes, seria muito fácil excluir seus comentários, mas não acredito nesse tipo de atitude “fascista”). Foi você quem ignorou os outros sete comentários aqui e tratou a coisa como se fosse implicância minha e da Aracele. E é você quem está tendo dificuldade de aceitar os argumentos contrários à sua opinião (eu não tive problema nenhum em debater amigavelmente com você). Portanto, já que não pra debatermos ideias, eu prefiro me abster dessa discussão.

            Só um último toque, chamar os outros de fascistas não tem nada a ver com defender o direito dos outros se manifestarem, como você fala que defende. Tem a ver com desqualificar a fala do outro, encerrando a discussão na marra. E isso não é legal.

          • Como as pessoas se ofendem com uma verdade contundente!

            Você eu admito que é mais moderado, mas a minha comparação com o fascismo em relação a Aracele é óbvia.

            Retirado da Wikipedia:

            “O fascismo italiano assumiu que a natureza do Estado é superior à soma dos indivíduos que o compõem e que eles existem para o Estado, em vez de o Estado existir para os servir”

            Retirado do texto da Aracele:

            “Alberto, o fato de muita gente ter participado não significa que seja bom ou respeitoso ou ético;” … “Só porque a maioria apoiava não significa que era certo”

            Q.E.D.

            E desculpe amigo, mas não existe como defender igualdade social sem se aprender a respeitar o direito do outro primeiro. Você tem todo direito de não gostar, mas não tem o direito de dizer que o seu jeito é o certo e o do outro é errado. Como já disse, é tudo uma questão de perspectiva. A nossa liberdade termina onde começa a do outro.

            Porém como disse, já percebi que estou perdendo meu tempo, só quis entrar aqui pra não ficar naquela de que eu ataquei alguém. Não ataquei, simplesmente demonstrei. Porém, algumas verdades incomodam.

      • Eu pensei bastante antes de escrever algo nesta thread. Até pq eu tinha certeza absoluta de que a coisa chegaria ao ponto que chegou.
        Desde o ínicio do assunto, tenho minha opinião que é simples e clara: Eu acho que as brincadeiras podem ter sido um pouco exageradas, com certeza o foram, mas acima de tudo, consigo distinguir que não passaram de brincadeiras, e que se as mesmas ocorreram e tiveram quórum, e inclusive, pedidos para serem repetidas no segundo dia, e também no terceiro, é pq a alguma parte dos participantes do evento elas agradam. Eu concordo muito com os pontos de vista e opiniões expressados pelo Azevedo, até pq compactuo de muitos deles, e quem participou de alguma das conversas que tivemos durante as noites deve ter notado isso. O ponto focal que vejo em todas essas discussões que envolvem minorias vs maiorias, politicamente correto vs humor e todos os relacionados, é que, a meu ver, e na minha opinião, estamos criando uma doutrina do “politicamente correto”, onde tu tens que pensar muitas vezes antes de expressar qualquer opinão, mesmo que a ideia que seja passada por quem defende o politicamente correto seja a de que “Todos devemos ter opinião” e “Liberdade para todos” e bla, bla, bla. E onde que eu vejo o grande paradoxo de tudo isso? Vejo que atualmente, todos podem, e devem ter uma opinião, desde que ela não venha a contrariar de forma alguma as opiniões e conceitos de quaisquer dos grupos de minorias. E acho sso tudo uma grande falácia, pois então agora criaremos uma cultura em que eu não posso dizer que gosto e/ou dou risadas quando vejo uma manifestação como a que tivemos no latinoware, ou quando estou fazendo um show com minha banda, em que um dos meus guitarristas, que é negro (e tem muito ogulho disso, assim como eu tenho um orgulho sem tamanho de o ter como meu amigo), e fazemos brincadeiras com ele, que podem ser encaradas como de cunho discriminatório, mas que não possuem nem sombra disso, e mesmo assim, sou obrigado a ouvir pessoas querendo sussurar algo como “Que ridiculo”, “Tu é um racista” e a pior parte, quando as criticas são dirigidas a ele “Tu és um alienado, que se rebaixa e aceita coisas assim”.
        Perae pessoal, onde está nosso livre arbitrio? Em que momento tivemos todos a nossa capacidade intelectual tão drasticamente reduzida, a ponto de não sabermos mais diferenciar uma brincadeira, de uma manifestação realmente xeonofobica ou depreciativa? Me entristece profundamente, quando vejo meus amigos e conhecidos cairem nesse limbo. E digo isso com a segurança de quem está dentro de um grupo que sofreu “preconceito”, “bulllying” ou o que quer que queiram chamar. Fui gordo minha vida inteira, e como todo gordo, sofri todo tipo de brincadeira que as crianças fazem com os gordos em minha infância, e ainda as sofro hj, e as encaro da forma como devem ser encaradas, como brincadeiras. Gostaria de saber, se realmente quem diz, como a Aracele disse que “Não interessa se muitos participaram, que será bom”, se já parou pra pensar na forma de que “Será que meu pensamanento em ver a coisa dessa forma, já prejulgando que o fim que a brincadeira está procurando encontrar é justamente o fim preconceituoso e vil que eu estou vendo?”. Façamos um pequeno exercício. Eu sou gaucho, torcedor do grêmio, e como todo torcedor, cresci ouvindo minha torcida chamar os torcedores e o time do internacional de “macaco”. E o interessante disso, uma boa parte da torcida do grêmio é composta por negros, obviamente. E será que todos esses negros que estão na torcida do grêmio são terríveis racistas, avidos para depreciar e talvez até, escravizar os torcedores do time rival? Claro que não, é apenas uma brincadeira, cultivada a muito tempo por gerações destes clubes. E vamos mais longe, quero saber qual torcedor de qualquer clube nunca chamou os São Paulinos de “Bambis” ou coisas equivalentes. E serão todos estes terríveis homofobicos? Acredito que não. Creio que o que nos falta, é pontuar a coisa no gênero certo. Atualmente vejo terríveis fogueiras serem acessas, para queimar todas as terríveis bruxas, que na verdade, assim como na época da inquisição, não passam de conhecidos e parentes, que tem a triste ideia de fazer uma piada de ocasião, ou emitir uma opinião contrária a da maioria. Meus R$ 0,02.

