Semana do meio ambiente no Greepeace

O Greenpeace organizou um blog para a semana do meio ambiente. O mote principal do blog é o projeto de lei 6424/2005, que autoriza a derrubada de até 50% da vegetação nativa em propriedades privadas da Amazônia.

O interessante do blog é que é possível enviar vídeos protestando sobre o tema e eles irão colocar no ar. Uma idéia interessante seria trabalhar o tema nas escolas culminando com a produção de vídeos, que seriam enviados para o Greenpeace. É uma forma legal de trabalhar o tema e ainda estimular a atuação dos alunos (e professores) em relação ao problema.

Ah, nessa página também tem um link para o sítio oficial da campanha contra o projeto de lei, que tem um abaixo-assinado vitual muito bem feito, onde é possível indicar pessoas para assinar e saber se elas participaram. Uma boa forma de saber se seus amigos realmente estão fazendo alguma coisa em prol do meio ambiente. Wink

Entrevista com o Nelson Pretto

O Professor Nelson Pretto, da Faculdade de Educação da UFBA, é um dos pioneiros na discussão do uso de tecnologias em sala de aula. Ele mantém uma página (divertidamente caótica) e um blog (BEM mais organizado).

Acompanhando o blog Ciberespaço na Escola da Vanessa dos Santos, vi um vídeo, disponível no YouTube, de uma entrevista dele. Vale a pena assistir, tanto pela lucidez das idéias como pela forma didática que ele as apresenta. Obrigatório para todos os educadores. Valeu, Vanessa, pela garimpada! Smile

Colabore com a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul

O Japão mata mais de mil baleias por ano. Isso porque a carne desse animal, historicamente, tem uma forte presença na indústria alimentícia japonesa. Felizmente o Brasil (mesmo com o seu passado de caça e consumo de baleias) tem hoje uma postura bem firme no sentido de preservar esses animais e sempre vota contra a caça, nas reuniões da Comissão Internacional Baleeira – CIB (International Whaling Commission).

Em 1998, juntamente com outros países dessa comissão, propôs a criação de um Santuário de Baleias do Atlântico Sul. Esse santuário é uma área protegida nesse oceano, onde a caça às baleias é proibida. Já existem dois santuários, um no Oceano Índico e outro no Oceano Antártico. O problema é que eles são temporários e devem ser reavaliados pela CIB. Além disso, o Japão desrespeita a área do Oceano Antártico, caçando baleias lá e alegando que é para "fins científicos". A criação do santuário do Atlântico Sul ajudaria a regulamentar melhor essa situação, pois dificultaria a movimentação dos navios baleeiros por essas águas e tornaria todos os países costeiros dessa região diretamente responsáveis pela defesa das baleias.

Infelizmente é necessário que 3/4 dos países membros votem favoravelmente a essa proposta, para que ela seja aceita. E o Japão, segundo denúncias do Greenpeace, vem jogando pesado pra que isso não se concretize, inclusive com compra de votos desses países.

Assim, o Greenpeace lançou uma campanha pela criação do santuário. Visite a página e assine a carta ao presidente Lula, pedindo uma atuação mais firme em sua atuação junto à CIB. A participação de todos nós é muito importante para tentarmos reverter o quadro atual, tão desfavorável a esses magníficos animais. Abaixo, o vídeo da campanha.

A Google e o futuro da informática

Assisti hoje a uma reportagem do Jornal da Globo no blog Ciberespaço na Escola. Isso foi o gatilho para um texto que estou ensaiando escrever há algum tempo sobre a Google. O problema é que, mesmo resumindo minhas idéias, ele ficou meio grandinho (na verdade, ficou enorme). Para os corajosos que chegarem até o final, meus agradecimentos… 

E o tema, como indica o nome do artigo, é a Google. A não ser que você tenha vivido em uma caverna nos últimos 10 anos sabe que essa empresa é, hoje, a maior referência em buscas pela Internet. Mas poucos se dão conta que a Google é muito mais do que isso. E esse "muito mais" é bem mais assustador do que parece.

