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Um dos maiores problemas que temos para avaliar o impacto de catástrofes ambientais é a noção da sua abrangência. Por exemplo, quando ouvimos que "quatro estádios de futebol são cortados por dia na Amazônia", até temos uma noção geral do que é isso, mas, ainda assim, a ideia acaba ficando meio vaga. Se considerarmos eventos de proporções maiores, como o grande vazamento de petróleo da British Petroleum no Golfo do México, isso fica ainda mais complicado.
Foi pensando especificamente nesse caso que o sítio If it was my home (algo como "E se fosse a minha casa") foi criado. Ele utiliza a tecnologia do Google Maps para colocar a mancha de petróleo sobreposta a um mapa da sua cidade (que o sítio descobre baseado no endereço IP da sua conexão). Um recurso interessante é que você pode deslocar a mancha para outros locais, o que ajuda ainda mais na comparação. Só agora, depois de ver no mapa, eu tive real dimensão da tragédia. E fiquei mais horrorizado do que já estava. 
O If it was my home é uma ideia simples, mas bastante eficiente no que se propõe. Algo a ser considerado em outras campanhas e divulgações de notícias que envolvam eventos de dimensões maiores.
E acharam mais um bug no Twitter. Ontem (10 de maio de 2010) vários usuários começaram a reclamar que suas listas de seguidores e seguidos estavam zeradas. Detalhe, esse não era o bug, mas a correção dele. 
O que aconteceu é que foi divulgada uma falha no Twitter que permitia que você acrescentasse qualquer pessoa à sua lista de seguidores. Bastava digitar accept nome_do_usuário e esse usuário automaticamente se tornava seu seguidor, sem nenhuma necessidade de confirmação por parte dele.
Agora o mais divertido foi a forma como o erro foi descoberto: por puro acidente. Isso mesmo. Segundo o sítio Mashable, um usuário turco, fã da banda de heavy metal Accept, publicou em seu Twitter a mensagem "Accept pwnz", como uma homenagem à banda (pwnz é uma expressão de exaltação, maiores detalhes no Urban Dictionary). Então ele percebeu que o usuário @pwnz passou a fazer parte da sua lista de seguidores. O descobridor do problema publicou em seu blog (em turco) o feito e aí um monte de gente passou a colecionar seguidores. Foi aí que a equipe do Twitter interviu, corrigiu o erro e zerou todas as contas, para poder restaurar ao estado anterior. Nesse momento começou caos entre as pessoas, que achavam que tinham perdido seus contatos. Mas tudo está bem agora (até o próximo problema, claro). 
Quando uma rede social do porte do Twitter deixa passar um bug, no mínimo primário, como esse, é sinal que alguma coisa não está muito certa. Pelo jeito o pessoal anda bem relaxado lá no viveiro do passarinho azul...
Ah, nem preciso comentar que o identi.ca, não possui esse problema, além de ter mais recursos que o Twitter e estar traduzido pro nosso (e vários outros) idioma, né? Então, o que você está esperando pra experimentar um microblog que funciona de verdade? E que tal me acompanhar lá? 
O título desse artigo é a tradução de um slide que aparece na apresentação abaixo, originalmente obtida sítio do TED. Ativem a legenda em inglês para entender melhor, pois ele fala muito rápido.
Em resumo, o Greenpeace queria um nome que representasse as baleias para uma campanha e, dentre os diversos nomes eruditos que apareceram, surgiu um, em tom de brincadeira: "Mister Splashy Pants". É algo intraduzível para o português, mas basicamente brinca com a onomatopeia "splash" e o sentido de respingo, gerando algo similar a "Senhor Calças Respingadas".
O interessante é que o nome pegou e começaram a surgir diversas campanhas em prol dessa escolhas. O Greenpeace chegou a estender a votação por mais uma semana, pois achou que aquilo era só uma brincadeira. Mas a situação não mudou e o resultado final foi a vitória de "Mister Splashy Pants", com 78% dos votos (o segundo lugar ficou com somente 3%).