        • Bom, como seus argumentos são os mesmos do Alberto, não foi me repetir na discussão que fiz anteriormente. No meu texto original já havia falado que o grande problema dessa história toda é ser chamada de “brincadeira”, pois isso desconstrói qualquer argumento contrário. É o que está acontecendo em todas as argumentações aqui. Só gostaria que você olhasse os comentários do vídeo que o Alberto indicou no YouTube. Chamar as meninas de gostosas e querer saber o Facebook e de onde elas são também são parte da brincadeira? Você tem noção do que pode acontecer a essas meninas que aparecem no vídeo quando forem descobertas lá?

          Só quero acrescentar um detalhe. A Aracele é mulher, por isso Franco, ela tem TODO o direito de se sentir constrangida. Se você não se sente assim quando é chamado de gordo, é o SEU ponto de vista. Mas você não é mulher para saber o que a Aracele sente. E ela tem o direito de sentir o que quiser, dá mesma forma que você, ok?

          • Prometi a mim mesmo que não ia mais comentar nesse artigo, pois já percebi bem como funcionam as coisas e a cabeça de vocês (Fred, Aracele e Cia Ltda). Mas, fiquei curioso e eu não me aguento, o que de tão grave pode acontecer com as meninas se alguém descobrir o Facebook delas?

            PS.: O fato da a Aracele ser mulher e não ter gostado não significa absolutamente nada. Como você disse ao Franco o mesmo vale para ela. Condenar é uma opinião DELA. Não gostar, certamente é também direito dela. Temos a Aracele e mais uma meia dúzia de meninas que não gostou, ou não concordou inteiramente, conversei com DEZENAS de meninas no evento que adoraram e perguntaram se ia ter novamente no ano que vem.

            Volto a dizer toda essa discussão é uma questão de OPINIÃO, nada mais do que isso. Acho que vocês tem todo o direito de não terem gostado, mas certamente não tem o direito de condenar, só porque vocês não gostaram, e concordo com o Padula, jogar isso na internet, só causa mais problemas.

          • Bom, em respeito à sua fala anterior de não comentar mais, deixei o seu último comentário sem resposta. Mas já que você resolveu voltar, também o farei.

            1º) Eu demorei meses na terapia pra descobrir como a minha cabeça funcionava. Você percebeu a mesma coisa com uma única publicação e alguns comentários. Você é um cara muito foda. 🙂

            2º) Existe uma diferença entre “descobrir o Facebook de alguém” e “descobrir o Facebook daquela gostosa”. Inclusive você participou de uma palestra sobre segurança em redes sociais no Latinoware, não é mesmo? Se mesmo assim você não consegue perceber a diferença de intenção nas duas frases acima, então realmente você não vai entender nenhum outro argumento sobre esse assunto.

            3º) Por que a Aracele não ter gostado não significa nada, mas VOCÊ ter gostado significa alguma coisa?