No vídeo citado acima, a Google é apresentada como uma empresa "inovadora" que vai "mudar o futuro da informática". E como ela vai fazer isso? Simples. Ela vai mover o processamento da máquina para a Internet. Ou seja, imagens, textos e até mesmo os programas, ao invés de ficarem no computador, vão para a grande rede. E chamam isso de "computação nas nuvens". Seguindo esse conceito, será possível acessar todos os seus arquivos de qualquer lugar do planeta, fazer computadores baratíssimos, pois ele só terá que acessar a rede, todo o resto do processamento será feito em um computador hospedado na Internet, e trabalhar remotamente com qualquer pessoa que esteja conectada à grande rede. Parece um conceito genial. Mas, do jeito que está sendo construído, não é.

Em primeiro lugar, esse conceito de "Internet Office" não é novo (e não é da Google). Já se discute isso desde meados da década de 90, logo após a popularização da Internet. A questão é que hoje a rede oferece uma infra-estrutura que torna isso possível. E a Google está se aproveitando disso e dando um nome. E, no mundo capitalista, quem dá nome a uma coisa, vira seu dono (é engraçado como isso é similar a alguns preceitos de escritos de magia, mas isso é outra discussão). 

E aí vem a primeira questão. Será que realmente é interessante colocarmos TUDO o que produzimos na Internet? O que acontece com conceitos como privacidade e segurança quando fazemos isso? Pode parecer papo paranóico, mas não é. Um exemplo disso é o GMail, que é da própria Google. Quem usa esse serviço já deve ter percebido que as propagandas que aparecem na tela, quando se está lendo alguma mensagem, têm a ver com o assunto e mesmo o conteúdo dessa mensagem. Isso porque o GMail tem um "robô" (que é um software) que analisa sua mensagem e procura por propagandas (em seu banco de dados) que tenham a ver com ela. Parece bem legal receber somente propagandas que você, em teoria, queira ver. Mas já pararam pra pensar que o mesmo robô que procura por propagandas contextualizadas pode passar esses dados para outros softwares ou bancos de dados? Essa mesma tecnologia é utilizada por todos os outros serviços oferecidos hoje diretamente pela Google.

No vídeo também mostra que a Google adquire várias pequenas empresas (uma por semana, em média!) para aproveitar suas idéias. E é fácil perceber isso. Repare que vários serviços disponíveis pela Internet hoje tem a marca Google. E quando ela não consegue adquirir determinada companhia, adquire uma similar e começa a fazer concorrência. Curiosamente esse é o mesmo estilo da Microsoft, que não criou praticamente nenhum de seus softwares, mas sim adquiriu-os de outras empresas e adaptou-os. Isso nos leva a pensar que a Google não é tão inovadora assim, mas, simplesmente, sabe administrar as oportunidades que surgem. Igual à Microsoft. A diferença é que a Google é mais sutil.

Em outro momento do vídeo, declara-se que os funcionários da Google podem dedicar parte do seu tempo de trabalho (20%) em projetos pessoais. Parece muito bacana uma empresa permitir isso. Só tem um detalhe. Os projetos, apesar de terem o nome de "pessoais", na verdade servem para aprimorar ou acrescentar produtos à própria Google. Ou seja, são projetos "pessoais" que pertencem à empresa. Não é um conceito curioso? 

