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Tumblelog é uma modalidade diferente de blog, focado na publicação ágil e na variedade de mídias (além de textos inclui também fotos, vídeos e áudios). O enfoque na agilidade é reforçado pela ausência de comentários e pela possibilidade de publicar a partir de vários meios, inclusive mensagens eletrônicas. Um dos serviços mais famosos de tumblelog (e que acabou virando sinônimo do mesmo), é o Tumblr.
Procurando um software livre para montar um "blog de bobagens" - um local onde eu pudesse fazer publicações rápidas de coisas que normalmente ficariam deslocadas aqui na teia - encontrei o Gelato, um software de tumblelog que está associado ao sabros.us, que é o gerenciador de marcadores sociais que eu uso na Biosfera. No início ele me atendia razoavelmente bem. Contudo, a ausência de opções de personalização (ele permitia somente mudar os temas) e o péssimo gerenciamento de comentários (que o transformou em um verdadeiro "hotel de spams") começaram a me incomodar e resolvi procurar outro programa.
Foi aí que conheci o Chyrp. Ele não é uma aplicação de tumblelog, mas sim de blogs. Entretanto sua estrutura básica é tão simples que ele é perfeito pra esse tipo de atividade.
Instalar o Chyrp é muito fácil. Basta baixar o arquivo, descompactá-lo no diretório onde ele vai ficar, renomeá-lo para o nome mais adequado, criar um banco de dados e acessá-lo pela Internet. A partir daí, ele irá abrir a página de configuração. Nessa página você irá indicar as configurações do banco de dados, título, descrição e fuso horário do seu blog e os dados da conta de administrador. Após clicar no botão "Install", seu blog já estará pronto para publicar. Na tela seguinte ele dá algumas dicas de uso, apontando os endereços de onde é possível baixar módulos, temas e feathers (um termo utilizado pelo programa, cuja tradução literal é penas). E é justamente esse último item o grande diferencial do Chyrp.
Os feathers são diferentes tipos de conteúdo que podem ser instalados no blog. É um conceito simples, mas bastante poderoso. Usando as feathers é possível deixar o blog pronto para receber qualquer tipo de conteúdo (e mídia). Você não precisa se preocupar com nenhuma formatação extra. Isso fica a cargo do Chyrp. Por exemplo, imagine que você quer colocar o trecho de uma conversa de bate-papo no seu blog. Se isso for colocado como uma publicação normal do blog ele vai mostrar um bloco de texto comum, entretanto, se você usar um feather de bate-papo, ele irá colorir e formatar o texto de modo a destacar a conversa. O Chyrp vem com dois feathers básicos: texto e página (como todo blog), mas existem vários outros que você pode baixar a partir do sítio oficial. Inclusive um dos disponíveis lá chama-se Tumblr pack e é justamente um pacote com as sete opções de publicações do Tumblr: áudio, bate-papo, link, foto, citação, texto e vídeo. Ou seja, o seu Chyrp fica com a cara Tumblr (com a vantagem de ter, nativamente, suporte a comentários e pingbacks). Além disso, existe também uma série de módulos e temas, que permitem uma personalização ainda mais fina do seu blog. E a instalação desses itens é bem fácil. Basta baixar os que lhe interessarem e descompactar nos diretórios correspondentes (feathers, modules ou themes). Feito isso, é só entrar na interface administrativa do programa e habilitá-los.
Para os programadores (e aspirantes), algumas boas notícias. Além de ser livre e, portanto passível de alterações, o Chyrp é muito bem documentado e possui uma API de intereração. Isso significa que é possível fazer outros programas "conversarem" com ele. Por exemplo, é possível publicar ou obter publicações remotamente. Infelizmente ainda não é possível fazê-lo por e-mail, mas nada impede que esse recurso seja adicionado no futuro.
Por essas e outras, esse software é uma opção interessante para quem quer manter um blog/tumblelog simples ou mesmo um mais elaborado, mas com pouca complicação. Ele não possui o componente social presente nas hospedagens de serviços, como o Tumblr, mas para uso pessoal ele é ótimo. Ah, e para vê-lo funcionando como um tumblelog, basta visitar o Papo de Aranha. 
Ontem foi celebrado o "Dia de Darwin", em comemoração ao seu ducentésimo (sempre quis usar essa palavra!