Voltando ao título do artigo, a lição principal que fica dessa história é justamente que você não controla aquilo que coloca na Internet. Se você abrir uma enquete, permitir que os usuários façam comentários em suas publicações, pedir por colaborações online, ou abrir espaço para qualquer outro tipo de interação, esteja preparado para qualquer coisa. E saiba que qualquer pessoa tem tanto poder quanto você na Internet. E isso não é ruim! Mesmo que existam os vandalismos, mesmo que possam surgir bobagens, o verdadeiro sentido da informação online é justamente esse: todos estão no mesmo nível e todos podem participar. É isso que apavora a grande mídia e é por isso que eles tentam, a todo custo, deter essa produção de informações.
Sei que vivemos momentos de medo, com blogueiros sendo processados em um ritmo cada vez mais intenso. Mas isso não deve ser utilizado como justificativa para impedirmos a participação das pessoas em nossas publicações. Quando fazemos isso, a Internet fica mais pobre, pois perde um importante componente que é a interação. Tentemos ser maiores que o nosso medo. Os resultados positivos podem não ser imediatos, mas com certeza estaremos contribuindo para a construção de uma Internet mais bacana.
Quando estava fechando esse artigo, recebi a indicação do Sérgio Lima sobre um artigo do blog do Glaydson Lima bem interessante que explica, de maneira bem clara, a questão legal dos comentários em blogs. Vale a leitura.
Vocês já deve ter reparado que vários sítios possuem um pequeno ícone ao lado do endereço, na barra do navegador (a teia, por exemplo, tem um "e" estilizado). O nome desse ícone é favicon, que é uma contração de "favorite icon", ou seja, "ícone de favorito". Isso porque a ideia surgiu originalmente no Internet Explorer 4 (sim, você leu direito, o Internet Explorer deu uma contribuição positiva para a Internet!!!) e servia para identificar os favoritos desse navegador. O seu uso se popularizou e hoje todos os navegadores mais conhecidos utilizam essa tecnologia.
Antes, para produzir um favicon, era necessário um conhecimento mínimo de manipulação de imagem, para deixá-la do tamanho certo (o favicon tem, por padrão, 16x16 pixels de tamanho). Agora existe um serviço web que simplifica absurdamente esse trabalho. É o FavIcon from Pics. Você envia a imagem a ser convertida, regula os parâmetros disponíveis e ele gera o ícone pra você. Tem até a opção de acrescentar um texto que fica passando como um letreiro. Uma mão na roda pra quem precisa produzir um (ou vários) favicons e está sem muito tempo ou ânimo pra abrir o editor de imagens.
Graças a um retweet da @liliansta, acabei de assistir a uma das ideias mais interessantes de uso do YouTube: um jogo! Isso mesmo, um sujeito identificado como PatrickBoivin produziu uma competição de breakdance entre Batman e Curinga na forma de vídeos do YouTube. As animações do jogo foram produzidas em stop-motion (muito bem feitas, por sinal!) e a interação é por conta do recurso de criar links de um vídeo para o outro. Funciona assim, você escolhe o seu jogador (o Batman ou o Curinga) no vídeo inicial e é levado a outro vídeo, onde aparecem os dois na mesma tela, com uma espécie de placar no alto. A partir daí o seu adversário executará uma série de movimentos de break na tela. Ao final, aparece uma sequência de letras no placar dele. Você deve esperar a mesma sequência aparecer no placar do seu jogador. Quando isso acontecer, clique no botão de interação, que fica no meio da tela ao alto. Se você conseguir clicar a tempo, ele executará a mesma sequência (com alguns acréscimos legais). Como é mais fácil ver do que explicar essa dinâmica, experimente na tela abaixo. Você também pode jogar no próprio YouTube.
A jogabilidade em si é simples e limitada, pois as sequências serão sempre as mesmas. Mas a ideia do jogo é muito interessante e abre algumas perspectivas bacanas de como utilizar o YouTube para outras coisas além de só assistir aos filmes. Vamos ver se outras ideias legais surgem na esteira dessa.
O (suposto) navegador web Internet Explorer reconhece uma série de sintaxes HTML fora do padrão internacional definido pelo W3C. E não reconhece (ou passou a reconhecer tardiamente) alguns elementos que já são padrão, como, por exemplo, o fundo transparente de imagens PNG (se você é um infeliz usuário do IE até a versão 6, vai ver um fundo branco no logo da teia, lá em cima, ao invés da transparência).
