Como jogar Yoshi's Island no ZSNES

Eu adoro emuladores de videogames. Especialmente o ZSNES, que, como o nome já indica, é um excelente emulador do SNES. Aí, por causa de uma "twitada" do Karlisson (o "pai" do genial Nerdson), bateu uma nostalgia de jogar Yoshi's Island, um dos jogos mais legais desse console. Mas então eu me lembrei que esse jogo deixou de funcionar na versão mais recente do ZSNES. Resolvi deixar a preguiça de lado e ver se tinha alguma solução pro problema. E claro que tinha... 

Cheguei inicialmente nessa página do fórum do ZSNES, que me indicou essa outra. Juntas elas tinham toda a informação que eu precisava. Resumidamente, o problema é que essa ROM utiliza a tecnologia gráfica Super FX com intercalagem (interleave). E o desenvolvedor do ZSNES retirou o suporte à intercalagem do Super FX na última versão porque esse recurso era mal implementado e estava causando muitos problemas no código. As páginas do fórum, citadas acima, contam essa história com mais detalhes.

A solução do problema, é bem simples: basta remover a intercalagem da ROM. E, para isso, usa-se um software desenvolvido pelos mesmos criadores do ZSNES, chamado NSRT. Essa aplicação permite realizar uma série de alterações de compatibilidade nas ROMS. Uma delas é a "desintercalagem" (se é que essa palavra existe).   E o bom é que existem versões do software para GNU/Linux, DOS (que funciona no Windows), Solaris, FreeBSD e Mac OSX.

Feito o download do NSRT (que vem na forma de um arquivo compactado adequado a cada sistema operacional), basta descompactá-lo em um diretório qualquer e executar o comando:

nsrt -deint nome_da_rom

No meu caso, ficou:

nsrt -deint yoshisisland.zip

Aparecerá uma tela com detalhes da ROM e da execução. E o processo todo é tão rápido que até parece que não aconteceu nada. Feito isso, é só partir para o abraço. O jogo já está pronto para funcionar no ZSNES. A prova está abaixo:

Agora vem a parte difícil. Arrumar tempo para poder me dedicar ao bebê Mário e ao dinossauro Yoshi

Criada a comunidade mineira de usuários do KDE, a KDE-MG

No último dia 3 de julho foi criada a comunidade de usuários do KDE de Minas Gerais, também conhecida como KDE-MG. A ideia é congregar os usuários, desenvolvedores, tradutores e entusiastas do projeto KDE nesse estado em um ambiente onde eles possam discutir, colaborar e aprender.

Já temos uma lista de discussão ativa. Iremos agora decidir, na lista, qual a melhor tecnologia para construirmos o nosso sítio: blog, wiki, CMS ou outra coisa que não pensamos ainda. Caso você tenha interesse em participar de nossas discussões, a inscrição na lista é aberta a qualquer pessoa.

Espero ter, em breve, mais novidades sobre o grupo.

Mudando a "identidade" do seu Firefox

O (suposto) navegador web Internet Explorer reconhece uma série de sintaxes HTML fora do padrão internacional definido pelo W3C. E não reconhece (ou passou a reconhecer tardiamente) alguns elementos que já são padrão, como, por exemplo, o fundo transparente de imagens PNG (se você é um infeliz usuário do IE até a versão 6, vai ver um fundo branco no logo da teia, lá em cima, ao invés da transparência).

Essas incompatibilidades são o inferno dos desenvolvedores web, que acabam tendo que criar truques para adequar suas páginas a vários navegadores. Infelizmente alguns (também supostos) desenvolvedores nem se dão a esse trabalho. Simplesmente criam uma página que, teoricamente, só funciona no Internet Explorer e colocam um aviso de exclusividade de navegador (os famosos "Essa página é melhor visualizada no Internet Explorer"). Alguns outros fazem ainda pior e embutem códigos de JavaScript que simplesmente impedem o seu acesso à página caso você não utilize o (pretenso) navegador. Com isso, muita gente que não estão usando o dito cujo acham que a culpa é do navegador, numa falsa ilusão de que o produto da Microsoft é melhor porque abre qualquer página.

