serviço web

Mais um bug no Twitter

E acharam mais um bug no Twitter. Ontem (10 de maio de 2010) vários usuários começaram a reclamar que suas listas de seguidores e seguidos estavam zeradas. Detalhe, esse não era o bug, mas a correção dele. Smile

Twitter mortoO que aconteceu é que foi divulgada uma falha no Twitter que permitia que você acrescentasse qualquer pessoa à sua lista de seguidores. Bastava digitar accept nome_do_usuário e esse usuário automaticamente se tornava seu seguidor, sem nenhuma necessidade de confirmação por parte dele.

Agora o mais divertido foi a forma como o erro foi descoberto: por puro acidente. Isso mesmo. Segundo o sítio Mashable, um usuário turco, fã da banda de heavy metal Accept, publicou em seu Twitter a mensagem "Accept pwnz", como uma homenagem à banda (pwnz é uma expressão de exaltação, maiores detalhes no Urban Dictionary). Então ele percebeu que o usuário @pwnz passou a fazer parte da sua lista de seguidores. O descobridor do problema publicou em seu blog (em turco) o feito e aí um monte de gente passou a colecionar seguidores. Foi aí que a equipe do Twitter interviu, corrigiu o erro e zerou todas as contas, para poder restaurar ao estado anterior. Nesse momento começou caos entre as pessoas, que achavam que tinham perdido seus contatos. Mas tudo está bem agora (até o próximo problema, claro).  Wink

Quando uma rede social do porte do Twitter deixa passar um bug, no mínimo primário, como esse, é sinal que alguma coisa não está muito certa. Pelo jeito o pessoal anda bem relaxado lá no viveiro do passarinho azul...

Ah, nem preciso comentar que o identi.ca, não possui esse problema, além de ter mais recursos que o Twitter e estar traduzido pro nosso (e vários outros) idioma, né? Então, o que você está esperando pra experimentar um microblog que funciona de verdade? E que tal me acompanhar lá?  Wink

Como produzir favicons a partir de imagens GIF

Vocês já deve ter reparado que vários sítios possuem um pequeno ícone ao lado do endereço, na barra do navegador (a  teia, por exemplo, tem um "e" estilizado). O nome desse ícone é favicon, que é uma contração de "favorite icon", ou seja, "ícone de favorito". Isso porque a ideia surgiu originalmente no Internet Explorer 4 (sim, você leu direito, o Internet Explorer deu uma contribuição positiva para a Internet!!!) e servia para identificar os favoritos desse navegador. O seu uso se popularizou e hoje todos os navegadores mais conhecidos utilizam essa tecnologia.

Antes, para produzir um favicon, era necessário um conhecimento mínimo de manipulação de imagem, para deixá-la do tamanho certo (o favicon tem, por padrão, 16x16 pixels de tamanho). Agora existe um serviço web que simplifica absurdamente esse trabalho. É o FavIcon from Pics. Você envia a imagem a ser convertida, regula os parâmetros disponíveis e ele gera o ícone pra você. Tem até a opção de acrescentar um texto que fica passando como um letreiro. Uma mão na roda pra quem precisa produzir um (ou vários) favicons e está sem muito tempo ou ânimo pra abrir o editor de imagens.

Disponibilização de scripts na Internet

Sabe aquele script no qual você ficou horas trabalhando até deixá-lo redondinho? Ou então aquele trecho de código que você está tentando fazer funcionar, mas não consegue encontrar o erro de jeito nenhum? Se em qualquer dessas situações você quer compartilhar o seu resultado, seja pra tirar dúvidas ou disponibilizar para que outras pessoas possam se beneficiar dele, existe duas soluções bem interessantes para lhe atender.

A primeira, e mais simples, é o sítio Nopaste. Nele é possível colar o seu script ou trecho de código a ser compartilhado, escrever uma descrição e um apelido pra você e selecionar o tipo de linguagem do código (pra ele poder marcá-lo adequadamente). Ao clicar no botão Paste, o seu código já estará disponível. Além disso ele gera uma URL para o seu código, que você pode passar para as outras pessoas. O Nopaste é muito útil quando você, por exemplo, precisa tirar alguma dúvida em determinado trecho de código quando está conversando com alguém via IRC ou comunicador instantâneo.

A segunda opção tem um direcionamento maior para o compartilhamento da informação, possuindo, inclusive, elementos de redes sociais e é bem mais elaborado. Seu nome é Command-line Fu e nele, além de cadastrar o seu código, é possível avaliar os códigos disponíveis, comentá-los e marcar os que você considera mais interessantes, para futuras consultas. O serviço é muito bem feito e é um local obrigatório para desenvolvedores e outras pessoas interessadas em shell script.