) aniversário (obviamente uma comemoração póstuma, uma vez que ele já não se encontra entre nós há alguns anos). Sim, eu sei que deveria ter escrito alguma coisa, tanto pelo meu lado biólogo quanto pela minha profunda admiração pelo bom e velho Charles. Mas simplesmente não deu. Por isso ficam aqui minhas desculpas.
Entretanto, essa demora teve um ponto positivo. Passeando por algumas páginas que faziam referência ao dia de ontem, encontrei uma particularmente interessante. É uma uma ilusão de óptica (bem bacana por sinal!) de uma imagem de dois macacos que, se olhada fixamente por alguns segundos, transforma-se na imagem do rosto de Darwin quando se desvia o olhar para uma parede ou papel em branco. É um efeito visual famoso, de inversão de cores do original, chamado em inglês de afterimage (alguém tem o nome disso em português? não é persistência da visão, isso é outra coisa).
Pois bem, uma página inocente como essa acabou se transformando em uma discussão enorme entre criacionistas e evolucionistas. Na verdade, mais especificamente entre um, identificado como Nigel e os demais. Dêem uma olhada nos comentários para entender.
Enquanto lia tudo aquilo fiquei pensando em como a fé obtusa é complicada. Vejam bem, nada contra acreditar em Deus e ter alguma fé (eu tenho a minha, como já declarei aqui em um artigo anterior), mas daí a querer impô-la aos outros é demais. O sujeito simplesmente entra em um artigo falando sobre Darwin e a evolução e começa a pregar criacionismo de forma incisiva (e com péssimos argumentos). Seu primeiro comentário começa assim: "The illusion is that this type of evolution ever happened! There is no evidence that man ever evolved from monkeys." que pode ser traduzido livremente como "A ilusão é que esse tipo de evolução tenha acontecido! Não existe evidência de que o homem tenha evoluído de macacos." (o velho argumento estúpido que todo criacionista mal informado usa, diga-se de passagem). É o equivalente a alguém entrar em uma lista de discussão religiosa e falar que Deus não existe.
Fica o questionamento então: já que o Nigel não acredita na evolução, por que ele foi dar palpite em um artigo que faz uma brincadeira com a imagem do Darwin e nem estava discutindo evolucionismo (e nem criacionismo)? Extrapole um pouquinho a situação e você começa a entender onde começam tanto os pequenos conflitos ideológicos do nosso cotidiano quanto os grandes conflitos religiosos que assolam o Oriente Médio. Acreditar em alguma coisa e defender o seu ponto de vista não é ruim. O problema começa quando você começa a achar que o outro deve acreditar somente naquilo que você acredita e faz a defesa do seu ponto de vista no lugar errado. Aí é encrenca na certa.
Pra fechar o assunto indico aqui uma publicação do Thadeu Penna em seu wiki, onde ele faz um apanhado de bons links sobre o assunto, e o sítio que reuniu diversas comemorações sobre os 200 anos de Darwin, o Darwin 200. E deixo aqui meus parabéns atrasados ao grande Carlinhos. Que diria que um "passeio de navio" pelo mundo mudaria a história da ciência desse jeito, não é mesmo? 
Conforme definição do sítio que está organizando o evento aqui no Brasil,
O Dia da Internet Segura (“Safer Internet Day”) é uma iniciativa anual da INSAFE, rede de organizações patrocinada pelo programa Safer Internet Plus, da Comissão Européia. O objetivo geral da rede e da data é promover o uso ético e seguro da Internet e outras tecnologias, por meio da difusão de informações, recursos e guias de boas práticas.
No ano passado participaram do evento 56 países. Neste ano, já existem 65 com atividades marcadas. Aqui no Brasil a organização coube à ServerNet Brasil, uma ONG bastante séria e envolvida há algum tempo com a questão de abusos na Internet, e ao Ministério Público Federal.
E essa é uma discussão não só necessária como urgente. Quando se fala em segurança no uso de computadores, a maioria das pessoa logo pensa em antivírus e firewall. Mas esquecem-se que um perigo muito maior encontra-se justamente na chamada engenharia social, que é justamente a "arte" de conseguir informações importantes a partir da enganação e exploração das pessoas.
