Prêmio Dardos

Selo do Prêmio DardosHá alguns dias a teia recebeu dois prêmios Dardos. Um deles veio da Suzana Gutierrez, através dessa publicação do Gutierrez/Su e o outro veio do José Antônio Küller, por essa publicação do Germinal. Por acaso, duranta a busca por mais detalhes sobre o prêmio, acabei descobrindo também qua já havia sido indicado, há muito tempo, pela Verônica Carvalho aqui, no Idéias em Blog, pela Semíramis Alencar, aqui, no Ne Quid Nimis, pela Cybele Meyer, aqui, no Educar Já!, pela Suzana Gutierrez, aqui, no Gutierrez/Su e pelo Robson Freire, aqui, no Caldeirão das Idéias. Agradeço a todos que indicaram a teia e peço desculpas aos últimos, pelo atraso do reconhecimento (realmente comi mosca aqui…). 

Explicando sobre esse prêmio, quem o recebe e o aceita deve seguir as seguintes regras:

  1. exibir o selo do prêmio;
  2. linkar o blog que atribuiu o prêmio;
  3. escolher quinze (15) outros blogs para entregar o "Prêmio Dardos".

Bom, o selo está aqui ao lado e os links estão lá em cima, nos blogs que indicaram a teia. O duro foi a terceira parte. Não que eu ache que outros blogs não mereçam (muito pelo contrário!), mas porque meu acompanhamento de novidades é bem "difuso". Eu acompanho a rede pelo nosso agregador e por indicações que chegam via identi.ca, Twitter, FriendFeed e Digg (por isso ele entraram nas "menções honrosas") . Na verdade eu acompanho mais as publicações do que os blogs propriamente ditos. Por isso, minhas indicações abaixo vão para aqueles que eu tenho uma maior interlocução, tanto com o blog em si como com a pessoa. Ah, e eles estão em ordem alfabética pelo nome do blog para evitar confusões do tipo melhor/pior.    Obviamente, além das indicações abaixo, indico de volta o prêmio também para as pessoas que me presentarem com ele, pois todas elas também fazem parte dessa lista.

Como ganhei mais de um prêmio, estou abrindo uma "menção honrosa" aos agregadores que eu uso…

… e indicando alguns fora da nossa teia educacional:

  • Bem Legaus – André Montejorge – Novidades, bobagens, produtos, serviços e produções artesanais. Tudo "bem legaus"
  • Bichinhos de Jardim – Clara Gomes – A Clara mostra como pegar "bichinhos fofinhos" e criar um humor deliciosamente sarcástico
  • Blog do Vicente – Vicente Sloboda – Muitas dicas bacanas sobre tecnologia em geral e software livre em particular
  • Eu podia tá matando,  eu podia tá roubando, mas estou aqui blogando – Silveira, Cassiano e Marco – Além do título genial, esse é um sítio repleto de humor inteligente e ótimas dicas de bobagens em geral
  • splitbrain.org – Andreas Gohr – Blog pessoal do criador do DokuWiki, com algumas dicas interessantes para o uso de recursos da Interrnet
  • Tadeu’s Blog – Tadeu Cruz – Minhas fonte de dicas de jogos legais para GNU/Linux e novidades tecnológicas

Bom, se mais alguém me indicou para o Dardos e eu não citei aqui, peço desculpas e autorizo a enviar um "puxão de orelha" nos comentários… 

“There she is!!” – amor e preconceito em animação coreana

A história já é velha: amor impossível entre dois indivíduos gerando manifestações de apoio e de repulsa pelos outros. Entretanto, There she is!!, uma animação coreana (que são conhecidas como manhwa), faz isso de uma maneira singular. A começar pelos personagens, que são um gato (Nabi) e uma coelha (Doki). Sim, a primeira vista pode parecer bem miguxo, mas não se deixe enganar pelas aparências. A história (que é contada em 5 partes) ganha intensidade e contornos dramáticos a partir do 3º episódio.

Outro diferencial da animação é que ela foi produzida originalmente em Flash, o que lhe garante leveza estética e bastante agilidade. Não existe nenhuma fala, mas cada episódio possui como tema de fundo uma música pop coreana. Detalhe, os vídeos duram o tempo das músicas. Existem também alguns elementos surreais bem divertidos (coisa comum em animações orientais), como quando Nabi é perseguido por um bando de animais selvagens no 2º episódio (sendo um dos animais um rinoceronte).