Agora vamos compor o cenário. A Google tem, hoje acesso à praticamente qualquer tipo de informação sobre as pessoas. Duvida? Então olhem só. Com o buscador eles têm acesso a o que está sendo produzido na Internet e o que as pessoas acham disso (sítios mais visitados ou mais referenciados estão chamando mais atenção e devem ser analisados com mais cautela). Assim eles podem direcionar melhor seus esforços de aquisições: preste atenção àquilo que está chamando mais atenção. Com o GMail, o Google Talk e o Google Grupos eles tem acesso àquilo que está sendo conversado e discutido na rede. Com o Google Calendar, eles podem acessar os compromissos e tarefas das pessoas. Com o Orkut, eles têm acesso a gostos pessoais, rede de relacionamentos e atividades dos usuários. Com o Blogger e o Jaiku (serviço semelhante ao Twitter) eles tem acesso a conteúdo produzido e a o que as pessoas estão fazendo. Com o Picasa, às imagens. E, por fim, com o Google Documents eles podem acessar os documentos que as pessoas produzem. Esse, particularmente, é o pesadelo dos paranóicos. Lembrem-se que as pessoas perdem um pouco a noção de que, ao usar um serviço desses, seu conteúdo está hospedado em uma empresa de outro país e acabam colocando dados que, definitivamente, não deveriam sair nem mesmo do computador delas. Pra vocês terem uma idéia do nível de preocupação lá fora, dêem uma olhada nesse artigo da folha, que fala do GMail e a questão da privacidade.

Agora imaginem um grande serviço de mineração de dados em cima disso tudo. Com isso, e dependendo da atividade da pessoa, a Google pode traçar um perfil completo dela, desde gostos pessoais até imagens e atividades. Essa informação pode ser usada para várias atividades e interessam a várias empresas, especialmente as da área de seguros e planos de saúde. Além disso, dados na Internet significam menos sigilo, menos privacidade e maior exposição a ataques e vírus. Isso por um motivo muito simples. Por mais que se invista em tecnologia de combate a malwares, é impossível construir um sistema à prova de falhas. E isso é a realidade hoje. Imaginem quando as pessoas começarem a fazer TODO o seu trabalho na Internet? Ah, e é sempre bom lembrar que a tal "computação nas nuvens" só estará acessível a quem tiver conexão rápida com a Internet. Em um país como o nosso em que nem mesmo o acesso discado está disponível em alguns locais, como fica isso? E outra, usando os celulares como analogia, é sempre bom lembrar que hoje, serviços de telefonia móvel podem custar muito mais do que o aparelho. Então de que adianta produzir computadores baratos se o preço do serviço para acessar os programas na rede for elevado? Estaremos criando uma nova categoria de exclusão digital?

Bom, depois de tudo isso, quer dizer que devemos abolir a Internet das nossas vidas? De forma alguma! Mas devemos ter cuidado e usar os recursos disponíveis com critério. E ter sempre em mente que empresas como a Google apesar de parecerem "boazinhas", no final das contas são empresas. E como tais, sua preocupação final é com o lucro. É sempre bom lembrar disso antes de colocarmos nossas "vidas digitais" na mão delas.

Bahia – Wagner, diga não às drogas!

A Bahia está passando por um momento complicado em relação ao uso do software livre. Recentemente o governador de lá assinou um protocolo de intenções com a Microsoft que pode por em risco uma série de trabalhos já realizados lá, na área de software livre. Abaixo encontra-se uma descrição mais detalhada desse processo e da campanha "Wagner, diga não às drogas!".

A teia apóia essa campanha e convida outros a fazerem o mesmo.

As informações abaixo foram divulgadas na lista Dicas-L.

 

Pôster declaração do Bill Gates

 

Colaboração: Rafael Gomes

Como é de conhecimento de muitos da comunidade de Software Livre do Brasil, o governandor da Bahia , Jaques Wagner, assinou um protocolo de intenções com a Microsoft. De acordo com o Diario Oficial, esse protocolo visa a fomentação de cursos de inglês do programa "English for all" e também a instalação de telecentros com licenças que poderiam ser doadas ou vendidas por "baixo" custo.

Atentem para o fato do protocolo não ter sido divulgado em momento algum e que não foi dado nenhum detalhe de como esses projetos irão ser implantados.

