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Há algum tempo eu procuro um aplicativo para publicar e acompanhar minhas contas no identi.ca e no Twitter. Na verdade meu problema maior era com o identi.ca, uma vez que eu uso a extensão do TwitterFox no meu Firefox para controlar a conta do Twitter e ela me atende bem.
Depois de muito bater cabeça (inclusive tentando, em vão, compilar o famoso Gwibber no meu Debian), descobri o genial choqoK, no comentário de um artigo sobre clientes GNU/Linux para o identi.ca (viram crianças? leiam sempre os comentários!
).
O choqoK veio repleto de boas surpresas. Em primeiro lugar, um cliente nativo para o KDE, o que já me deixou bem satisfeito porque ele se integraria perfeitamente ao meu desktop. Segundo, apesar de ser necessário compilá-lo, pois não existe pacote binário para a Debian, essa tarefa é tão simples que é até sem graça:
cmake -DCMAKE_INSTALL_PREFIX=`kde4-config --prefix` ..make e, depois make install (esse último deve ser executado como root ou então usando o recurso de sudo)Feito isso, ele estará pronto para ser executado.
A terceira surpresa veio quando abri o programa. Ele é muito bem feito e possui um design funcional e agradável. Dêem uma olhada nas telas abaixo pra terem uma idéia (mais imagens podem ser encontradas na seção screenshots do sítio oficial). Com o choqoK é possível acompanhar várias contas, simultaneamente, tanto no identi.ca quanto no Twitter. E ele possui alguns filtros legais, como por grupos (no caso do identi.ca), por etiquetas e o de ver as publicações do e para determinado usuário. Isso é perfeito para aqueles momentos em que alguma pessoa que você está seguindo está na maior conversa com alguém e você fica boiando no assunto, pois não segue a outra pessoa. Isso tudo além das tradicionais funções de responder às publicações, torná-las favoritas e enviar mensagens diretas.
Em resumo, se você quer um cliente bacana para identi.ca e Twitter, experimente o choqoK e seja feliz. 

Tela principal do choqoK

Janela de filtragem do choqoK
Eu nunca fui muito fã do Flash (a tecnologia, não o personagem dos quadrinhos; desse último eu gosto).
Na verdade eu acredito que a web seria bem melhor sem esse recurso. Mas de vez em quando eu sou surpreendido por algumas utilizações dele que quase fazem com que eu me arrependa desse meu desgosto. Quase...
E hoje fui brindado com uma dessas felizes surpresas, graças a uma "twittada" do Karlisson (criador da geniais tirinhas do Nerdson). O nome da página é "Pintando una canción" e é um dos componentes do sítio da cantora espanhola Labuat (de quem eu nunca tinha ouvido falar até 15 minutos atrás). Nessa página, enquanto vai tocando a música Soy tu aire (que é tão açucarada que até agora estou tirando as formigas do meu fone de ouvido), uma linha vai passando pela tela (na verdade a tela vai "rolando" ao fundo) e se transformando e vários elementos relacionados à letra da música. Até aí nada demais, mas existem duas características muito bacanas: primeira, a "ponta" da linha responde aos movimentos do mouse, assim, você literalmente "pinta" com a linha (entenderam o porquê do nome Pintando una canción?) e segunda, ao final da música você tem a opção de ouvi-la novamente, mas assistindo aos movimentos que você fez. Ou seja, ele grava a sua interação e a reproduz depois. O efeito é bem mais interessante ao vivo do que nessa explicação, por isso, dêem uma passada lá pra experimentar.
Aliás o sítio da Labuat é muito bacana e explora bem as potencialidades da web. Tem até um widget pra colocar em blogs e redes sociais (isso é coisa pra fã nenhum botar defeito)! Quem sabe os outros artistas não aprendem e começam a prestar mais atenção nisso? Ah, e um detalhe interessante. Apesar de não estar explícito no sítio, deem uma olhada em seu código-fonte e vocês vão ver que ele foi feito no Drupal, o mesmo CMS livre que serve de base pra teia. Não é legal descobrir que o sítio de um artista usa o mesmo software que o seu? 
Sabe aquele script no qual você ficou horas trabalhando até deixá-lo redondinho? Ou então aquele trecho de código que você está tentando fazer funcionar, mas não consegue encontrar o erro de jeito nenhum? Se em qualquer dessas situações você quer compartilhar o seu resultado, seja pra tirar dúvidas ou disponibilizar para que outras pessoas possam se beneficiar dele, existe duas soluções bem interessantes para lhe atender.