Por fim, a história de Nabi e Doki levam a uma reflexão que também é velha, mas (pro bem ou pro mal) continua atual: como as relações individuais são influenciadas e influenciam o entorno social. A história de There she is!! está repleta de elementos de preconceito e intolerância, especialmente raciais. E a relação deles provoca tanto incômodo que influencia as "pessoas" (na verdade os outros gatos e coelhos) a volta a tomarem partidos pró e contra o namoro. Inclusive com conflitos entre os grupos (alguém aí pensou nas diversas crises do Oriente Médio?). Mas o desfecho é bastante interessante. Inclusive, prestem atenção no último episódio pois ele possui várias informações de "entrelinhas".

Em suma, uma história bonita e muito rica para se trabalhar em ambientes educacionais (e também fora deles). Como não existem falas, pode ser trabalhado em qualquer nível. E eu acho que gera boas discussões, variadas de acordo com a idade dos expectadores. Eu particularmente achei bastante rica de significados a cena dos cachecóis pendurados nas árvores, no 5º episódio (mas estou evitando falar muito pra não estragar o prazer da descoberta da história)… 

Abaixo estão os links para baixar os episódios, em Flash, o que também pode ser feito diretamente da página dos produtores (onde vocês encontram mais detalhes). Ah, em tempo, eu fiquei sabendo dessa animação nessa publicação do divertidíssimo blog Eu podia tá matando, que, inclusive, possui links para assistir os vídeos no YouTube (mas a qualidade do Flash é BEM melhor).

Caso não estejam aparecendo os selos dos episódios acima, é possível acessá-los pelos links abaixo:

Novas regras do português no Firefox e OpenOffice.org/BrOffice.org

A notícia não é nova, mas ainda está em tempo de divulgar… 

O projeto BrOffice.org, que cuida da "versão brasileira" do pacote de escritório OpenOffice.org, desenvolveu um verificador ortográfico que já está adequado às novas regras do português. Seu nome é Vero. E o mais bacana é que ele pode ser utilizado em outros aplicativos, além do BrOffice.org/OpenOffice.org. Por exemplo, no navegador Firefox.

Essa publicação do blog Dicas de Informática traz detalhes de como implementar essa solução e deixar o seu navegador indicar os seus erros. Obviamente não é uma solução 100%. Imprecisões podem ocorrer (como em qualquer corretor ortográfico). Mas a sua taxa de acerto é grande o suficiente para ser confiável para nossas publicações. 

Maiores informações de outros usos do Vero podem ser conseguidas na página do projeto.

E, pra finalizar, uma observação. Não é curioso que o software livre tenha se adaptado às novas regras antes do software proprietário, que vive apregoando ser mais eficiente e oferecer melhor suporte?    Mais um bom motivo pras pessoas deixarem de usar aquele outro (chamado) navegador de Internet cheio de brechas de segurança e que não respeita os padrões internacionais.

Mais sobre Gaza

Era pra eu ter publicado isso na semana passada, mas não teve jeito. São duas recomendações de leitura sobre os conflitos em Gaza.

A primeira é o ótimo artigo Mídia, blogues, cidadãos jornalistas e as notícias de Gaza do blog Escrevinhamentos, onde o autor, Victor Barone, faz uma análise sobre a posição e atuação da mídia nesse conflito.

A segunda é mais intensa. É o blog Moments of Gaza, que é mantido por ativistas e cidadãos da Faixa de Gaza. Contém detalhes do que está acontecendo e o sentimento das pessoas que moram lá. E, seguindo as recomendações do seu artigo Ways of support, que pede a divulgação do blog, estou aqui anunciando o trabalho dessas pessoas e convido outros blogueiros a fazerem o mesmo.

Geradores eólicos de uso doméstico

O Blog do Vicente mandou mais uma dica bacana. Na verdade várias. Nessa publicação ele indica três artigos que ensinam como produzir energia eólica a partir de geradores construídos artesanalmente. Isso pode gerar uma boa economia de eletricidade no final do mês.

Agora, se você mora em Fortaleza, a "capital nacional do vento", você pode até mesmo zerar a sua conta… 

O Blog do Vicente produz alguns artigos bem bacanas e eu recomendo sua leitura. Ah e ele também pode ser acompanhado no Twitter.

