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Sempre que a palavra "contágio" é mencionada, imediatamente a associamos a coisas ruins: doenças, morte, invalidez.... Mas e se o sentido dessa palavra fosse subvertido para passar uma mensagem positiva? E se fosse possível contaminar pessoas com um "vírus" capaz de melhorar suas vidas? Essa é a mensagem que a indiana Kiran Bir Sethi nos transmite em sua fala no TED.
É uma apresentação valiosa pois nos mostra como iniciativas simples podem fazer uma grande diferença. E o detalhe mais importante dessa história é que não estamos falando de países como a França, Alemanha, Reino Unido ou Estados Unidos, mas sim da Índia, um país cheio de contrastes (e bem mais próximo da nossa realidade). Com a segunda maior população do planeta, eles são, segundo dados da Wikipédia, o 134º país do mundo na classificação do IDH, 139º em esperança de vida, 143º em mortalidade infantil e 147º em alfabetização. A título de comparação, para o Brasil, esses números são: 75º no IDH, 92º em esperança de vida, 106º em mortalidade infantil e 95º em alfabetização. Além disso, existem 23 idiomas nacionais (os mais importantes são o hindu e o inglês) e mais de 1600 (!!!) dialetos locais. E mesmo com todos essa diversidade e dificuldades, a Kiran conseguiu realizar um trabalho maravilhoso de valorização das crianças em um país reconhecido mundialmente pelos seus problemas com trabalho infantil.
Mas aí vem as perguntas fatais. E no Brasil? Por que não fazemos algo desse tipo? Por que ao invés de esperar um novo projeto do governo não fazemos, nós mesmo esse trabalho de valorização das crianças? Por que ao invés de campanhas anuais de mega-arrecadação de dinheiro não trabalhos propostas simples, mas que durarão para sempre? Como diz a palestrante, foi preciso somente um homem (o Gandhi) para mudar toda uma nação. Será que não podemos mudar nem ao menos a realidade que nos cerca? Ficam os questionamentos (e o incômodo)...
(a dica do vídeo veio dessa publicação, do blog do Fábio Prudente)
O título desse artigo é a tradução de um slide que aparece na apresentação abaixo, originalmente obtida sítio do TED. Ativem a legenda em inglês para entender melhor, pois ele fala muito rápido.
Em resumo, o Greenpeace queria um nome que representasse as baleias para uma campanha e, dentre os diversos nomes eruditos que apareceram, surgiu um, em tom de brincadeira: "Mister Splashy Pants". É algo intraduzível para o português, mas basicamente brinca com a onomatopeia "splash" e o sentido de respingo, gerando algo similar a "Senhor Calças Respingadas".
O interessante é que o nome pegou e começaram a surgir diversas campanhas em prol dessa escolhas. O Greenpeace chegou a estender a votação por mais uma semana, pois achou que aquilo era só uma brincadeira. Mas a situação não mudou e o resultado final foi a vitória de "Mister Splashy Pants", com 78% dos votos (o segundo lugar ficou com somente 3%).
Voltando ao título do artigo, a lição principal que fica dessa história é justamente que você não controla aquilo que coloca na Internet. Se você abrir uma enquete, permitir que os usuários façam comentários em suas publicações, pedir por colaborações online, ou abrir espaço para qualquer outro tipo de interação, esteja preparado para qualquer coisa. E saiba que qualquer pessoa tem tanto poder quanto você na Internet. E isso não é ruim! Mesmo que existam os vandalismos, mesmo que possam surgir bobagens, o verdadeiro sentido da informação online é justamente esse: todos estão no mesmo nível e todos podem participar. É isso que apavora a grande mídia e é por isso que eles tentam, a todo custo, deter essa produção de informações.
Sei que vivemos momentos de medo, com blogueiros sendo processados em um ritmo cada vez mais intenso. Mas isso não deve ser utilizado como justificativa para impedirmos a participação das pessoas em nossas publicações. Quando fazemos isso, a Internet fica mais pobre, pois perde um importante componente que é a interação. Tentemos ser maiores que o nosso medo. Os resultados positivos podem não ser imediatos, mas com certeza estaremos contribuindo para a construção de uma Internet mais bacana.
Quando estava fechando esse artigo, recebi a indicação do Sérgio Lima sobre um artigo do blog do Glaydson Lima bem interessante que explica, de maneira bem clara, a questão legal dos comentários em blogs. Vale a leitura.
1500 horas montando peças de Lego e tirando fotos. E o resultado é um tributo fantástico aos videogames de terceira geração (os famosos 8-bit), em uma animação stop-motion primorosamente construída (combinada com uma música que vai lembrar o jogos dessa época). Coisa de geek.
P.S.: No YouTube é possível assistir em alta definição. Vale a pena!
Antes de continuar lendo essa publicação, assista ao vídeo abaixo (descoberto graças a essa mensagem no Twitter do Karlisson):
Esse é um bom exemplo de como um único indivíduo consegue disparar um processo de movimentação popular. Repare que as primeiras pessoas que aparecem, estão lá só como zombaria. Mas o processo de agregação vai se acelerando. Até o momento em que se atinge um limiar onde o crescimento passa a ser exponencial. E o rapaz cria uma "festa dentro da festa"... e literalmente some no meio do movimento que ele mesmo iniciou.
