Alguns links da Lola sobre feminismo e um “bônus” do 300

Citei a @lolaescreva em meu texto anterior e resolver indicar aqui alguns links (dentre os vários textos que ela escreve) que ajudam a entender o meu embasamento para a discussão sobre o feminismo.

Essa é uma lista muito curta e bem focada nas questões da representação da mulher e o papel dos homens, por isso recomendo acompanhar o blog da Lola diariamente (sim, ela publica diariamente!) para uma visão mais geral do que ela defende. É sempre uma leitura muito prazerosa e didática. Os links estão em ordem cronológica, começando pelo mais antigo.

O problema de não ser o último homem na Terra

Coisinhas ainda na minha cabeça sobre o lingerie day

Machismo é tão natural que alguns nem notam

Cultura de estupro? Não, imagine!

Momentos de tensão numa palestra

Estatísticas pra você guardar e usar

Já o (infeliz) bônus é uma publicação do blog 300 de 2009, sobre o lingerie day. A publicação em si não tem muita diferença da produzida pela Lola e citada acima. Mas achei importante colocá-la aqui por conta de alguns comentários. Eles são de uma estupidez que beira o absurdo. Por isso valem como uma referência de como as pessoas podem ser intolerantes:

O #lingerieday não é coisa de outro mundo

Como desconsiderar mulheres e homossexuais (de uma só vez) brincando em eventos

É uma pena que no Latinoware desse ano (2012) vários avanços na discussão sobre o papel das mulheres na tecnologia foram jogados na lata do lixo deixados de lado, por conta de atividades paralelas à programação oficial. Nas tardes dos dia 17 e 18 foram organizados “concursos” para escolher a meninas que dançassem melhor. Mas entre os critérios de escolha estavam a idade e se elas tinham namorado. E entre as músicas escolhidas, o “repertório” variava do funk aos forrós com letras de duplo sentido. No dia 18 teve uma diferença, é que também teve uma parte masculina. Com dois detalhes. Aos homens não se perguntava se tinham namoradas e as músicas selecionadas faziam clara alusão ao homossexualismo (“YMCA“, “I will survive”  e “Robocop Gay“). Inclusive o critério de “seleção” era quem tinha maior “viadagem”.

Aí você vai falar, mas qual o problema disso? É só um farra, as meninas aceitavam dançar e até teve dança com os homens também. Mas considerar isso “só” uma farra é onde começa o problema. Não vou me alongar no problema das “brincadeiras” de conotação machista. A Lola faz isso com maestria, muito melhor do que eu. Mas acho importante destacar alguns pontos que indicam o problema.

  • Esse é um evento de software livre, um movimento que, em sua essência, deveria tratar todas as pessoas com igualdade e respeito. Colocar mulheres para rebolar e homens para dançar pejorativamente como homossexuais é o contrário disso. É reforçar estereótipos.
  • Em um evento como esse os “concursos” deveriam valorizar a inteligência e a criatividade das pessoas e não seu corpo, sua idade, seus relacionamentos nem o seu grau de “viadagem”.
  • Mostrar que mulheres são boas para rebolar e homens só podem se apresentar fingindo ser homossexuais reforça a ideia de que os homem (no sentido “macho” da palavra) tem o controle da situação e nunca é subjugado. Afinal os homens não estavam se apresentando como homens, mas sim como paródias homossexuais. Ou seja, eles não são assim, só estavam fingindo. Já as mulheres estavam no papel delas. A elas não foi pedido que agissem como lésbicas, mas como mulheres, cujo papel (na cabeça dessas pessoas) é rebolar, ser bonita e disponível para os machos presentes.
  • E o pior de tudo é tratar isso como “brincadeira”. Quando se adiciona o componente lúdico, além de desconstruir o discurso da crítica (afinal de contas, quem é contra “brincadeiras” é chato e resmungão), cria-se um precedente de que, quando é de brincadeira, vale tudo. O que me lembra uma série de “piadas” às quais não acho a melhor graça.

Portanto, acho que é hora de superarmos isso. Fazer mais do que simplesmente defender o software livre com falas, mas começar a fazê-lo também com ações. Inclusive nas cotidianas.

Atualização (21/10/2012): quero reforçar aqui, para evitar qualquer interpretação errada, que, como disse no início do texto, essas atividades que eu descrevi não faziam parte da programação oficial do evento. Eram atividades em paralelo que estavam acontecendo no espaço físico do evento. Além disso, como sei que nem sempre as pessoas leem os comentários, recomendo essa resposta que dei ao comentário do Alberto, uma vez que ela serve como complemento ao que eu escrevi aqui.

Resolvendo problemas de conectividade sem fio com a Intel Wireless-N 1000

Eu tinha um problema intermitente com o meu notebook Acer Aspire 1410 (o modelo de 11,6 polegadas). Ele usa um conector sem fio da Intel, cuja identificação que o lspcime fornece é:

02:00.0 Network controller: Intel Corporation Centrino Wireless-N 1000

O problema é que eu não conseguia manter a conexão com determinadas redes. Ele encontrava o access point, estabelecia a conexão e logo em seguida ela caía (às vezes nem chegava a conectar). Sempre atribuí isso a algum problema com a rede em si ou da forma como a minha máquina estabelecia a conexão. Mas como isso só acontecia de vez em quando, sempre deixava pra investigar o problema depois. Até que isso me encheu muito o saco no Latinoware desse ano (2012) e resolvi me dedicar um pouco mais ao problema.

Pois é. Repararam que usei o verbo “tinha” lá no início do texto? Isso é porque eu achei uma solução.  🙂  Aparentemente existe um problema com o driver desse dispositivo disponível na versão Wheezy da Debian e a banda N de conexão sem fio. Aí que eu fui sacar porque o problema era intermitente. Ele só acontece com roteadores que tenham suporte à banda N. O meu de casa, por exemplo, só tem suporte à B e G e por isso nunca tive problema lá.  🙂

E a solução do problema é maravilhosamente simples. Basta desativar o suporte à banda N no notebook. Pra isso, digite a seguinte sequência de comandos no terminal (repare que é uma única linha):

echo 'options iwlagn 11n_disable=1' | sudo tee /etc/modprobe.d/iwlagn.conf >/dev/null

Esse comando deve ser executado como usuário comum e subtende que você tenha o sudo ativo nas suas configurações e esse usuário seja liberado para executá-lo. Você também pode executá-lo como root (é só tirar o sudo da linha acima). Reinicie o computador em seguida e pronto. Pode partir para o abraço.  🙂

Eu encontrei essa preciosa dica nessa publicação do sítio de suporte do Ubuntu, o Ask Ubuntu.

Um texto meu lá no Caldeirão de Ideias

O atropelo dos últimos dias, nas vésperas das (frustantes) eleições aqui de BH, me mantiveram ocupado demais e eu não comentei aqui que meu amigo Robson Freire, que mantém o genial blog Caldeirão de Ideias me convidou para escrever um artigo a ser publicado lá. E o texto foi ao ar na sexta passada, dia 5 de outubro. O seu título é Educação e software livre: ética e técnica de mãos dadas e pode ser lido aqui.

Em breve eu o replicarei também aqui na teia e no SLEducacional, mas vou deixar um tempo exclusivamente no Caldeirão para não desviar as visitas de lá.

Mais uma vez agradeço o convite e o espaço gentilmente oferecido pelo Robson. É um prazer e uma honra poder aparecer em um espaço que eu respeito tanto quanto o Caldeirão de Ideias.