Mas engana-se que a engenharia social é utilizada somente para obter senhas de acesso ou informações confidenciais de empresas. Essas técnicas já são utilizadas há algum tempo por criminosos para obter informações sobre suas vítimas, em especial, estupradores e pedófilos. E a Internet, com seu alcance e velocidade de divulgação de informações, é um prato cheio para essas pessoas atuarem não só na obtenção de informações como também na divulgação de seus "resultados".
Engana-se também quem pensa que bloquear determinados sítios (prática comum em alguns ambientes educacionais) consegue impedir esse tipo de prática. Existem diversas maneiras de contornar a maioria dos bloqueios e é literalmente impossível bloquear todo conteúdo potencialmente perigoso sem impedir o acesso a outros conteúdos que possam ser úteis. Portanto, a melhor forma de combater as ameaças digitais ainda é o bom e velho diálogo. Discutir com as pessoas os perigos às quais elas estão expostas e orientar crianças e adolescentes dos problemas que eles podem enfrentar é uma opção mais educativa e honesta.
Seguem abaixo dicas (algumas bem óbvias, mas nem por isso menos importantes) de como agir para ter um comportamento mais seguro na rede:
Alguns sítios de referência que você pode consultar sobre o assunto:
E, por fim, um vídeo interessante do Child Exploitation and Online Protection (CEOP) Centre, disponível no YouTube. Inclusive eles possuem um canal no YouTube com outros vídeos na mesma linha.
E você? Como colabora para manter a Internet mais segura e utilizável? Lembre-se que pequenas atitudes podem fazer uma grande diferença.
A teia e os outros sítios pessoais que eu mantenho estão hospedados na Dreamhost. É uma empresa que, apesar de despertar a ira de alguns, nunca me decepcionou. E a relação custo-benefício deles é ótima e ficou famosa: banda, armazenamento, bancos de dados e domínios ilimitados mais acesso via ssh por 120 dólares anuais. Encontrei alguns poucos problemas de indisponibilidade temporária, que se sanaram bem rapidamente. Mas como eu só mantenho sítios de uso pessoal lá, isso nunca me gerou nenhuma dor de cabeça.
Pois agora o pessoal resolveu inovar ainda mais. Lançaram um serviço de hospedagem de aplicações totalmente gratuito: o DreamHost Apps. E não é nenhuma hospedagem meia-boca não. Ao assinar o serviço, você ganha uma instalação de cada um dos seguintes softwares:
Além disso, o usuário ganha também os serviços disponibilizados pela Google no pacote GoogleApps: Gmail, Google Talk, Google Agenda e Google Docs. Isso tudo personalizado no seu endereço web (com direito a mais 49 contas além da sua). Tá bom ou quer mais? 
Um detalhe interessante é que você pode usar o endereço deles ou registrar um próprio. No primeiro caso, seu endereço vai ser alguma_coisa.dreamhosters.com (por exemplo, zezinho.dreamhosters.com). A segunda opção é bem mais interessante porque além de ter um endereço de Internet próprio (o que é bem mais charmoso) você também passa a ter um endereço de e-mail exclusivo seu. E uma vez que você pode criar até 50 contas, pode ter e-mails para atividades diferentes. Por exemplo, vamos supor que você registre o endereço soubacana.com.br. Você pode ter endereços do tipo listas@soubacana.com.br somente para assinar listas de discussão e pessoal@soubacana.com.br somente para e-mails pessoais. Claro que esses exemplos foram simplórios, mas servem bem pra ilustrar as potencialidades que se abrem.
E registrar um domínio é fácil. Caso você queira algum que termine em .br, vá até registro.br, faça o seu cadastro, veja se o endereço desejado está disponível e faça o seu registro. Os registros custam 30 reais por ano, com exceção do .nom.br, que custa 10. Agora, se não fizer questão do .br, pode registrar pelo próprio DreamHost Apps ao custo de 9,95 dólares anuais.
Portanto, o que você está esperando? Vai lá garantir o seu, porque o número de inscrições é limitado. E quem quiser divulgar a nova "casa" aqui nos comentários, fique à vontade. 
Agora, se ao invés de assinar o DreamHost Apps você estiver interessado na hospedagem DreamHost, basta, durante o preenchimento do cadastro, informar o código TEIA (tudo em maiúsculo) e você ganha, na hora, um desconto de 30 dólares na sua assinatura. Para maiores informações, é só entrar em contato.