Essas incompatibilidades são o inferno dos desenvolvedores web, que acabam tendo que criar truques para adequar suas páginas a vários navegadores. Infelizmente alguns (também supostos) desenvolvedores nem se dão a esse trabalho. Simplesmente criam uma página que, teoricamente, só funciona no Internet Explorer e colocam um aviso de exclusividade de navegador (os famosos "Essa página é melhor visualizada no Internet Explorer"). Alguns outros fazem ainda pior e embutem códigos de JavaScript que simplesmente impedem o seu acesso à página caso você não utilize o (pretenso) navegador. Com isso, muita gente que não estão usando o dito cujo acham que a culpa é do navegador, numa falsa ilusão de que o produto da Microsoft é melhor porque abre qualquer página.
Mas como é que os desenvolvedores sabem qual navegador está acessando seu sítio? Simples. Toda vez que o navegador faz a requisição da página para o servidor onde ela está hospedada, ele envia uma série de informações chamadas User Agent strings, que, normalmente, possuem os seguintes dados: nome e versão do navegador, sistema operacional do usuário e o idioma preferencial. É graças a essas informações que, por exemplo, serviços de estatísticas conseguem dizer quais navegadores chegaram ao seu sítio.
Entretanto você pode alterar essas informações enviadas pelo seu navegador. Pra quem usa o Firefox, é possível fazer isso manualmente alterando as configurações do navegador através do recurso about:config. Ou usar um complemento que simplifica bem o seu trabalho: o User Agent Switcher. Após instalá-lo, sempre que quiser mudar a "identidade" do seu navegador, basta ir até o menu "Ferramentas", escolher a opção "User Agent Switcher" e selecionar a desejada. Inclusive o complemento tem uma opção para acrescentar novas informações de User Agent. Isso, associado às informações disponínveis no excelente sítio User Agent String.Com, lhe dão recursos para assumir a identidade de qualquer navegador, em qualquer sistema operacional e em qualquer idioma.
Experimente esse complemento e supreenda-se ao descobrir que muitas páginas "melhor visualizadas no Internet Explorer", funcionam perfeitamente bem no Firefox.
Em outubro de 2007 eu migrei a teia para a DreamHost, hospedagem que eu uso até hoje. Não que tenha alguma coisa contra hospedagens nacionais. Mas a relação custo/benefício deles é excelente, pro nível de serviço que eu quero. Existem várias hospedagens boas aqui no Brasil. Entretanto existem algumas complicadas. E é justamente de uma dessas que eu vou falar aqui.
A Ângela Glavam, uma velha conhecida de listas de discussão, mantenedora dos sítios Bibi-Piaf e Toque de Arte, enfrentou uma série de problemas com a SunHost (o sítio dela que estava hospedado na SunHost é o Toque de Arte). Fiquei tão assombrado com o nível do atendimento deles que pedi a ela que descrevesse os fatos para colocar aqui na teia. Abaixo está o relato que ela me enviou.
Contratei os serviços de hospedagem de site da empresa SUNHOST INFORMATICA (SUNHOST INFORMATICA LTDA - ME/Rua FERNANDO GRUBER Nº 155 Sl. 01 - Bairro 25 DE JULHO -São Bento do Sul - SC - CEP: 89.290-000 - CNPJ 08.689.306/0001-09) há algum tempo.
Em 7 de março do corrente ano (2009) paguei adiantada a anuidade da hospedagem. Na semana passada o site apresentou problemas de segurança (indicados em email enviado pelo Google) e foi resetado. Desde então não consegui mais fazer nenhuma publicação nele, já que um problema no Painel de Controle impede que as extensões Front Page sejam instaladas corretamente e, sem elas, o site não funciona na totalidade.
Após 5 dias de intensa troca de emails e promessas de que o problema seria resolvido (não foi resolvido até hoje, dia 18 de maio de 2009) solicitei o cancelamento da minha conta e o reembolso da quantia equivalente aos 10 meses de serviço de hospedagem ainda não utilizados.