Cabe destacar que o ponto chave da movimentação é justamente o limiar, citado acima. O momento em que as pessoas param de se comportar como indivíduos e começam a agir como grupo. Freud (citando Le Bon) trata muito bem dessa questão do grupo em seu texto "A descrição de Le Bon da mente grupal" (encontrado no volume XVIII da "Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud"). O Le Bon afirma que:
"o grupo psicológico é um ser provisório, formado por elementos heterogêneos que por um momento se combinam, exatamente como as células que constituem um corpo vivo formam, por sua reunião, um novo ser que apresenta características muito diferentes daquelas possuídas por cada uma das células isoladamente".
Essa característica "orgânica" do grupo é particularmente interessante, pois permite que a emersão, no grupo, de propriedades que não pertençam a nenhum dos indivíduos em particular. E isso tem muito a ver com a forma como o movimento de software livre funciona. O seu desenvolvimento também só é possível graças à união de pessoas com características e habilidades diferentes, cuja sinergia produz resultados que talvez nenhum dos membros individualmente esperassem. Reparem também no vídeo, que quanto maior o grupo, mais pessoas são atraídas para ele. Projetos de softwares livres também são assim. Não é à toa que os "projetões" conseguem arregimentar mais colaboradores do que os projetos menores.
A grande questão é qual a quantidade de pessoas necessárias para disparar o processo exponencial de crescimento do grupo. Isso porque esse número varia e depende de vários fatores, entre eles, a distância entre essas pessoas e o grau de afinidade entre elas. Entender esse processo pode ajudar, entre outras coisas, a melhorar o envolvimento de pessoas em projetos de softwares livres. E é uma discussão interessante, onde cabem muitos "palpites"...
Pois é. Esse assunto começou a martelar (de novo) na minha cabeça. Acho que está na hora de eu voltar a ler meus livros de teoria de caos e sistemas dinâmicos que estão paradinhos na estante. 
Conforme definição do sítio que está organizando o evento aqui no Brasil,
O Dia da Internet Segura (“Safer Internet Day”) é uma iniciativa anual da INSAFE, rede de organizações patrocinada pelo programa Safer Internet Plus, da Comissão Européia. O objetivo geral da rede e da data é promover o uso ético e seguro da Internet e outras tecnologias, por meio da difusão de informações, recursos e guias de boas práticas.
No ano passado participaram do evento 56 países. Neste ano, já existem 65 com atividades marcadas. Aqui no Brasil a organização coube à ServerNet Brasil, uma ONG bastante séria e envolvida há algum tempo com a questão de abusos na Internet, e ao Ministério Público Federal.
E essa é uma discussão não só necessária como urgente. Quando se fala em segurança no uso de computadores, a maioria das pessoa logo pensa em antivírus e firewall. Mas esquecem-se que um perigo muito maior encontra-se justamente na chamada engenharia social, que é justamente a "arte" de conseguir informações importantes a partir da enganação e exploração das pessoas.
Mas engana-se que a engenharia social é utilizada somente para obter senhas de acesso ou informações confidenciais de empresas. Essas técnicas já são utilizadas há algum tempo por criminosos para obter informações sobre suas vítimas, em especial, estupradores e pedófilos. E a Internet, com seu alcance e velocidade de divulgação de informações, é um prato cheio para essas pessoas atuarem não só na obtenção de informações como também na divulgação de seus "resultados".
Engana-se também quem pensa que bloquear determinados sítios (prática comum em alguns ambientes educacionais) consegue impedir esse tipo de prática. Existem diversas maneiras de contornar a maioria dos bloqueios e é literalmente impossível bloquear todo conteúdo potencialmente perigoso sem impedir o acesso a outros conteúdos que possam ser úteis. Portanto, a melhor forma de combater as ameaças digitais ainda é o bom e velho diálogo. Discutir com as pessoas os perigos às quais elas estão expostas e orientar crianças e adolescentes dos problemas que eles podem enfrentar é uma opção mais educativa e honesta.
Seguem abaixo dicas (algumas bem óbvias, mas nem por isso menos importantes) de como agir para ter um comportamento mais seguro na rede:
Alguns sítios de referência que você pode consultar sobre o assunto:
E, por fim, um vídeo interessante do Child Exploitation and Online Protection (CEOP) Centre, disponível no YouTube. Inclusive eles possuem um canal no YouTube com outros vídeos na mesma linha.
E você? Como colabora para manter a Internet mais segura e utilizável? Lembre-se que pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença.
A Miriam Salles indicou, no seu blog, uma animação de Juan Pablo Etcheverry, baseado em uma história infantil do José Saramago. A animação é esteticamente muito interessante e a história é bonita e gera uma boa reflexão. Vale a pena conferir a publicação da Miriam, onde é possível assistir ao vídeo, que está disponível no YouTube.
O Pangea Day foi um evento mundial patrocinado pela Nokia cujo mote é "um mundo unido pelos filmes". Foram produzidos vários vídeos curtos em todo o mundo (segundo o sítio oficial, mais de 2500) e, desses, selecionaram-se 24, que foram apresentado no dia do evento (10 de maio), simultaneamente, nas cidades do Cairo, Kigali, Londres, Los Angeles, Mumbai e Rio de Janeiro.
O eixo principal dos vídeos são as diferenças culturais. São usadas técnicas de animação, filmagem tradicional e uma mistura dos dois. A qualidade é muito boa e o áudio é no idioma local da produção. Mas todos têm legenda para o português do Brasil (e vários outros idiomas). Eles Estão disponíveis em uma área do sítio do evento, para serem assistidos on-line.
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