Uma coisa é fato, o dinheiro publico será usado para implantar algo que já existe no estado. O projeto Berimbau Livre que customizou a distribuição Debian BR CDD (Atual BrDesktop) para que então tivessem como resultado o Berimbau Linux que é utilizado amplamente nos telecentros de inúmeros municipios da Bahia.

A comunidade de Software Livre da Bahia está se manifestando contra a esse tipo de ação e irá cobrar respostas do nosso governador sobre o acontecido.

Nesse link está sendo tratado as informações sobre a reação do PSL-BA contra esse ato. E foi lançado a campanha "Wagner, diga não às drogas!" para que sirva de alerta para o nosso governador não afunde anos de trabalho dos projetos de Software Livre da Bahia criando uma dependência desnecessária na nossa infraestrutura.

Ao pessoal da comunidade Software Livre de todo Brasil eu solicito ajuda para que essa campanha seja divulgada nacionalmente.


http://twiki.dcc.ufba.br/bin/view/PSL/WagnerDigaNaoAsDrogas

Diga não você também Wagner, diga não às drogas!!!

Wagner, diga não às drogas!

Ecoogler: muito marketing, pouca informação

Li hoje no blog da Miriam uma notícia sobre uma ferramenta de busca chamada Ecoogler que usa o mecanismo do Google, com um caráter "ecológico". A cada 10.000 buscas, uma árvore será plantada na Floresta Amazônica. Como esse tipo de assunto sempre me chama a atenção, resolvi ver qual é.

Bom, de cara, como biólogo que sou, não posso deixar de fazer algumas perguntas chatas:

  • Onde essas árvores serão plantadas?
  • Quem for plantá-las vai fazer isso com autorização do governo brasileiro (ou vão usar o argumento de que a Amazônia é do mundo)?
  • Quem vai selecionar as espécies a serem plantadas?

Aí, em busca dessas respostas, resolvi entrar no sítio da busca. E conhecer melhor a tal da Aquaverde. A página da busca é bem espartana, não tem quase nada. E a única referência externa é obtida clicando-se nos ícones das folhas e mudas, logo abaixo da caixa de busca. O problema é que, quando se clica nesses ícones, vai-se pra outra página que também não tem nenhuma informação, nem mesmo o nome da ONG responsável. Nada. Somente uma série fotos de (supostos) índios plantando mudas e de algumas crianças. Ou seja, zero de conteúdo, mas alto apelo emocional.

Resolvi então entrar no sítio da ONG. Logo de cara a estranheza. O endereço do sítio é http://www.aquaverde.com. Peraí, mas não é ONG? Então por que .com? Toda ONG séria que eu conheço (e atá algumas nem tão sérias assim) tem endereço .org. Pode parecer bobagem, mas pequenos detalhes desse tipo falam muito sobre as reais intenções dos envolvidos. Vem então, a segunda surpresa. Com um nome desses (e a proposta de proteger a floresta amazônica), achei que fosse uma ONG brasileira. Ledo engano. Sua sede é na Genebra. Hummm… Isso tá ficando cada vez mais curioso…

De cara, no sítio, a primeira informação errada, na forma de um aviso: Portuguese version under construction, quando, na verdade o link para a versão em português está logo acima do aviso. E aí pintou uma dúvida. Se é pra avisar que a versão em português não está pronta, o alerta não deveria estar nesse idioma? Por que interessaria a alguém que fala inglês saber que a versão em português está em fase de construção?

A última atualização do sítio é de 2006, segundo o rodapé. Mas peraí. Eles não estão atuando agora com o Ecoogler? E não atualizam o sítio desde 2006??? Achei que fosse só algum esquecimento de atualização da data, mas nas páginas internas, essa data de atualização se confirma. E as confusões não param por aí.