            4º) Não conversei com dezenas de meninas no evento (até mesmo porque eu não tive acesso a esse tanto). As com as quais eu conversei (mais de 10, com certeza) acharam aquilo ruim. Mas várias delas preferiram não se manifestar, pra “evitar problemas futuros” (palavras delas, não minhas). Engraçado isso, né? Se é só uma brincadeira, por que elas ficaram com medo de contestar?

            5º) Se é uma questão de opinião, por que é que eu sou obrigado a concordar com a sua? Afinal de contas, tenho o direito de discordar, não? E por que é que a minha opinião contrária na Internet causa problemas, mas os vídeos no YouTube não? Aliás, o tempo inteiro você clama por equilíbrio e respeito à opinião dos outros. Então por que você não respeita a minha e de outras pessoas que comentaram aqui? Afinal, foi você quem veio aqui dizer que entendemos tudo errado, era só brincadeira. Por que é que nós é que estamos errados? Ou falando de outra forma, por que é que a visão “da brincadeira” é que é a correta?

        • “O ponto focal que vejo em todas essas discussões que envolvem minorias vs maiorias, politicamente correto vs humor e todos os relacionados, é que, a meu ver, e na minha opinião, estamos criando uma doutrina do “politicamente correto”,”

          Acho bem engraçado as pessoas que reclamam do “politicamente correto”. Se não incentivamos o que consideramos politicamente correto, vamos incentivar o quê? Devemos parar de tentar conscientizar as pessoas em relação ao meio ambiente, ao software livre, à ética, ao respeito à diversidade, etc simplesmente para não criar uma “doutrina do politicamente correto”?

          "Perae pessoal, onde está nosso livre arbitrio? Em que momento tivemos todos a nossa capacidade intelectual tão drasticamente reduzida, a ponto de não sabermos mais diferenciar uma brincadeira, de uma manifestação realmente xeonofobica ou depreciativa?"

          Penso que por trás dessas brincadeiras sempre há uma visão de mundo sendo reproduzida… Além disso, quando a brincadeira é feita em espaços públicos como a televisão ou em um evento com mais de 4000 pessoas, o impacto disso não é tão desprezível assim.

          Pegando o exemplo das brincadeiras entre torcedores de futebol, imagine o impacto que isso teria se, por exemplo, o sistema de som do Olímpico chamasse os torcedores do Inter de macaco ou que o presidente do Grêmio viesse a público dizer isso.

          Incentivar a participação feminina no setor de tecnologia e nas comunidades de software livre é algo que está em pauta nos dias atuais e esse tipo de “brincadeira” não contribui em nada para isso, muito pelo contrário.

          • Olha sinceramente, desisto. Me sinto falando com uma porta. Eu até tinha várias considerações sobre perigo real na rede x Paranóia galopante, reforçar a questão do respeito a liberdade dos outros, mas sinceramente não vale a pena.

            É como tentar conversar com argumentos com fanáticos religiosos. Você pode argumentar, argumentar e a pessoa volta sempre com o mesmo disco, tipo vitrola quebrada.

            Não vale a pena. Deixa pra lá!

          • Pois é. Foi assim que me senti discutindo com você, com seus argumentos repetitivos de “opinião”, “liberdade alheia” e “muita gente gostou”. 🙂

            Realmente não vale a pena…

  7. Pois é! Isso é bem bizarro e eu culpo a mentalidade “Open” que tenta substituir a idéia “Free” original, com individualidade e inconsequência, se envolvendo com o certo só quando lhe traz benefícios diretos e imediatos.

    Se ética continuasse sendo o primeiro e principal argumento estaríamos a assistindo isso?
    Mas para o “Open” a ética só atrapalha… Bela mudança que transemos para o mundo.

  8. Tem gente que acha bonito ser feio. Fazer brincadeira com os estereótipos e preconceitos, é tão ridículo quanto o próprio preconceito.
    Um evento em que a liberdade, o conhecimento e a integração estão em alta, pessoas reforçam idéias que já deveriam inexistir desde sempre.
    Encontro no século XXI, atitude do século XIX. Fica aqui o meu repúdio.

  9. Apoio INTEGRALMENTE a sua fala Frederico! Devemos, de uma vez por todas, acabar com algumas ações na terra onde a Liberdade e o Respeito deveriam ser práticas cotidianas. Porque software livre sem pensamento livre de preconceito, de estereótipo DE QUALQUER TIPO tem seu sentido negado na essência da sua concepção. Viva a Liberdade! Viva o Respeito! Viva o Software Livre!

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