A primeira, e mais simples, é o sítio Nopaste. Nele é possível colar o seu script ou trecho de código a ser compartilhado, escrever uma descrição e um apelido pra você e selecionar o tipo de linguagem do código (pra ele poder marcá-lo adequadamente). Ao clicar no botão Paste, o seu código já estará disponível. Além disso ele gera uma URL para o seu código, que você pode passar para as outras pessoas. O Nopaste é muito útil quando você, por exemplo, precisa tirar alguma dúvida em determinado trecho de código quando está conversando com alguém via IRC ou comunicador instantâneo.
A segunda opção tem um direcionamento maior para o compartilhamento da informação, possuindo, inclusive, elementos de redes sociais e é bem mais elaborado. Seu nome é Command-line Fu e nele, além de cadastrar o seu código, é possível avaliar os códigos disponíveis, comentá-los e marcar os que você considera mais interessantes, para futuras consultas. O serviço é muito bem feito e é um local obrigatório para desenvolvedores e outras pessoas interessadas em shell script.
Dois artigos curtos, mas bem interessantes para embasar as discussões sobre compartilhamento de arquivos na Internet e o Projeto de Lei Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo. Ambos de pessoas que eu admiro muito pela sua atuação no movimento de software livre.
O primeiro vem do blog do Alexandre Oliva, cofundador e secretário da Fundação Software Livre América Latina e chama-se Copiar e Compartilhar em Legítima Defesa, onde ele analisa algumas contradições das atuais iniciativas em bloquear o compartilhamento de obras culturais pela Internet. A chamada do artigo é bem esclarecedora:
Leis relacionadas a restrições de uso de obras culturais têm respeitado os direitos de apreciar e memorizar obras a que se tenha acesso, assim como de conceder e aceitar acesso a elas. Com base nesses direitos, demonstram-se direitos de preservação e conversão de obras a outros formatos e meios, inclusive na Internet e em redes P2P. Sendo direitos, não podem ser crimes e, quando atacados, cabe legítima defesa.
Aliás, o blog do Oliva é cheio de outros artigos interessantes sobre o tema e vale a pena dar uma passeada por lá.
O segundo artigo é do Jomar Silva, coordenador da ODF Alliance Brasil e especialista em segurança da informação. Ele está nessa publicação do blog do Sérgio Amadeu (figurinha carimbada na luta contra o projeto Azeredo) e explica, de forma bem didática, alguns dos aspectos estúpidos do substitutivo e porque ele tem o potencial de exterminar uma série de projetos de inclusão digital no nosso país. No blog do Sérgio também existem vários outros artigos sobre o tema e vale a visita.
Esse deveria ser o layout da teia há algum tempo. Entretanto, como na época estava procurando um bom tema para o SLEducacional, acabei abrindo mão de usá-lo aqui para tê-lo lá.
Agora que o SLEducacional está utilizando o Elgg, nada mais justo do que utilizar o belo tema Acquia Marina aqui na teia. Alguns ajustes ainda serão feitos, por isso, sugestões e críticas podem ser enviadas através do formulário de contato.
É com grande alegria que eu anuncio que o novo sítio do projeto Software Livre Educacional (do qual sou um dos coordenadores), acaba de entrar no ar. O antigo era baseado em Drupal (como a teia) e, apesar de funcionar muito bem como divulgador de atividades, era pouco interativo, pois seguia mais a linha "publicação/comentário". O novo é baseado no CMS de redes sociais Elgg e permitirá uma atuação muito mais direta dos seus integrantes.
O projeto Software Livre Educacional (ou SLEdu, como é mais conhecido entre seus membros), surgiu com o propósito de traduzir e documentar softwares livres utilizáveis na área de educação. A idéia é quebrar um pouco o paradigma técnico e começar a produzir material didático para o uso dessas ferramentas. E pretendemos dinamizar esse objetivo com o uso do novo sítio.
Ele funcionará como qualquer outra rede social, permitindo a publicação de artigos de blog, documentação na forma de páginas e a criação de grupos e associações entre usuários. A diferença é que o seu conteúdo será totalmente livre e aberto para qualquer pessoa, mesmo os não participantes do projeto.