O sítio está em três versões: inglês, francês e português. E a versão em português possui diferenças em relação ao inglês e francês. Inclusive, navegando por esses dois idiomas, vi que alguns links estão quebrados e levam a uma página de erro. Bom, mas ainda na questão do idioma, a parte em português do sítio possui algumas páginas que não foram traduzidas. Uai, o sítio não é atualizado desde 2006 e ainda tem partes não traduzidas? Isso tá com toda a cara de abandono da estrutura. Inclusive, pra reforçar a tese do abandono, em NENHUM lugar do sítio (e eu procurei bastante) é citado o projeto Ecoogler. Como é que uma ONG não divulga, com destaque, um projeto desses no seu próprio sítio? Das duas uma: ela não leva a sério ou o projeto ou o sítio.

Por fim, a ideologia. A página com a filosofia da ONG é, pra dizer o mínimo, confusa. Eles começam falando que "seu objetivo é promover e apoiar toda iniciativa que vise criar uma nova dimensão entre a sociedade e o meio ambiente, no âmbito do desenvolvimento sustentável". Ou seja, um tanto de frases de efeito absolutamente vazias de conteúdo. O que é "nova dimensão"? Qual o modelo de "desenvolvimento sustentável" que eles defendem? E terminam com "o objetivo maior da Associação é induzir e promover uma nova visão da cooperação para o desenvolvimento e das relações internacionais para a realização de ações baseadas na reciprocidade". Ué, dois objetivos? E o segundo é tão vazio de conteúdo quanto o primeiro. Com um detalhe sutil. Eles afirmam querer "induzir" "uma nova visão de cooperação". Desde quando cooperação pode ser algo induzido? Não deveria ser algo construído coletivamente?

Ainda nessa página, tem um parágrafo que é bem significativo: "A Associação está priorizando a preservação da água na Amazônia, que hoje detém 1/4 das reservas de água potável do planeta". Hummm… Água… E repare que é o único parágrafo bem claro (e com o destaque para "priorizando"). Considerando o nome da ONG e o destaque que a água tem no sítio inteiro, acho que agora está bem explícito a que eles se propõem.

Por fim, os patrocinadores ("diga-me com quem tu andas e eu direi quem és"). Dois. Uma viação aérea (Flybaboo, eu adorei esse nome!) Laughing e uma empresa de perfume (Parfums Balmain). E até aqui tem coisas curiosas. Primeiro, na página da Flybaboo um anúncio de que eles apóiam a ONG desde 1º de abril de 2008 (parece piada pronta, 1º de abril). Smile Mas, curioso, se a página da ONG não é atualizada desde 2006, como é que o patrocínio da Flybaboo, que é de abril de 2008, aparece lá? Estranho… Estranho… Mas o melhor é a Parfums Balmain. Quando se clica no link para o seu sítio, cai-se na página de propaganda de um perfume. Qual o nome dele? Qual? Qual? Eau d’Amazonie de Balmain!!! Ou, pra quem entende o francês (ou usa tradutor on-line como eu) Água da Amazônia de Balmain. Não é genial???

Em resumo, uma ONG da Genebra, que deixa claro em seu sítio (mas assume de forma confusa) que se preocupa com a água da Amazônia, se dispõe (mas não fala como) a plantar árvores (de espécies não identificadas) em áreas (não especificadas) da Amazônia, não cita esse projeto de plantio em nenhum lugar do seu sítio (que, além de ter informações incorretas e confusas, teoricamente não é atualizado desde 2006) e é patrocinada por uma empresa de viação aérea e uma produtora de perfume (que tem um produto chamado "Água da Amazônia de Balmain"). Sinceramente? É muita coisa esquisita pro meu gosto. Ou seja, Ecoogler? Tô fora! Tongue out

O problema é que esse discurso (pseudo) ambientalista convence muita gente. Especialmente porque, realmente, estamos passando por um momento em que os desastres ambientais estão cada vez mais frequentes. Portanto, não é de má-fé que as pessoas adotam o Ecoogler. É uma tentativa, legítima de fazer alguma coisa pra ajudar.