O Firefox pode se identificar como outros navegadoresMas como é que os desenvolvedores sabem qual navegador está acessando seu sítio? Simples. Toda vez que o navegador faz a requisição da página para o servidor onde ela está hospedada, ele envia uma série de informações chamadas User Agent strings, que, normalmente, possuem os seguintes dados: nome e versão do navegador, sistema operacional do usuário e o idioma preferencial. É graças a essas informações que, por exemplo, serviços de estatísticas conseguem dizer quais navegadores chegaram ao seu sítio.

Entretanto você pode alterar essas informações enviadas pelo seu navegador. Pra quem usa o Firefox, é possível fazer isso manualmente alterando as configurações do navegador através do recurso about:config. Ou usar um complemento que simplifica bem o seu trabalho: o User Agent Switcher. Após instalá-lo, sempre que quiser mudar a "identidade" do seu navegador, basta ir até o menu "Ferramentas", escolher a opção "User Agent Switcher" e selecionar a desejada. Inclusive o complemento tem uma opção para acrescentar novas informações de User Agent. Isso, associado às informações disponínveis no excelente sítio User Agent String.Com, lhe dão recursos para assumir a identidade de qualquer navegador, em qualquer sistema operacional e em qualquer idioma.

Experimente esse complemento e supreenda-se ao descobrir que muitas páginas "melhor visualizadas no Internet Explorer", funcionam perfeitamente bem no Firefox.

Como começar uma festa (e porque isso pode ajudar no desenvolvimento de softwares livres)

Antes de continuar lendo essa publicação, assista ao vídeo abaixo (descoberto graças a essa mensagem no Twitter do Karlisson):

Esse é um bom exemplo de como um único indivíduo consegue disparar um processo de movimentação popular. Repare que as primeiras pessoas que aparecem, estão lá só como zombaria. Mas o processo de agregação vai se acelerando. Até o momento em que se atinge um limiar onde o crescimento passa a ser exponencial. E o rapaz cria uma "festa dentro da festa"... e literalmente some no meio do movimento que ele mesmo iniciou.

Cabe destacar que o ponto chave da movimentação é justamente o limiar, citado acima. O momento em que as pessoas param de se comportar como indivíduos e começam a agir como grupo. Freud (citando Le Bon) trata muito bem dessa questão do grupo em seu texto "A descrição de Le Bon da mente grupal" (encontrado no volume XVIII da "Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud"). O Le Bon afirma que:

"o grupo psicológico é um ser provisório, formado por elementos heterogêneos que por um momento se combinam, exatamente como as células que constituem um corpo vivo formam, por sua reunião, um novo ser que apresenta características muito diferentes daquelas possuídas por cada uma das células isoladamente".

Essa característica "orgânica" do grupo é particularmente interessante, pois permite que a emersão, no grupo, de propriedades que não pertençam a nenhum dos indivíduos em particular. E isso tem muito a ver com a forma como o movimento de  software livre funciona. O seu desenvolvimento também só é possível graças à união de pessoas com características e habilidades diferentes, cuja sinergia produz resultados que talvez nenhum dos membros individualmente esperassem. Reparem também no vídeo, que quanto maior o grupo, mais pessoas são atraídas para ele. Projetos de softwares livres também são assim. Não é à toa que os "projetões" conseguem arregimentar mais colaboradores do que os projetos menores.

A grande questão é qual a quantidade de pessoas necessárias para disparar o processo exponencial de crescimento do grupo. Isso porque esse número varia e depende de vários fatores, entre eles, a distância entre essas pessoas e o grau de afinidade entre elas. Entender esse processo pode ajudar, entre outras coisas, a melhorar o envolvimento de pessoas em projetos de softwares livres. E é uma discussão interessante, onde cabem muitos "palpites"...

