Poesia urbana: transformando pássaros e rede elétrica em música

O músico Jarbas Agnelli viu uma foto no Estadão em que apareciam pássaros pousados em uma rede elétrica. Como aquilo lembrava notas em uma partitura, ele resolveu produzir uma música pra ver no que dava.
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O resultado é lindo (eu cheguei a ficar emocionado)! E fez sucesso no mundo inteiro. Aqui está a música que ele criou:




Birds on the Wires
by Jarbas Agnelli on Vimeo

E aqui uma apresentação dele no TEDxSP contado a história toda. Vale a pena ver, inclusive porque ele fez uma versão estendida da música e toca ao vivo no final:




TEDxSP 2009 – Jarbas Agnelli: “Birds on the wires”, a história e a música por trás de uma foto
by TEDxSP on YouTube

A máxima de que "a poesia está nos olhos de quem vê" nunca foi tão verdadeira. E fica a lição de que pássaros produzem música até quando não cantam.  🙂

(a dica veio dessa publicação)

@Brasileiros na RedMatrix

Coisas que talvez você não saiba sobre rodeios

Pra quem ainda acha que rodeios são eventos da cultura brasileira e acredita nas balelas de que os animais não sofrem, deem uma lida no relatório que está anexo a essa mensagem.

NADA justifica um "espetáculo" que promove a tortura de animais para entretenimento humano. O problema é que essa é uma atividade que envolve muita grana, tanto para os organizadores quanto para os patrocinadores. E muitos políticos se envolvem nisso, porque essas festas são um palco cheio para pedir votos, pois sempre, infelizmente, atraem a atenção de muitas pessoas.

Já passou da hora de darmos um basta a isso.

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Manifestação de estudantes após professor da USP defender golpe de 1964

#^Estudantes invadem sala de aula na USP após professor defender golpe de 1964

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Alunos de Direito fizeram ‘escracho’ em sala de aula no Largo de São Francisco após professor defender golpe de 1964

O bacana é que foi tudo filmado, desde antes da entrada dos alunos, o que dá pra ter uma ideia do quão reaça é o professor (o vídeo está no final da reportagem). Um destaque para esse trecho do texto que o sujeito leu para os alunos (esse trecho foi lido antes do vídeo começar a ser gravado), onde ele traça um "perfil da sua personalidade":

"Durante minha infância/adolescência, consolidei em silêncio minha opção íntima pelo seguinte perfil de personalidade, em ordem alfabética: a) aristocratismo; b) burguesismo; c) capitalismo; d) direitismo; e) euro-brasilidade; f) família; g) individualismo; h) liberalismo; i) música erudita; j) panamericanismo; k) propriedade privada; l) tradição judaico-cristã. Nos tempos atuais, mantenho em meu íntimo, de modo pétreo, as doze opções da minha infância/adolescência"

É triste ver como o perfil dele consegue reunir alguns dos atributos que eu considero mais abomináveis no ser humano. E mais triste ainda por imaginar que, se ele ainda dá aula na USP, é porque tem gente que concorda com esse perfil (ou tem preguiça demais para fazer qualquer coisa contra ele)…