Você achou que nunca ia passar por isso, mas aconteceu: esqueceu a senha de root do seu servidor de banco de dados MySQL. Após um leve momento de pânico, você se lembra que a Internet pode ter a solução pra isso (afinal, não tem tudo lá?).
Bom, se você está lendo esse artigo então saiba que "seus problemas se acabaram"®.
Eu também passei por isso e descobri uma página em que o sujeito descreve de maneira tão didática que nem tive que pensar pra resolver o problema, foi só seguir a receita de bolo. A página maravilhosa é o artigo Recover MySQL root password (quer um título mais direto do que esse?) do sítio nixCraft. Abaixo segue a tradução (com algumas modificações) do que a página recomenda. Importante, todos os passos descritos devem ser realizados como superusuário (root) ou usando as permissões de superusuário (através do comando sudo). Além disso, os comandos apresentados funcionaram no MySQL versão 5.0.51a-21, na distribuição Debian Lenny. Eles podem funcionar do mesmo jeito em outras distribuições, ou precisar de pequenas alterações.
/etc/init.d/mysql stopStopping MySQL database server: mysqldmysqld_safe --skip-grant-tables &Starting mysqld daemon with databases from /var/lib/mysql
mysqld_safe[15118]: started
mysql -u rootWelcome to the MySQL monitor. Commands end with ; or \g.
Your MySQL connection id is 1
Server version: 5.0.51a-21 (Debian)
Type 'help;' or '\h' for help. Type '\c' to clear the buffer.
mysql>
use mysql;
update user set password=PASSWORD("nova-senha-de-root") where User='root';
flush privileges;
quit/etc/init.d/mysql stopStopping MySQL database server: mysqldSTOPPING server from pid file /var/run/mysqld/mysqld.pid
mysqld_safe[15198]: ended
.
[1]+ Done sudo mysqld_safe --skip-grant-tables /etc/init.d/mysql start Starting MySQL database server: mysqld.Pronto! Seu servidor de banco de dados já está com a nova senha de superusuário ativa. Faça o teste não se esqueça dela novamente!!! 
Há alguns dias a teia recebeu dois prêmios Dardos. Um deles veio da Suzana Gutierrez, através dessa publicação do Gutierrez/Su e o outro veio do José Antônio Küller, por essa publicação do Germinal. Por acaso, duranta a busca por mais detalhes sobre o prêmio, acabei descobrindo também qua já havia sido indicado, há muito tempo, pela Verônica Carvalho aqui, no Idéias em Blog, pela Semíramis Alencar, aqui, no Ne Quid Nimis, pela Cybele Meyer, aqui, no Educar Já!, pela Suzana Gutierrez, aqui, no Gutierrez/Su e pelo Robson Freire, aqui, no Caldeirão das Idéias. Agradeço a todos que indicaram a teia e peço desculpas aos últimos, pelo atraso do reconhecimento (realmente comi mosca aqui...). 
Explicando sobre esse prêmio, quem o recebe e o aceita deve seguir as seguintes regras:
Bom, o selo está aqui ao lado e os links estão lá em cima, nos blogs que indicaram a teia. O duro foi a terceira parte. Não que eu ache que outros blogs não mereçam (muito pelo contrário!), mas porque meu acompanhamento de novidades é bem "difuso". Eu acompanho a rede pelo nosso agregador e por indicações que chegam via identi.ca, Twitter, FriendFeed e Digg (por isso ele entraram nas "menções honrosas") . Na verdade eu acompanho mais as publicações do que os blogs propriamente ditos. Por isso, minhas indicações abaixo vão para aqueles que eu tenho uma maior interlocução, tanto com o blog em si como com a pessoa. Ah, e eles estão em ordem alfabética pelo nome do blog para evitar confusões do tipo melhor/pior.
Obviamente, além das indicações abaixo, indico de volta o prêmio também para as pessoas que me presentarem com ele, pois todas elas também fazem parte dessa lista.
Como ganhei mais de um prêmio, estou abrindo uma "menção honrosa" aos agregadores que eu uso...
... e indicando alguns fora da nossa teia educacional:

Bom, se mais alguém me indicou para o Dardos e eu não citei aqui, peço desculpas e autorizo a enviar um "puxão de orelha" nos comentários... 
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