Mas será que todo mundo já pensou que pode colaborar muito mais com o meio ambiente executando pequenas ações locais? Por exemplo, plante uma árvore na rua, em frente à sua casa/prédio. Junte um grupo de pessoas, procure as administrações de parques de jardins da sua cidade e veja se é possível "adotar" alguma praça ou parque. Trabalhe na sua escola para estimular essas idéias (e aproveite pra plantar árvores lá também). A situação na Floresta Amazônica está realmente complicada, gente, mas não é só lá que precisamos de árvores. Se as cidades tivessem mais áreas verdes, muita coisa já seria diferente, inclusive para o nosso convívio diário. Aprendam a usar a máxima do movimento ambientalista: "pensem globalmente, ajam localmente". O planeta agradece… Wink

Ilustrações científicas do Ernest Haeckel disponíveis na rede

Numa época em que não existia a fotografia, o registro de imagens científicas (especialmente as biológicas) era feito por meio de desenhos à mão. É importante ressaltar que as pessoas que faziam essas ilustrações tinham que ser muito criteriosas, para reproduzir os detalhes com o máximo de exatidão. Dessa forma, alguns desses trabalhos são verdadeiras obras de arte. E um desses "artistas" mais famosos foi o naturalista alemão Ernst Heinrich Philipp August Haeckel.

Eu, que já sou um grande fã das ilustrações do Haeckel desde a época da faculdade, fui brindado com uma boa surpresa hoje. Através dessa publicação da Miriam em seu blog, cheguei até duas páginas geniais. Uma com várias imagens tiradas dos trabalhos do Haeckel e com fundo transparente (perfeitas para usar como fundo de tela ou em sítios de Internet) e outra com as ilustrações originais escaneadas (e as páginas descritivas com o nome de cada exemplar representado). As obras são belíssimas e irão agradar não somente aos biólogos como também qualquer pessoa que aprecie arte.

Aqui você encontra as imagens com fundo transparente e aqui os originais.

Os animais salvam o planeta

A idéia é simples (e nem tão original assim). Pegue uma série de animais, dê um tratamento "antropomórfico" a eles e use-os para passar uma mensagem importante. Isso funciona particularmente bem com crianças, pois desperta muito a sua atenção. Agora a forma de implementar essa idéia é que faz toda a diferença.

E o sítio The Animals Save the Planet, desenvolvido pelo canal de TV por assinatura Animal Planet faz esse trabalho com maestria. Tanto na produção visual das páginas, que tem um aspecto de terem sido produzidas com massa de modelar, quanto na qualidade dos vídeos. Esses são curtos e cada um passa uma mensagem de preservação ambiental diferente. Mas sem serem sisudos ou moralistas. Muito pelo contrário! Alguns, como o vídeo inicial, que mostra uma vaca com alguns problemas de… gases… são simplesmente hilários! E o sotaque inglês carregadíssimo dá um toque especial a eles.

Pena que nem todas as seções do sítio são acessíveis no GNU/Linux (por culpa do flash, não do navegador), mas pelo menos dá pra ver todos os vídeos e as "fichas dos personagens". Visita imperdível!

Agregador de blogs educativos

Existe um grupo de discussão muito legal pra quem se interessa pelo uso da Internet na educação que é o Blogs Educativos. Apesar do nome, lá se discutem outras tecnologia além do blog, apesar desse ser o tema mais recorrente. As discussões são sempre de alto nível e as pessoas são muito bacanas e sempre prontas a ajudar. Vale a pena assiná-lo.

Como praticamente todo mundo que participa do grupo mantém um blog, surgiu a idéia de agregá-los em um sítio usando o software Planet. Assim, além de ficar mais fácil acompanhar as publicações, ajuda também a divulgar os blogs em si. Pra quem quiser acompanhar o agregador, o endereço é: http://blogseducativos.teia.bio.br.

E pra quem possui um blog que tenha um cunho educativo, assine a lista e peça lá para que ele seja acrescentado ao agregador.