Resposta da Sunhost:
"Conforme já informado e explicado não será feita nenhuma devolução do valor pago."
Diante da recusa, argumentei que a empresa está abusando da boa-fé e da honestidade do cliente, que sua propaganda é enganosa , nenhum chat anunciado funciona e não há qualquer telefone para contato como manda a lei. Disse-lhes não saber se tais atitudes são produto de má-fé, se desconhecem a Lei ou se simplesmente esperam permanecer impunes. Avisei que estava enviando a mensagem com cópia para a Defesa do Consumidor de O Globo e publicando nos principais serviços de Defesa do Consumidor na Internet e que mantenho registro de toda a correspondência que trocamos, onde se vê claramente a Sunhost enviar respostas que não respeitam a veracidade dos fatos.
Resposta da Sunhost:
"A Sra. pode fazer essas 'denúncias' sem problema nenhum, mas já lhe adianto que estará apenas perdendo seu tempo."
Em novo email para a empresa, desautorizei o cancelamento da conta até que façam a devolução do valor referente a não utilização da hospedagem por 10 meses, segundo contrato com validade de 17 de março de 2009 a 17 de março de 2010.
A recusa persiste - "Só efetuamos devolução do valor pago para novos clientes e no prazo de 30 dias, fora isso somente em algum caso especial, o qual não se enquadra o seu. Podemos cancelar sua conta?" - demonstrando cabalmente o descaso pelo direito do consumidor e pela lei.
Não é meio assustador quando uma empresa escreve um e-mail (ou seja, um documento) declarando ser perda de tempo exigir seus direitos? O que eles pensam dos seus clientes?
E o pior é que, infelizmente, eles não estão sós nesse descaso, vide as diversas reclamações contra outras empresas que vemos diariamente. Será que algum dia essas empresas vão perceber que sem clientes elas não sobrevivem? E será que esses clientes algum dia aprenderão que a melhor forma de cobrar uma postura mais decente dessas empresas é justamente boicotando seus serviços e denunciando seus erros?
E vocês, amigos? Já passaram por problemas assim? E como reagiram a eles?
Entre rápido nessa página da Microsoft (você leu direito, é da Microsoft mesmo). Resista ao apelo no alto da tela para "Upgrade your Internet Experience" (com o ameaçador ícone do Internet Explorer
) e olhe bem para a imagem que se encontra no meio da tela à direita (agora é tarde, já mudaram a imagem, mas fica o registro e a "prova do crime"). Essa imagem é um link para um vídeo. A chamada é bem clara: virtualização de outros ambientes Windows no novo Windows 7 (e o vídeo trata justamente disso). Ou seja, uma imagem mostrando o Windows XP, que pode ser virtualizado dentro do Windows 7, certo? Errado! Olhe novamente a imagem.

Essa tela, na verdade é do XPDE, um ambiente desktop para GNU/Linux que tenta imitar ao máximo a aparência do Windows XP. Detalhe, essa imagem que aparece no sítio da Microsoft é essa aqui, da galeria de imagens do XPDE (tem até o Gimp na barra de tarefas). Compare as duas e repare que a imagem que está no sítio da Microsoft foi cortada na sua parte superior.
Pois é, pelo jeito os desenvolvedores do XPDE conseguiram seu intento. O ambiente ficou tão parecido com o Windows XP que até a Microsoft se confundiu.
Ou será que esse é um reconhecimento de que o design do software livre é mais apresentável que o do Windows? Resta a dúvida... 
Ah, caso a Microsoft mude a tela, aqui tem uma captura da mesma, para fins históricos. E a dica da página veio do Djavan Fagundes, via identi.ca.
Atualização:
O Djavan fez a correção nos comentários: quem deu a indicação inicial não foi ele, mas o Lucas Mezencio, que tem um blog legal e acabou de escrever um artigo sobre um tema que eu já ia colocar aqui na teia: QRCodes. Ele é um sem-graça. 
Outra atualização (15/05/2009):
Eu falei pra vocês entrarem rápido na página, não falei? Pois não é que a Microsoft atualizou a imagem? Ainda bem que eu fiz uma captura da tela pra documentar a bobagem. Só falta agora falarem que foi montagem... 
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