Executando aplicações AIR sem instalar o Adobe AIR no GNU/Linux

A Adobe lançou, há algum tempo, uma nova tecnologia chamada Adobe AIR. Explicando rapidamente, é um ambiente de execução que permite o desenvolvimento de aplicações web, mas independentes do navegador. Ele funciona mais ou menos como o Java, da Sun. Ou seja, você desenvolve uma aplicação AIR e precisa da máquina virtual pra ela poder funcionar.

Como a idéia é ser multiplataforma (será que escrevi isso corretamente? essa alteração do português está me matando… ), eles lançaram versões da máquina virtual para o Windows, Macintosh e GNU/Linux. Até aí tudo bem. As pessoas podem até comemorar isso como um avanço, por uma empresa ter se lembrado do pinguim (essa eu sei que escrevi direito… ). Porém, o instalador do GNU/Linux possui uma peculiaridade: ele precisa de privilégios de root para instalar. Isso mesmo. Você não pode instalá-lo em seu espaço de usuário. Só no sistema como um todo. Incômodo a parte, isso não seria problemático se não tivesse mais um pequeno detalhe. As aplicações AIR também exigem privilégios de root para serem executadas! Ou seja, se você quiser instalar qualquer aplicação, mesmo pra testes, precisar dar a ela privilégios de superusuário. Isso, no GNU/Linux, é algo quase insano. Instalar ou não uma aplicação com privilégio de root deveria ser opcional e não obrigatório. Tal prática pode até ser comum em outros (chamados) sistemas operacionais. Mas aqui na terra do pinguim isso beira a heresia. Uma explicação (com demonstração) desse problema pode ser encontrada nesse artigo (em inglês) no blog splitbrain.org.

Mas aí eu descobri uma publicação no blog do Logan Buesching que ensina como executar aplicações AIR sem ter que instalar nem a máquina virtual nem a aplicação. Ou seja, funciona tudo no seu espaço de usuário, sem problema algum. O restante desse artigo é uma tradução livre do original (que está em inglês).

Segundo o Logan, para que os aplicativos AIR funcionem, basta seguir os seguintes passos:

  1. baixe o AIR SDK;
  2. crie um diretório no lugar que você quiser e descompacte o arquivo dentro desse diretório;
  3. baixe uma aplicação AIR (uma sugestão para testes é o Spaz, um excelente cliente de código aberto para o Twitter);
  4. mais uma vez, crie um diretório no lugar que você quiser e descompacte o arquivo .AIR (isso mesmo, apesar da terminação, esse é na verdade um arquivo zipado);
  5. digite o comando baseado no seguinte modelo:

<caminho_do_air_sdk>/adl -nodebug <caminho_da_aplicação_air>/META-INF/AIR/application.xml <caminho_da_aplicação_air>

(esse comando deverá ficar todo em uma linha só)

Por exemplo, imagine que você descompactou o AIR SDK em um diretório air_sdk, dentro da raiz seu diretório de usuário (home) e o Spaz dentro de um diretório spaz, também dentro do seu diretório de usuário. Dessa forma, o caminho para o AIR SDK será ~/air_sdk e para o Spaz, ~/spaz (~ é um atalho que significa a raiz do diretório de usuário atual). Assim, o comando acima ficaria da seguinte forma:

~/air_sdk/bin/adl -nodebug ~/spaz/META-INF/AIR/application.xml ~/spaz/

Eu fiz uns testes aqui e funcionou. A aplicação rodou meio lenta, mas estou atribuindo isso ao fato da necessidade da máquina virtual (aplicações Java também não são um primor de velocidade aqui). Mas façam o teste e vejam o que acham. Se alguém quiser colococar nos comentários o resultado obtido com essa e outras aplicações, será de grande valia…  

Dicionários Michaelis gratuitos para uso on-line

Acabei de ler no Blog do Vicente a notícia de que a UOL liberou o acesso gratuito aos dicionários Michaelis on-line. Antes disponíveis somente para os assinantes, eles agora podem ser consultados por qualquer visitante.

Os links para acessar os dicionários são:

Maiores detalhes na publicação original do Blog do Vicente.

Mobilização digital a favor do cessar-fogo em Gaza e alguns links sobre o assunto

O Avaaz.org é, segundo definição no próprio sítio, "uma nova rede de mobilização global com uma simples missão democrática: acabar com a brecha entre o mundo que nós temos e o mundo que queremos". A proposta é interessante e a sua implementação é bem direta e simples: eles utilizam a Internet para mobilizar e/ou notificar pessoas sobre situações que exigem algum tipo de intervenção.