Hospedagem web gratuita com blog, wiki, álbum de fotos, cms e fórum de discussão

A teia e os outros sítios pessoais que eu mantenho estão hospedados na Dreamhost. É uma empresa que, apesar de despertar a ira de alguns, nunca me decepcionou. E a relação custo-benefício deles é ótima e ficou famosa: banda, armazenamento, bancos de dados e domínios ilimitados mais acesso via ssh por 120 dólares anuais. Encontrei alguns poucos problemas de indisponibilidade temporária, que se sanaram bem rapidamente. Mas como eu só mantenho sítios de uso pessoal lá, isso nunca me gerou nenhuma dor de cabeça.

Pois agora o pessoal resolveu inovar ainda mais. Lançaram um serviço de hospedagem de aplicações totalmente gratuito: o DreamHost Apps. E não é nenhuma hospedagem meia-boca não. Ao assinar o serviço, você ganha uma instalação de cada um dos seguintes softwares:

Além disso, o usuário ganha também os serviços disponibilizados pela Google no pacote GoogleApps: Gmail, Google Talk, Google Agenda e Google Docs. Isso tudo personalizado no seu endereço web (com direito a mais 49 contas além da sua). Tá bom ou quer mais? 

Um detalhe interessante é que você pode usar o endereço deles ou registrar um próprio. No primeiro caso, seu endereço vai ser alguma_coisa.dreamhosters.com (por exemplo, zezinho.dreamhosters.com). A segunda opção é bem mais interessante porque além de ter um endereço de Internet próprio (o que é bem mais charmoso) você também passa a ter um endereço de e-mail exclusivo seu. E uma vez que você pode criar até 50 contas, pode ter e-mails para atividades diferentes. Por exemplo, vamos supor que você registre o endereço soubacana.com.br. Você pode ter endereços do tipo listas@soubacana.com.br somente para assinar listas de discussão e pessoal@soubacana.com.br somente para e-mails pessoais. Claro que esses exemplos foram simplórios, mas servem bem pra ilustrar as potencialidades que se abrem.

E registrar um domínio é fácil. Caso você queira algum que termine em .br, vá até registro.br, faça o seu cadastro, veja se o endereço desejado está disponível e faça o seu registro. Os registros custam 30 reais por ano, com exceção do .nom.br, que custa 10. Agora, se não fizer questão do .br, pode registrar pelo próprio DreamHost Apps ao custo de 9,95 dólares anuais.

Portanto, o que você está esperando? Vai lá garantir o seu, porque o número de inscrições é limitado. E quem quiser divulgar a nova "casa" aqui nos comentários, fique à vontade. 

Agora, se ao invés de assinar o DreamHost Apps você estiver interessado na hospedagem DreamHost, basta, durante o preenchimento do cadastro, informar o código TEIA (tudo em maiúsculo) e você ganha, na hora, um desconto de 30 dólares na sua assinatura. Para maiores informações, é só entrar em contato.

Hospedagem e ferramenta de busca livres

Se você mora no planeta Terra há mais de um ano, já ouviu falar da Wikipédia , a famosa enciclopédia livre, editável por qualquer um. Mas talvez não saiba que um dos seus fundadores, Jimmy Wales, mantém um outro site, o Wikia Inc. , que possui fins lucrativos e é agrega uma coleção de comunidades, construídas usando o mesmo software da Wikipédia, o Wikimedia. O Wikia possui um acervo bem interessante de comunidades, de sites da área de saúde, como comunidades de psicologia e diabetes, a comunidades voltadas para o entretenimento, como enciclopédias sobre a Marvel e a DC, as duas mais famosas editoras de quadrinhos dos Estados Unidos.

E agora Jimmy inova mais uma vez (na verdade, mais duas vezes Smile ).

Em primeiro lugar, a Wikia lançou um serviço chamado Openserving , que é um serviço de hospedagem baseado ao máximo na filosofia do software livre. No Openserving, além de hospedar as páginas gratuitamente, usando uma versão enxuta do Mediawiki, (que é o software onde roda a Wikipédia e o Wikia), toda a receita gerada pelo site pertence ao seu dono e não à Wikia. Isso é uma mudança radical nesse tipo de modelo, uma vez que os outros hospedeiros gratuitos recebem o dinheiro gerado por anúncios nos sites hospedados.

O outro anúncio, ainda mais instigante, é o anúncio da criação de uma ferramenta de busca, que será software livre e editável pelos usuários, na forma de um Wiki. Uma das queixas (e inspirações) para a criação dessa ferramenta, além da óbvia relevância de se possuir algo assim como software livre, é a ordenação dos resultados, há muito questionada, e que é baseada na quantidade de links apontando para aquela página. Dessa forma, páginas muito relevantes, mas pouco citadas, acabam ficando atrás de sites muitas vezes medíocres ou manipulados (sim, é possível trapacear no Google e muita gente sabe como fazê-lo). O projeto já tem site oficial e nome: Wikiasari, mas ainda está embrionário. A idéia é excelente, mas se ela vai vingar ou não, só o tempo vai dizer.