Nuvens incríveis

Não. Esse título não é uma metáfora para falar de alguma nova aplicação "nas nuvens". São as nuvens de verdade mesmo, aquelas coisas estranhas que ficam flutuando no céu. Pois bem, eu sempre tive fascinação por essas estruturas. Acho fantásticas as formas que elas assumem (e sempre achei meio bruxaria cair água delas). 🙂

Pois bem, um dos meus hobbies é justamente fotografar nuvens (qualquer dia eu faço uma exposição lá na galeria). Imaginem então a minha alegria ao encontrar esse artigo com uma galeria de nuvens bem diferentes. Elas são simplesmente geniais!

Então deem uma passada lá pra conferir e maravilhem-se também com o que a natureza consegue fazer quando tem tempo e condições adequadas. Vocês vão ver que as nuvens do céu são muito mais legais que as da computação.  😉

“Filhos do [GNU/]Linux” ajudam no debate da mudança de paradigmas

Acabei de assistir a uma matéria no Olhar Digital em que eles colocaram duas crianças (de 7 e de 9 anos) que sempre utilizaram o GNU/Linux para usar o Windows (será que isso pode ser considerado abuso infantil?   🙂 ). As falas das crianças ao longo do processo são ótimas:

“No Linux é fácil, mas eu não sei como o meu pai sabe mexer tanto assim no Windows. É mais difícil, tem várias coisas diferentes desse aqui para o outro (Linux)”

“O Linux não pergunta tantas coisas como este aqui (Windows)”

“Os jogos não são mais legais do que o do Linux. Se eu pudesse escolher, eu ia escolher o Linux”

E a matéria chega à conclusão que o melhor sistema operacional é aquele ao qual você está acostumado. Isso porque já haviam sido feitas duas matérias anteriores, em que usuários do Windows foram colocados pra trabalhar com o MacOS e com o GNU/Linux.

Tudo bem que não é nenhuma avaliação formal, mas essa pesquisa apresenta pelo menos dois problemas. O primeiro é que foram utilizados usuários de faixas etárias e conhecimentos diferentes. Por exemplo, para experimentar o MacOS, foram usados dois editores do Olhar Digital, para o GNU/Linux, dois usuários jovens e para o Windows, duas crianças. O segundo problema, mais sério na minha opinião, foram os critérios da avaliação. No caso do MacOS e do Windows eles experimentaram a operação da máquina. Já com o GNU/Linux, eles fizeram o processo inteiro, desde a instalação. Entretanto, apesar de terem avaliado mais aspectos, isso não ganha nenhum destaque na matéria, que ressalta apenas que eles tiveram dois problemas: o plugin do Flash e o uso do software aMSN. Ainda bem que, pelo menos, eles fizeram uma segunda matéria mostrando que o problema estava na forma que os usuários escolheram pra resolver os problemas e não no sistema em si. Mas bem que eles podiam ter destacado que o Flash é um software proprietário que não pode ser distribuído junto com o GNU/Linux (a não ser que se faça um contrato de distribuição junto à Adobe) e que a Microsoft vive mudando detalhes do protocolo da rede MSN justamente para dificultar que outros clientes conectem-se a ela.

Contudo, no frigir dos ovos, mesmo com todos os problemas de procedimentos e apresentação dos resultados, matérias desse tipo são importantes pelo menos para ajudar no debate de que qualquer mudança de paradigma é complicada, independente delas estarem em comportamentos pessoais ou no sistema operacional que utilizamos. Falta agora fazer uma avaliação mais séria de usabilidade e torná-la pública para que as pessoas percebam que um bom sistema operacional não é aquele ao qual elas estão acostumadas.