Eles já promoveram várias campanhas. E atualmente estão organizando um abaixo-assinado em favor de um cessar-fogo em Gaza. Muita gente considera esses abaixo-assinados pouco eficientes, mas, na verdade, eles possuem, pelo menos, o efeito de incitar a discussão sobre determinados temas. Eu normalmente participo das campanhas do Avaaz.org e não deixaria essa de fora. Convido as pessoas a fazerem o mesmo.

Ah, e pra quem quiser se inteirar mais do assunto, a Miriam Salles e a Suzana Gutierrez publicaram em seus blogs (respectivamente aqui e aqui) referências sobre o assunto. Parabéns pela coletânea, meninas!

OpenStreetMap, mapas do mundo todo editáveis como um wiki

Existem diversos serviços de mapas disponíveis na Internet. Dois dos mais famosos são o Google Maps e o Yahoo! Local. Logotipo do OpenStreetMapEntretanto, as informações disponíveis nesses mapas possuem restrições legais. Por isso não podem ser utilizadas livremente.

Dessa forma surgiu o projeto OpenStreetMap. Ele é um wiki, com um recurso de exibição de mapas do mundo todo. Esses mapas são alteráveis pelos seus usuários e o nível da alteração varia, desde a inserção de detalhes, como, por exemplo, a localização de postos de gasolina nas estradas ou nomes de ruas e avenidas até a criação do mapa de uma região inteira. Tudo feito de maneira colaborativa, ao estilo wiki.

Algumas pessoas podem afirmar que isso pode gerar mapas errados. Entretanto, os chamados mapas "oficiais" também podem apresentar erros. Inclusive alguns apresentam erros propositais, como forma de rastrear possíveis cópias ilegais desses mapas. Além disso, alguns locais não são mapeados ou possuem mapeamento precário. Por exemplo, existe um projeto de mapeamento da Faixa de Gaza, para gerar mapas acurados (e livres) para serem utilizados por agências das Nações Unidas, ONGs e sítios web que estão cobrindo a atual crise.

Para começar a trabalhar nos mapas, é necessário fazer um cadastro nessa página. Caso deseje colaborar no wiki do projeto, faça o cadastro nessa página. Após preencher os dados, será enviado uma mensagem para o endereço de e-mail que você cadastrou. É necessário clicar no link de confirmação de cadastro que vai nessa mensagem para o seu usuário ser reconhecido. Feito isso, já é possível editar os mapas.

Caso deseje enviar mapas inteiros ou atualizações de GPS, o ideal é consultar a documentação presente no wiki. Existem um guia para iniciantes e um com mais detalhes.

Agora, se o que você quer é fazer pequenas alterações ou indicar pontos nos mapas já existentes, o caminho é mais fácil. Na caixa de busca (Search), localizada à esquerda da página, digite o nome da rua ou cidade que deseja editar. Será exibido, à direita, o mapa da região. Localize o ponto que deseja alterar e clique na aba Edit. A partir daí a tela muda, mostrando como fundo uma imagem da região, que servirá como referência para as edições. Nessa tela também encontramos três opções:

  • Start: inicia a edição do mapa. As alterações são enviadas instantanemente para o servidor, portanto, cuidado quando fizer as edições.
  • Play: se você quiser praticar um pouco antes de começar a edição de verdade, clique nessa opção. Nenhuma alteração que você fizer será enviada para os servidores do projeto.
  • Help: abre a página de ajuda do programa de edição, no wiki.

Durante a edição (ou o treino) é possível alterar as opções do programa. Para isso clique no ícone . Na janela que se abre é possível, entre outras coisas, selecionar a imagem a ser utilizada como fundo para a edição (caixa de seleção Background). Essa imagem é somente uma referência. As edições são feitas em uma camada que fica acima dela. Como o editor possui vários recursos de uso, recomenda-se dar uma lida em seu manual, que também é acessível através da opção Help, citada acima.

O OpenStreetMap é realmente um projeto muito bacana e abre algumas perspectivas interessantes de uso na educação. Por exemplo, pode-se trabalhar com os alunos para que eles mapeiem a região onde moram e acrescentem os detalhes no mapa, como nomes das ruas e pontos de referência. Além disso, caso tenha algum GPS disponível, é possível fazer trabalhos ainda mais elaborados, como, por exemplo, verificar se as informações das ruas estão corretas ou mesmo mandar informações mais precisas sobre os pontos de referência. Uma excelente oportunidade para se fazer um trabalho interdisciplinar nas escolas.