Interessados em conhecer o sítio ou participar do projeto podem visitar a nova página. Quem quiser atuar mais diretamente, pode também participar das nossas listas de discussão. Para isso, basta visitar a página com a relação das listas, cadastrar-se em uma delas e, após aprovação, apresentar-se, dizendo seu nome e proposta de atuação. Mais uma vez, a participação de todos é livre.
No dia 7 de março desse ano, o Expresso, um jornal português fez uma denúncia de que havia encontrado 80 erros de português no Magalhães, um Classmate da Intel que está sendo distribuído nas escolas portuguesas (aos moldes do projeto UCA - Um Computador por Aluno, aqui no Brasil). Isso provocou um verdadeiro rebuliço por lá, especialmente na comunidade de software livre portuguesa. Por que? Os erros foram encontrados na tradução do GCompris para o português de Portugal. 
A coisa ganhou proporção, com direito à réplica da Caixa Mágica Software, que desenvolveu a distribuição Caixa Mágica, que vai nesses computadores e tréplica do Expresso, que pode ser vista nessa reportagem, juntamente com outros links sobre o assunto (de quebra, tem também uma nota sobre o assunto no BR-Linux).
Resultado? Foi feito o lançamento de uma nova versão do GCompris (que, coincidentemente, já estava agendada para ontem, há duas semanas) com as correções. Infelizmente o governo já havia demandado a retirada do GCompris de todos os computadores... 
O que tivemos aqui foi uma sucessão de erros que serviram pra mostrar como as pessoas (e, especialmente algumas empresas) ainda não entenderam muito bem o modelo de desenvolvimento do software livre.
Primeiro, pelo pouco que eu acompanhei do processo do Magalhães em Portugal, o governo o anunciou como a oitava maravilha do mundo, um equipamento que iria revolucionar as escolas portuguesas. Resultado? Tornou-se um alvo fácil para críticas. Afinal, quanto maior o alarde, maior o estrago quando se encontra alguma falha. Segundo, a empresa Caixa Mágica Software não se deu ao trabalho de avaliar o que estava vendendo. Isso pode parecer uma afirmação forte, mas é exatamente isso. Uma distribuição GNU/Linux não é um produto único, monolítico. Ela é a reunião de dezenas (ou milhares) de softwares, cada um vindo de um lugar, com equipes e rotinas de desenvolvimento diferentes e que, na maioria da vezes, têm em comum somente o fato de funcionarem no GNU/Linux. Dá muito trabalho manter uma distribuição, especialmente se o seu objetivo é vendê-la, e, pior ainda, se ela for vendida para a área educacional, onde erros podem provocar um grande estrago. Por fim, os erros de português realmente existiam. O próprio responsável pela tradução assumiu isso na lista de discussão do GCompris. Mas é interessante destacar que esses erros já estavam lá há algum tempo (segundo o tradutor) e ninguém nunca se deu ao trabalho de corrigi-los. Nem a Caixa Mágica Software, que mantém a distribuição Caixa Mágica desde 2004.
O mais asustador é que essa não preocupação com o que se vende é mais comum do que se pensa. Aqui no Brasil existem vários casos de empresas que fazem isso - algumas ainda pior: desenvolvem distribuições para projetos do governo e, ao término do contrato, param de mantê-la, deixando os seus usuários na mão.
Essa (suposta) ausência de responsabilidade é um dos grande equivocos no qual os "vendedores de software livre" incorrem. Muitas dessas empresas ainda estão acostumadas com a lógica do software proprietário, em que o produto está (teoricamente) "pronto". O desenvolvimento do software livre é muito mais dinâmico. Empresas que querem trabalhar com ele, têm que levar isso em consideração. Infelizmente a maioria só vê os softwares livres como uma oportunidade de ganhar dinheiro fácil e acabam cometendo o mesmo erro que a empresa portuguesa: vendem algo que não conhecem.
Ironicamente, esse evento serviu para mostrar que o software livre não é uma "caixa mágica". Ele é o produto do esfoço de várias pessoas. E como tal, está sujeito a erros, afinal de contas, os seres humanos têm essa mania de não serem perfeitos. 
P.S.: Caso alguém encontre erros na tradução do GCompris para o nosso português, por favor, antes de publicar no jornal, entre em contato comigo para eu tentar corrigir, ok? 
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