Pois é. Esse assunto começou a martelar (de novo) na minha cabeça. Acho que está na hora de eu voltar a ler meus livros de teoria de caos e sistemas dinâmicos que estão paradinhos na estante. 

Curso gratuito de Astronomia no Observatório Nacional

O Observatório Nacional está oferecendo, mais uma vez, o excelente curso à distância sobre astronomia. E o tema desse ano é "Astrofísica do Sistema Solar". O curso é totalmente gratuito e seu material estará disponível para ser baixado por qualquer um, mesmo os não inscritos no curso. Entretanto, os inscritos fazem prova e têm direito a certificado ao final do curso, caso atinjam a todos os critérios de aprovação. Maiores detalhes podem ser obtidos na página de informações gerais do curso.

É importante destacar que o material do curso é de excelente qualidade e pode ser uma fonte riquíssima para ser utilizada em sala de aula ou mesmo por clubes de astronomia. Destaco também um parágrafo que se encontra nas informações do curso:

Nosso curso é aberto para todo o público brasileiro. Seria injustificável um instituto de pesquisas do Governo Federal limitar o acesso a informações científicas não estratégicas.

Seria tão bom se outras instituições governamentais seguissem essa mesma lógica... É lamentável que uma série de informações produzidas com dinheiro público fiquem restritas às instituições que as produziram.

Encontro sobre software livre educacional no FISL

Conforme vocês já devem ter visto na lateral da teia, do dia 24 a 27 de junho acontecerá na PUC, em Porto Alegre, a 10º Edição do Fórum Internacional do Software Livre (FISL),  um evento internacional que reúne entusiastas, hackers, empresas e governos, com objetivo de difundir e ampliar as iniciativas de Software Livre no país e no mundo. Além disso, é o responsável pela maior migração anual de nerds do Brasil...

Nesta edição, além do eixo tradicional de palestras, ocorrerão também mini-eventos temáticos em diversos auditórios da PUC. Estes mini-eventos terão como foco difundir o software livre em áreas específicas. Um desses mini-eventos será sobre educação e software livre e sua organização está a cargo do grupo Software Livre Educacional (SLEducacional), do qual eu sou um dos coordenadores. O nome desse encontro é: Software Livre e Educação - Usos, Desusos e Intrusos. Ele acontecerá sexta-feira, dia 26, das 13h as 17h no Instituto de Educação. Além de mim, a mesa do evento terá também a participação do Peterson Danda, da Marinez Siveris e da Carla Bertioli. Aliás, o termo "mesa" empregado aqui é puramente formal. A ideia é que o evento seja bem participativo, com a interação de todos os presentes e não somente uma exposição dos "membros da mesa".

O cronograma do mini-evento será o seguinte:

  • Apresentação geral sobre software livre na educação (30min): explanação geral sobre a relação entre software livre e educação, com uma explicação breve sobre os princípios do software livre.
  • Ferramentas livres para a educação (1h): demonstração de alguns softwares livres que podem ser utilizadas de maneira direta em ambientes educacionais.
  • Apresentação de casos de sucesso (30min): casos de uso de softwares livres em ambientes educacionais.
  • Apresentação do projeto SLEducacional e debate sobre o uso educacional de softwares livres (2h): apresentação do grupo, seus objetivos e formas de colaboração e debate aberto sobre a situação atual do uso educacional de softwares livres e o que pode ser feito para tornar esse trabalho mais consistente.

Além do mini-evento, o SLEducacional também estará presente no espaço destinado aos grupos de usuários, em uma das várias "ilhas" espalhadas pelo saguão do evento, juntamente com o Projeto Texto Livre e o Pandorga Linux.

Interessados em apresentar algum caso de sucesso sobre software livre na educação ou em obter maiores informações sobre o evento, podem entrar em contato comigo através do formulário de contato. Contamos com a participação de todos os interessados no tema!